Longos são os dias, desde a última vez que aqui escrevia com alguma frequência. Há uma razão muito simples para isso. Eu e a TM temos um problema muito grave por resolver. Este facto tem consumido, justificadamente, muito do meu tempo e energia. Mas não se alertem, estamos a fazer tudo para que a nossa vida se normalize. Fazendo um ponto da situação, neste momento estamos a viver em Vitoria Gasteiz (sabiam que é a Capital Verde Europeia de 2012?), mas possivelmente em breve, devido à natureza do problema a resolver, voltaremos aos Estados Unidos.
Não aqui nenhum drama. É o que é, e como disse, em breve as coisas irão normalizar.
Outra coisa. A vida de casado é óptima, se eu soubesse disso antes já me tinha casado há mais tempo. Sim, já vivíamos juntos há anos, mas, e por incrível que pareça, há qualquer coisa de mágico com o casamento. Não me perguntem o quê, que eu não sei explicar e, sinceramente, nunca pensei que poderia sentir este encantamento. Mas adiante.
Como não sei nem quando, nem em que circunstâncias, voltarei a dar notícias decidimos deixar aqui um pouco de nós. A sugestão é da TM, que diz que eu gosto mais de Portugal, do que Portugal merece. É verdade. Vamos lá então entrar no espírito? Comecemos então por este vídeo de uma música que leva a TM à loucura (aquele miúdo que dá pontapés na atmosfera é o Eneko, irmão da TM).
Partilho aqui uma foto, do México, onde fomos na Lua de Mel. Doces e suaves dias, eternos na memória e quando ainda não havia nenhuma sombra a pairar sobre o nosso futuro.
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| O prelúdio de uma noite bem regada |
Com a nossa cadela, Indy, que há anos nos acompanha, sempre fiel, companheira e amiga. Os três formamos uma família unida.
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| Um passeio na "nossa" praia em Gorliz |
A TM sempre teve uma especial tendência para a dramatização. Não no dia-a-dia, onde sempre revelou um pragmatismo assinalável, mas sim naqueles momentos de descompressão, nos nossos passeios e nos nossos sonhos. Eis como um simples passeio no Rio Nervión, o nosso favorito para os piqueniques, se transforma num palco para a TM.
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| Passeio na ria de Bilbao |
Ao longo de todo este tempo que aqui escrevi, penso que transpareceu o meu gosto pela fotografia, gosto esse que já consegui transmitir à TM.
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| Aqui sou eu o alvo (pensava ela) |
Quando a nuvem negra começou a pairar sobre nós, a 1ª coisa que a TM me pediu foi "Xavier, por favor, quero fazer um ensaio fotográfico contigo, para que jamais me esqueças". [Verti as primeiras lágrimas ao fim de muitos anos]. Eis uma pequena amostra do resultado final.
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| A "escultura humana" [TM y Xavier] |
Os tempos são de alguma dureza, difíceis de enfrentar, mas mesmo assim, mesmo com um medo projectado pelo meu sorriso, o olhar cândido da TM revigora-me. E dá-nos força para continuar a lutar.
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| O olhar. Uma outra forma de acreditar, no 1º dia do resto das nossas vidas |
Eis o que se tem passado, em resumo, nestes últimos meses. Diz-me a TM que ela está espalhada pelo blog inteiro, mas "... fotografias tuas nem vê-las, os teus leitores vão se sentir defraudados". Muito bem, não seja por isso, aqui fica uma foto minha, com a minha mãe, o meu pai e a minha tia. É, já desde novo tinha um fetiche por máscaras.
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| Pequeno Xavier, Orleães, 1979 |
Assim vai a vida amigos, sem drama, mas com muitas preocupações. Estamos a tentar canalizar todas as nossas forças para que algo de bom ainda venha a revelar-se. Para já, e apesar de tudo, somos muitos felizes.
(*) alusão à frase de Mark Twain [As notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas], que ao longo da minha vida tem sido um dos meus principais mentores. E de quem a minha mami diz que, por osmose, ou algo que o valha, herdei uma parte do carácter.
PS(1): Cada dia que passa escrevo pior em Português. Desculpem.
PS(2): Estou atento a vocês, Manuel Humberto, Márcio Guerra e Miguel Lima. E tanto quanto julgo saber tudo vos corre muito bem. Talvez um dia também eu tenha o privilégio de ser pai.











