segunda-feira, 12 de março de 2012

Ter uma ideia é fundamental.

E quando essa ideia é boa só poderemos esperar que o bom futebol regresse a Alvalade.

Refiro-me a Sá Pinto e às suas ideias, obviamente. Quando aqui escrevi "Sá Pinto. Na hora certa no clube certo" anunciei que com ele teríamos um plano. O plano inicial cedo se percebeu qual era, incidia no plano motivacional. Aliando a isso um projecto de jogo, que passa pela posse de bola e progressão em passe curto. Era um plano arrojado, até porque não é muito visto nas principais equipas nacionais, e portanto pouco se saberá da sua viabilidade. Eu próprio admito que fiquei algo receoso deste novo plano, vejo o Porto a ganhar jogos a bombear bolas para as laterais, à procura das loucas correrias dos seus médios, que invariavelmente caem para o meio e vejo o Benfica apoiar-se num corredor central pressionante, com 3 médios centros, que joga no erro adversário. E, arbitragens à parte, são planos de jogo que resultam.

Sá Pinto quer ir mais além. os primeiros jogos não foram entusiasmantes para o comum dos adeptos, mas não para mim, que fiquei deveras entusiasmado com a perspectiva de ver o Sporting a dominar o jogo, de trás para a frente. As colossais percentagens de posse de bola confirmaram o plano traçado, posse de bola com progressão sustentada nas desmarcações curtas e incisivas. Progressão lenta, mas segura. Olhando para o plantel do Sporting, principalmente para os seus médios, percebemos que este é, de facto, um caminho viável. Jogadores como Matías Fernandez, Stijn Schaars, Elias, Marat Ismailov, André Martins, Renato Neto e André Santos, são jogadores de progressão, bola no pé e aberturas curtas e rápidas.

A defesa, sendo a mesma, revela uma postura diferente da anteriormente interpretada, com Domingos. E aí reside uma possível mais valia deste Sporting. Bola de pé para pé, com progressão segura, evitando os chutões para a frente, futebol que parecia estar enraizado na matriz Sportinguista. Este foi um paradigma quebrado por Sá Pinto. Mas ainda falta outro.

No ataque reside, sempre, a parte mais difícil do jogo. Com Capel, Carrillo, Wolfswinkel e Jeffrén Suarez à partida estão cumpridos os requisitos mínimos de qualidade, para o que resta da época. Fica por saber se Jeffrén Suarez veio para ficar e fazer ainda um bom número de jogos, ou se encosta já a seguir até porque Diego Rubio é ainda lago imberbe (que bem que lhe fará a alternância entre equipas A e B no próximo ano).

E quando tudo isto falhar temos lá Deus Rinaudo para resolver.

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