domingo, 31 de outubro de 2010

Crónicas de Leonor Pinhão (28.10.2010)

Morreu de cansaço o polvo Paul que, sem saber ler nem escrever, se tornou numa das celebridades maiores do último campeonato do mundo de futebol. O polvo Paul acertou sempre no engodo que lhe deram a escolher em forma de substância alimentar e previu todos os resultados da selecção alemã na África do Sul bem como o resultado da final disputada entre a Holanda e a Espanha.
Não foi coisa pouca, ainda para mais debaixo de água.
O futebol mundial perdeu, assim, o seu oráculo mais tentacular. Em Portugal, felizmente, ainda temos o professor Karamba e outros professores adivinhadores, mas foi com lástima que vimos partir Paul, o único que nos poderia garantir, com razoável antecedência, quantos dos quatro jogadores quatro vezes amarelados do Benfica resistirão amanhã, frente ao Paços de Ferreira, ao quinto cartão amarelo e à consequente exclusão do jogo com o FC Porto na jornada seguinte.

Águia, alegadamente prima da águia Vitória, que o Benfica cedeu em regime de franchising à Lazio, recusou-se a voar no domingo passado no Olímpico de Roma, escapou-se para a cobertura do estádio e foi dali que assistiu à vitória dos donos da casa sobre o Cagliari e ao consequente reforço da posição da Lazio como comandante isolada do campeonato italiano de futebol.
Sem querer cair no domínio da especulação fácil, é de desconfiar que a águia que está em Roma não só não é prima da águia Vitória como é a própria águia Vitória que terá sido raptada ou que, numa confusão de identidades, se vê agora muito contrariada em Roma, longe da Luz e do Benfica que é o seu clube desde o ninho em que nasceu.
Teríamos assim, de uma assentada, a explicação para o excelente início de campeonato da Lazio, abençoada pela águia original, e para o menos excelente arranque de um Benfica confundido sob as asas de uma falsificação grosseira de pássaro.
O que também, por si só, justifica a desvalorização completa do incidente registado entre dois stewards de serviço, o tratador Barnabé e a falsa águia Vitória no decorrer do intervalo do jogo com o Arouca, para a Taça de Portugal.
Ah, se aquilo fosse com a original outro galo cantaria.

Deixemos agora em paz os animais. Vamos falar de árbitros. Michel Platini mostrou-se no início desta semana totalmente contrário à introdução de tecnologias no futebol que possam corrigir e desautorizar os julgamentos dos juízes de campo. Para o presidente da UEFA, um futebol sem erros de arbitragem arriscava-se a descer aos patamares de emoção virtual da PlayStation que mesmo assim, sem erros dos árbitros, é o jogo de computador mais vendido em todo o mundo.

No entanto, se os inventores da PlayStation tivessem a ousadia de introduzir no mercado um jogo com erros de árbitros, com roubos de igreja, com fruta, café com leite e viagens ao Brasil, certamente não só venderiam menos o seu produto como até contribuiriam de forma exponencial para o aumento de venda de televisões tantos seriam os aparelhos partidos, esmigalhados, incendiados, pela justa revolta dos jovens e dos menos jovens consumidores do jogo electrónico.

Em Portugal estamos ainda numa fase menos electrónica da arbitragem. Os nossos juízes fazem o que podem para melhorar a sua reputação e como são cidadãos iguais aos outros anunciaram, no final da última semana, a intenção de fazer uma greve por questões que se prendem com a fiscalidade e a segurança social. Está visto que são humanos!

Os árbitros portugueses reuniram-se e ameaçaram não comparecer em campo no fim-de-semana de 6 e 7 de Novembro que é, precisamente, o fim-de-semana correspondente à jornada do campeonato em que o Benfica visita o FC Porto.
Francamente, torna-se difícil descortinar onde é que está a ameaça de não haver árbitro no Estádio do Dragão a 7 de Novembro. É que, bem pelo contrário, até me parece um grande descanso.

Depois do Benfica, chegou a vez de o Sporting de prestar homenagem aos 33 mineiros chilenos. O embaixador do Chile em Portugal deslocou-se a Alvaláxia, recebeu no centro do relvado 33 cachecóis do Sporting, personalizados com os nomes dos heróis subterrâneos e quando, muito agradecido, perguntou ao presidente Bettencourt e ao director Costinha se gostariam de receber no seu estádio os 33 mineiros que hão-de fazer uma tournée pela Europa, logo Costinha se apressou a responder: «Depende muito da maneira como vierem vestidos, senhor embaixador…»

E, depois de ouvir isto, como se não bastasse, o embaixador chileno ainda teve de assistir ao jogo entre o Sporting e o Rio Ave e às penosas exibições de dois compatriotas seus.
E ainda há quem diga que a carreira diplomática é um luxo.

Com uma prestação europeia francamente medíocre, o Benfica dá mostras de ter atinado finalmente na competição interna e já vai na quarta vitória consecutiva e no quarto jogo sem sofrer golos, o mínimo que se exigia ao campeão depois de um arranque a todos os títulos lamentável.
Maxi Pereira, talvez entusiasmado por este assomo de recuperação, disse no final do jogo com o Portimonense que «este já se parece com o Benfica da época passada». O que, honestamente, não é verdade. É que nem o próprio Maxi se parece com o Maxi da época passada, como concordarão, quanto mais o Benfica no seu todo, tão monocórdico e previsível em todas as fases do jogo.

Depois de o presidente do Sporting ter denunciado os «Herris Batasunas» que andavam a sabotar o seu plano de recuperação do clube, veio agora o presidente do FC Porto queixar-se do «Bin Ladens» que não lhe dão o valor que merece.
Felizmente que o presidente do Benfica não entra nestes temas tão confrangedores quando está irritado.

Leonor Pinhão, 28 de Outubro in Jornal A Bola

Resultado injusto

Foi uma briosa de raça que defrontou no Cidade de Coimbra o líder da Liga Zon Sagres. Demos luta até ao fim e obrigamos Helton a ter mais trabalho do que Peiser. Um jogo que se decidiu num pormenor de Varela a quem Orlando por momentos deu espaço.

Não percebi porque é que foi marcado penalty contra a Briosa e muito menos o amarelo a Helder Cabral. Sobre o penalty, até a imprensa do Porto afirma unanimemente que não existiu e sobre o amarelo, Moutinho fez o mesmo e nada levou, mas tinha outra camisola vestida. Quanto ao suposto penalty sobre Peiser aos 93 minutos, donde estava não consegui ver o lance de forma a ter opinião.

Grande jogo de Diogo Melo, Berger e Pedro Costa. Bom ambiente da Mancha. 8.103 espectadores naquela que foi a melhor casa até ao momento da Briosa esta época.

sábado, 30 de outubro de 2010

Crónicas de João Gobern

Novembro de Risco 

Pouco ou nada adianta, passadas todas estas semanas sobre o início das competições, continuar a chorar a perda de Di María e de Ramires. De pouco vale o regozijo pela "ressurreição" de Roberto, que voou em linha direta de carrasco a herói. E já pouco dizem, a adversários como a adeptos, algumas bravatas extemporâneas do treinador do Benfica que, na presente época, parece ter o condão de encher o peito antes das partidas em que a equipa parece um imenso vazio (FC Porto na Supertaça, Schalke e Lyon na Liga dos Campeões). Sejamos honestos: por razões de estrutura ou de elenco, de conjuntura ou de atitude – cada um escolherá as suas favoritas, por mim não me custa juntá-las todas –, este Benfica ainda não trouxe de volta o espetáculo nem a eficácia com que brindou todos os espectadores na última temporada.

É verdade que foi muito afetado por uma inexplicável "falsa partida" (derrotas com a Académica, o Nacional, o Vitória de Guimarães), depois de uma pré-época quase em pleno. Mas quando se fala de recuperação, é preciso saber ver: dos quatro triunfos consecutivos nas últimas rondas, as três vitórias mais recentes foram obtidas pela margem mínima. E, pelo meio, sem que nada o fizesse prever, o duplo deslize na Champions passou, de forma sólida, a imagem de uma equipa com oscilações de humor, com atletas decisivos à procura de sacudir o marasmo, com uma margem de erro que Jesus parecia ter erradicado há um ano. Convoco, mais uma vez, os números: o FC Porto de Villas-Boas (que só os mais desatentos ou facciosos podem teimar em não levar a sério e que já junta os aplausos aos resultados) tem tantos pontos de diferença para o segundo como os que se registam entre este e o… décimo segundo classificado.

Quer isto dizer que, em novembro e em três provas distintas, o Benfica não tem margem de erro. Na Liga dos Campeões, ao receber o Lyon e ao deslocar-se a Israel, só interessam dois triunfos. Tudo o resto será comprometedor para quem se assumiu "aspirante" na prova milionária. Na Taça de Portugal, idem, por ser a eliminar e porque o adversário se chama Braga. Na Liga, porque uma derrota no Dragão é – admita-se – sinónimo da entrega do título, a seis meses do final do campeonato. Ou alguém acredita que, embalado e com dez pontos de avanço, este FC Porto vai desatar a tropeçar daí em diante?

É fácil perceber que o Benfica precisa de estabilidade, dispensando guerrilhas (sem prejuízo dos princípios), e necessita de aparecer (e comparecer) com mais alma e mais calma. As grandes batalhas estão aí à porta e não vão dar segundas oportunidades. Sobretudo a uma máquina com a dimensão do Benfica, com contas e receitas, que não pode gastar meio ano a ver passar os navios. 


João Gobern in Jornal Record

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A crise em números (Breves)

O que se pede ao comum cidadão é sacrifício. Muito sacrifício. Ao pouco que se tem devemos aceitar que se tire mais um pouco, a bem da Nação e do sector público que, coitadinho, precisa de injecção de capital. As vozes que se levantam perante mais uma 'roubalheira' são logo apelidadas de pessoas que não se sacrificam para o bem da Nação. Essa Nação que tão bem trata os seus, com reformas de luxo (para alguns), escolas e hospitais de qualidade insuspeita e de acesso gratuito (para alguns). E de estradas sem custos para os utilizadores (para alguns). 
Essa Nação que é Mãe para uns e Madrasta para os outros pede a quem nada tem que se subtraia o impossível. Que viva de nada e que se contente porque é para o bem da Nação. 'E do sector público que, coitadinho, precisa de capital'. E depois lemos estas notícias e pensamos que a 'roubalheira' ainda agora começou...

Lucro do BCP sobe 22% com Polónia

Portucel duplicou lucros até Setembro

Jerónimo Martins prevê recorde de vendas

Lucro da Galp sobe 48,5% no 3.º trimestre

Impresa lucra mais e reitera previsões

Ineficiência dos investimentos públicos é escandalosa, diz Silva Lopes 

Crónica de Ricardo Araújo Pereira (23.10.2010)

E isso me envaidece

Estive ontem mais de duas horas a conversar com um adepto do Benfica. Chama se António Lobo Antunes e é, alem de benfiquista, um grande escritor. Um dos maiores do mundo. Sempre que lhe dão um prémio literário, e já lhos deram quase todos, fica mais prestigiado o prémio do que ele. Tem diplomas, medalhas, vários quadros de grandes pintores que quiseram pintar-lhe o retrato. Creio, por isso, que os leitores não serão capazes de lhe censurar a vaidade se disser que, em casa dele, na parede do quarto, está, emoldurada, a sua ficha de inscrição como sócio do Sport Lisboa e Benfica. Cada um tem as suas honrarias, e a vontade de exibir as maiores é apenas humana. «É extraordinário», disse ele a olhar para a moldura, «como um clube fundado por órfãos da Casa Pia - ao contrário do Sporting, fundado por um Visconde, e do Porto, fundado por banqueiros - consegue...» E, entretanto, faltaram-lhe as palavras.
«É extraordinário», limitou-se a repetir. Confesso que fiquei desapontado. Afinal, um grande escritor não fazia milagres: quando alguma coisa era do domínio do indizível, não havia vocabulário, nem talento, nem nada que lhe valesse. Mas, nesse mesmo segundo, Lobo Antunes desmentiu-me. Encontrou as palavras que lhe faltavam, e começou a recitá-las: «Domiciano Barrocal Gomes Cavém. José Pinto de Carvalho Santos Águas. Mário Esteves Coluna. Alberto da Costa Pereira. José Augusto Pinto de Almeida. Ângelo Gaspar Martins. António José Simões da Costa.» Assim mesmo, com os nomes completos e sem hesitações. Mais adiante, nessa mesma tarde, António Lobo Antunes haveria de declamar um poema de Dylan Thomas. Mas não voltou a ser tão poético como naquele momento, à frente de uma ficha amarelecida por mais de 60 anos.
Antes de nos despedirmos, ainda registámos uma coincidência. No dia 23 de Maio de 1990, eu tinha 16 anos e estava a chorar em minha casa; António Lobo Antunes tinha 47 e estava a chorar na dele. Claro, Lobo Antunes é um génio, e eu sou apenas, e só quando consigo, eu. Mas, ao menos naqueles minutos que sucederam à final da Taça dos Campeões (duas ou três horas, no meu caso), a minha sensibilidade foi igual à dele. Não é a primeira vez que o Benfica faz de mim uma pessoa melhor, mas nunca deixa de ser surpreendente.

Feito este curto mas importante parêntesis, para a semana voltarei a dedicar-me às grotescas incongruências de Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares, que é para isso que cá estou.
Ricardo Araujo Pereira, 23 de Outubro in Jornal A Bola

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O 'bom' jornalismo de «A Bola»

Podia A BOLA ser um jornal? Podia, mas não era a mesma coisa...


“Ramires, who signed for Chelsea from Benfica for £18.2m in January, has claimed he feels under more pressure at Stamford Bridge than at any other point in his club career. The Brazilian midfielder says the scrutiny he has experienced at the Premier League champions is a step up from that which he was under playing for their Portuguese counterparts, and Cruzeiro before that.”

(no ‘guardian football’, ontem)


“Pressão de vencer no Benfica é tão alta quanto no Chelsea - Ramires compara o anterior clube ao actual - Diz que a principal diferença está na visibilidade que tem ao jogar na Premier League"


(em ‘a bola’, hoje)”

Pressão Alta, crónica de Rui Santos: Sport Luanda e Benfica

As relações do Sport Lisboa e Benfica com Angola já são por demais conhecidas. Já se sabe que o presidente da agremiação Benfiquista tem os seus interesses neste território. O inverso também acontece, Angola e os seus altos dirigentes têm estabelecido uma parceria com o presidente encarnado, ajudando-o muitas vezes. A questão que não se pode deixar de fazer: Numa altura que a equipa necessita de se concentrar ao máximo na Liga Zon/Sagres, onde está uns degraus qualitativos atrás do rival Futebol Clube do Porto, faz sentido deslocar-se a Angola «na máxima força» para realizar um jogo amigável?

Segue-se a crónica do jornalista Rui Santos, do dia 28 de Outubro de 2010, relativa ao jogo que o Sport Lisboa e Benfica vai realizar em Angola. 


SPORT LUANDA E BENFICA 

Não está em causa nem o respeito por Angola nem o apreço pelos angolanos. Tem sido óbvia, todavia, a preocupação do atual presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira (LFV), em manter viva a relação do país liderado por José Eduardo dos Santos. Ou através de recorrentes deslocações a Luanda ou através da projeção da imagem de Mantorras enquanto “símbolo” e não enquanto jogador. Porquê?

Surge agora a declaração de LFV segundo a qual “o Benfica apresentar-se-á na máxima força” no jogo a realizar no dia 10 de novembro, inserido nas comemorações dos 35 anos de independência daquele país africano. Não sendo despiciendo, as relações diplomáticas (no plano desportivo) que os clubes podem e devem manter com os seus congéneres, designadamente no âmbito dos Palop, “por razões históricas” e não sendo LFV presidente da República, o que pode justificar um tão eminente relacionamento, quando o Benfica está empenhado em revalidar o seu título de campeão nacional, as dificuldades têm sido maiores do que se esperava e não deveria haver qualquer tipo de distração em relação ao foco principal, com o desgaste concomitante, ainda por cima sob a promessa (presidencial) de que o “Benfica apresentar-se-á na máxima força?”

Diz-se, à boca pequena, que são importantes os interesses de LFV em Angola. Poderão sê-lo, com toda a legitimidade. Diz-se, também, que interesses angolanos em Portugal podem ter passagem pelo Benfica. É nestes pontos que, sem dramatismos, se impõe o esclarecimento. Onde começam e acabam os interesses empresariais do cidadão Luís Filipe Vieira? Onde começam e acabam os interesses do Benfica nesta forte relação com Angola? A popularidade (agora minguada) de Mantorras não justifica tudo. A vocação diplomática dos clubes de futebol, enquanto embaixadores do país, também não. Principalmente quando o Benfica se vê em “palpos de aranha” para fazer a aproximação ao FC Porto. Seja qual for o resultado no Dragão, esta deslocação não deixa de ser inoportuna.

Vejamos: a viagem a Luanda acontece logo a seguir ao jogo no Dragão. Se o Benfica perder, dá a sensação que esta deslocação estava embrulhada numa atempada “confissão de incapacidade” para vencer o FC Porto. Se empatar ou ganhar, o Benfica tem de cerrar fileiras no sentido de dar “tudo por tudo” para alcançar e ultrapassar o seu rival. Algo não bate certo. Até porque a declaração segundo a qual se pode inferir que existe um compromisso para que a equipa faça alinhar os principais jogadores (seria ridículo colocá-los de início para alinharem 5, 10, 15 ou 20 minutos), não deveria ter sido proferida pelo presidente; é uma competência da equipa técnica e certamente LFV não estará a pensar em despedir Jorge Jesus “por desobediência”.

Era o que faltava, substituir o “Sport Lisboa e Benfica” pelo “Sport Luanda e Benfica”. SLB, em todo o caso. Lá vai Jesus ter de gerir...

NOTA: Alguém tem dúvidas de que, sob o manto do fair play, a FIFA tem sido grande responsável pela corrupção que fere de morte a credibilidade do futebol?!

NOTA 1: Agora o secretário de Estado do Desporto não diz nada sobre a natureza da intervenção das associações no processo de indicação de uma lista para o Conselho de Justiça? Tanta ética, tanto moralismo, tanto legalismo – e agora?!... – silêncio?

COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO AOS PAIS DOS ALUNOS DO 1º CICLO

Caros Pais e Encarregados de Educação,

Em virtude do Orçamento de Estado para 2011 contemplar o  aumento do IVA de 6% para 23% no leite com chocolate que é fornecido pelos estabelecimentos de ensino público, aos alunos, informa–se que por este motivo passa a ser disponibilizado aos mesmos, pela manhã, 1 (um) pacote de vinho Tinto/Branco PORTA DA RAVESSA ou ERMELINDA FREITAS Tinto/Branco/Rose/Syrah/Espumante, pelo facto de manter  a taxa de IVA a 13%.


A Ministra
Isabel Calçada

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inglês técnico (U. Independente)

Inglês técnico (Tirado na Universidade Independente) 
Berlusconi, Sarkozy and Sócrates went for a job interview in Brussels

Before the interview, they were told that they must compose a sentence in
English, with three main words: "GREEN", "PINK" and "YELLOW"

Berlusconi was the first:
"I wake up in the morning.
I see the YELLOW sun. I see the GREEN grass,
And I think to myself, I hope it will be a PINK Day."

Sarkozy was the next:
"I wake up in the morning, I eat a YELLOW banana, a GREEN pepper and in
The evening I watch the PINK panther on TV."

Sócrates:
"I wake up in the morning, I hear the phone GREEN... GREEN... GREEN..., I
PINK up the phone and I say: YELLOW!"





Paulo Sérgio reage em comunicado: "Não me atirem areia para os olhos"

Na conferência de imprensa que antecedeu o SCP vs Rio Ave, Paulo Bento afirmou que os interesses da televisões prejudicavam os interesses do Sporting e hoje em comunicado revela que foi mal interpretado. Paulo Sérgio nada tem contra o FC Porto ter jogado na segunda-feira à noite, pode ler-se no comunicado, publicado no site do Sporting: "Estão a dar a imagem de que me queixo que dão esse privilégio ao FC Porto e não dão ao Sporting, quando não foi isso que afirmei. Disse, aliás, que o FC Porto jogava segunda-feira e bem."

Segue-se o comunicado na íntegra:
"Só por maldade ou distracção é que alguém pode não perceber o que afirmei em relação à falta de horas de repouso entre os jogos da minha equipa. Estão a dar imagem de que me queixo que dão esse privilégio ao FC Porto e não dão ao Sporting, quando não foi isso que afirmei. Disse, aliás, que o “FC Porto jogava segunda-feira e bem”.Então esclareço: as regras de que falam protegem quem? São do interesse de quem? O Braga está na Champions, logo, tem direito de preferência de jogar sábado; Benfica idem, idem … FC Porto e Sporting jogam domingo ou segunda-feira, tudo isto quando existem Competições Europeias.
Estas regras são definidas pelo interesse das transmissões televisivas, ou seja, mantenho o que disse, não retiro uma vírgula. Em minha opinião, o interesse a ser defendido devia ser o dos clubes e não o das televisões, pois se no plano interno tem que ser mantida imparcialidade, no contexto europeu quem decide estas coisas devia proteger o interesse dos clubes. Andamos sempre a queixar-nos da importância dos pontos que os clubes conquistam para mantermos ou melhorarmos o Ranking Europeu, para termos lugares de acesso às provas europeias, mas não damos as condições que os clubes julgam ser as melhores para conquistar esse mesmos pontos. E isto devido, repito, aos interesses das transmissões televisivas.
Sei da importância das televisões no orçamento dos clubes, mas se estes não forem protegidos, que jogos terão para transmitir no futuro?!
Quanto ao FC Porto-Benfica, domingo, 72 horas depois do FC Porto-Besiktas, recordo-lhes o Benfica-Sporting foi 72 horas depois do Lille-Sporting. Até parece que em décadas de futebol alguma vez se jogaram estes clássicos à segunda-feira… Compreendendo este facto, nem sequer me pronunciei em relação ao Benfica-Sporting não ter sido adiado. Agora, não me queiram mandar areia para os olhos nem mudar o sentido das minhas afirmações."

Crónica de Daniel Oliveira: O indefensável

Um tema que é muito procurado aqui na Bancada de Imprensa são as crónicas. Sejam elas de Ricardo Araújo Pereira, Daniel Oliveira, Miguel Sousa Tavares ou de Rui Moreira. A que se segue, de Daniel Oliveira versa sobre a dualidade de avaliações nas escutas telefónicas a dois casos diferentes, face oculta e apito dourado...  


O indefensável
 O futebol põe as pessoas a dizer coisas extraordinárias. Os mais inteligentes tornam-se básicos, os mais lúcidos mentecaptos, os mais equilibrados talibãs, os mais frontais cordeiros, os mais coerentes demagogos profissionais. 
E um excelente exemplo foi buscá-lo recentemente Ricardo Araújo Pereira: Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira ficaram danados com as escutas a José Sócrates no caso Face Oculta.
Com razão. As escutas só podem ser públicas quando têm como função a persecução da justiça. E a justiça não se faz nos jornais ou no YouTube.
Mas sobre as escutas a Sócrates, acrescentou nessa altura Miguel Sousa Tavares: “ Uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos.” Rui Moreira explicou este raciocínio, que subscrevo: “Ninguém se pode alhear do que é público e das consequências. Diferente é o ato de divulgar e promover escutas ou tentar reabrir, na praça pública, processos já julgados em tribunal.”
Mas isso deve aplicar-se aos dois casos. Devemos condenar a divulgação das escutas a Sócrates e a Pinto da Costa. Não podemos ignorar nenhuma delas. Só que quer Moreira quer Sousa Tavares condenam as duas mas decidem ignorar o conteúdo de apenas uma delas.
O que eu não posso ignorar, mesmo que quisesse, é que há um dirigente de futebol que não tem meias-medidas nas suas relações promíscuas com a arbitragem. Queria não saber. Mas sei. Ouvi. E imagino que Rui Moreira e Sousa Tavares ouviram. O problema do futebol é que, ao contrário do que acontece com a política, nunca mudamos de lado. E não mudando, ficamos sem palavras quando o nosso clube se porta mal.
O problema de Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares é que não ficaram sem palavras. Prestam-se a defender o indefensável.

Daniel Oliveira, Record, 22 de Outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vaticano admite a possibilidade de existência de vida extraterrestre

Tirada daqui
Por esta eu não esperava. O Vaticano reconhece a existência de vida inteligente noutros planetas.
O Director do Observatório Astronómico do Vaticano, o padre José Gabriel Funes, admite que "pode haver um planeta habitado por seres que não cometeram o pecado original" - não sei o que este tipo anda a tomar mas eu também quero. Então não cometeram o pecado original? Essa lei só se aplica aos terráqueos? Bolas que já não percebo nada. A Igreja andou anos, séculos melhor dizendo, a perseguir cientistas, e agora já admite que pode existir vida inteligente no espaço. Ainda por cima purinhos da silva!

Descendo por um pouco à Terra, e que tal se em vez de andarem para aí preocupados com o que se passa noutras galáxias, se preocupassem com coisas mais importantes como educar os fiéis da Igreja Católica que tão necessitados andam?

Di Stefano e a inveja...

As recentes notícias sobre os números que Cristiano Ronaldo alcançou ao serviço do Real Madrid desencadearam já uma onda de choque. O epicentro, claro está, tem origem exactamente em Madrid e com o Presidente Honorário, o grande Alfredo Di Stefano ("la saeta rubia"), a afirmar que "El mejor de todos es Messi".  
Di Stefano lo tiene claro. "Ahora, el mejor de todos es Messi. ¿Qué se van a enfadar en el vestuario del Madrid? Pues que se enfaden. Messi lo demuestra jugando todos los partidos con calidad, con esfuerzo, con goles y con humildad", explica el argentino en una entrevista exclusiva que publica esta semana la revista "Don Balón".
 Ya en un plan más íntimo, Di Stefano confiesa que su corazón reside "un 75% en España y un 25% en Argentina".
A esta hora estará Mourinho a pensar no ninho de cobras onde se instalou e Cristiano Ronaldo a pensar no que precisará mais de fazer para que lhe seja dado o devido valor. 

Falhanços que ficaram na história

Há posts que pela sua qualidade merecem um destaque. Como é o caso deste post no excelente Universo Futebol. Lá poderemos encontrar algumas das obras primas futebolísticas inacabadas e que valem bem a pena uma boa leitura. Coloco também aqui um lance de George Hagi, no Mundial dos Estados Unidos em 1994. Seria um golo Olímpico!

Morreu o polvo Paul

Morreu, de forma imprevista, uma das estrelas maiores estrelas do Mundial de 2010 realizado na África do Sul. Paul, nasceu na Grã-Bretanha, foi premiado com uma estátua de bronze à sua semelhança na cidade espanhola de Carballiño, e foi declarado como "cidadão honorário" devido às suas habilidades como adivinho. O Centro de Vida Marinha de Oberhausen, onde vivia, manifestou a sua tristeza garantindo que Paul " desfrutou de uma boa vida". Recorde-se Paul ficou famoso por acertar no vencedor dos jogos para os quais foi consultado. Ok, o Platini e o Blatter também tem essa capacidade...

Liga Zon Sagres: Destaques da Jornada n.º 8

O destaque principal da jornada n.º 8, da Liga Zon/Sagres. Vai inteiro para o Futebol Clube do Porto e para a forma inequívoca como demonstra toda a sua superioridade em relação aos rivais. O resultado de 5-1 com a U. leiria espelha bem o que se tem vindo a verificar nesta época. Um FC Porto unido, solidário e coeso na sua rectaguarda e fantasista, veloz e eficaz no seu ataque. Pelo meio uma das virtudes da equipa, a segurança de Fernando e Moutinho e a acutilância ora de Belluschi ora de R. Micael. E no banco sobram vedetas com Otamendi, Walter e Cristian Rodriguez. Um especial destaque deste poderoso FC Porto: Hulk. O brasileiro tem mais golos nesta liga que mais de metade dos restantes conjuntos (Sporting incluído), em 13 jogos marcou 13 golos. Um fenómeno que em breve partirá, em troca de muitos milhões de euros, para um colosso europeu. Sobre o seu técnico não me vou repetir. É excelente.
Já que se fala em Sporting, o destaque coloca-se na forma particularmente difícil da sua justa vitória ao... último classificado. E isto a jogar no seu reduto. A estranha história de Dr. Jekyll and Mr. Hyde que podem coexistir no mesmo jogo. De qualquer das formas não parece ter argumentos para lutar pelo 2º lugar da Liga.
Na luta pelo 2º lugar situam-se SC Braga e SL Benfica. O 1º passou o exame, com uma certa distinção, que era a difícil equipa do Olhanense. Este Braga tem carisma, que advém em muito do seu excelente técnico, e potencial para lutar ombro a ombro com o SL Benfica. 
O SL Benfica, apesar do resultado escasso e de ter acabado o jogo extremamente nervoso com o espectro do empate, cumpriu os serviços mínimos ao derrotar o 13º classificado, o Portimonense, num reduto de boas memórias para agremiação encarnada.
Um especial destaque para a minha Associação Académica de Coimbra. Mais uma vitória de uma equipa que marcou golos em todas os jogos realizados esta época. Um grande trabalho de Jorge Costa, sem sombras de dúvida a merecer um grande destaque que, infelizmente, as televisões nos privaram.
Para a próxima jornada vamos ter um escaldante AAC vs FCP. Possivelmente o jogo em que conferirá, ou não, um favoritismo inequívoco do FC Porto e uma Briosa equipa da Académica que aqui poderá colocar a fasquia mais alta do que a simples permanência. A não perder...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Songs from a life time #1 (25.10.2010)

Once in a life time comes a man like Timothy "Tim" Charles Buckley (Washington, DC, 14 de fevereiro de 1947 — Santa Mônica, 29 de junho de 1975). Trinta e cinco anos depois, não cansa de ouvir.
Tim Buckley estreou-se em gravações em 1966, após ser visto pelo empresário de Frank Zappa durante uma apresentação em Los Angeles. O álbum, que levava seu nome refletia claramente uma influência do folk, em especial de Bob Dylan; sua voz chamava a atenção pelos agudos, que o aproximavam de um cantor de coral.
"Goodbye and Hello", do ano seguinte, é talvez seu trabalho mais conhecido, no qual o acompanhamento de banda é substituído por intrincados arranjos de cordas e metais, e as letras tornam-se mais ambiciosas.

No seu terceiro álbum, o mais conceituado pela crítica, Tim flerta com o cool jazz de Miles Davis e abaixa seu tom de voz; esta aproximação com o jazz pontuaria também seus álbuns seguintes.
Um dos traços típicos dele era pular de estilo de LP para LP, o que intrigava seus fãs e enlouquecia qualquer gravadora. Assim, se no começo da carreira ("Wings", música de 1966) Buckley empostava a voz como um menestrel medieval, inclusive caprichando no sotaque inglês para soar mais convincente. No final ("Make It Right" de 1972) ele mandava ver em funks lúbricos, gemendo sacanagens S&M. Não era para ser o mesmo cantor mas era. Sua obra-símbolo "Song to the siren" (Canto para a sereia), é um bom exemplo. É a tal melodia composta por Buckley à mesa do café, diante dos olhos de Beckett, em 1967. O letrista fora à casa do cantor apresentar um poema inspirado na "Odisséia", de Homero. O outro leu a letra, fez uma pausa, pegou o violão de 12 cordas e criou a música no ato, quase do modo como ela seria registrada no LP "Starsailor", de 1970. A primeira versão lançada em disco foi na voz de... Pat Boone. Um ano antes. O episódio está descrito no encarte do álbum. "Havia três ou quatro de nós em torno da mesa, completamente surpresos que algo tão lindo pudesse estar nascendo conosco ali", declarou Beckett a Barry Alfonso.
Seus últimos álbuns mostram uma reaproximação com o pop.

Novo estudo: Cães reconhecem a cara dos donos

Isto não é piada. Acreditem, ou não, mas há cientistas que se dão a um imenso trabalho de efectuar um estudo para provar o que já todos, pelo menos quem tem um boby em casa, já sabíamos. Mas o estudo vai mais longe e consegue provar que os cães preferem seguir o dono do que seguir um estranho. Ok esta eu posso rebater, há algum tempo tive um rafeiro que se vendia por umas coçadelas atrás das orelhas, viessem elas de um amigo ou de um estranho qualquer. Mas longe de mim colocar em causa estas mentes brilhantes e um estudo de tamanha magnitude e essencial para a preservação dos nossos amigos caninos.
Também gostei da parte em que cobrem a face do dono do cão e este tem dificuldade em... saber quem é o dono. Estava para dizer que até eu teria essa dificuldade, mas isso talvez fosse colocar em causa o meu QI. Neste mesmo estudo, os pesquisadores investigaram os efeitos do envelhecimento sobre a atenção dos cães, e descobriram que os mais velhos eram os... menos capazes. 
A sério, este estudo foi efectuado em Itália e como prova que não estou no gozo podem ler o artigo na fonte, a insuspeita BBC. 
A Rafa está aqui ao meu lado, quase que a rir-se deste disparate.

PS: Aquilo que vocês estão a ver na imagem chama-se doog-poop catcher. Ao que parece os Italianos não são os únicos que andam a tomar umas coisas...

Percevejos invadem Nova Iorque e afastam turistas

Agora tenho a certeza que a Bancada de Imprensa é um blog multifacetado. Porquê? Por alguma razão tenho tido alguns leitores à procura da informação em título. Pois é... se estão a pensar em viajar para a Big Apple devem ter em consideração que estes bichinhos são irritantes e incomodativos, mas e aqui para nós, a não ser que seja uma nova forma de terrorismo, não era isso que me impedia de lá ir...

Os percevejos que invadiram as camas de Nova Iorque saltaram dos quartos e contaminaram locais de relevo na cidade como o Empire State Building, o Bloomingdale's ou o Lincoln Center. O pandemónio já levou muitos turistas a cancelarem férias na cidade.
Muitos turistas que marcaram viagens para Nova Iorque afirmam estar preocupados com as suas estadas em hotéis e visitas às principais atracções da cidade depois dos relatos do crescimento da praga de percevejos nos últimos dias.
A autarquia já assumiu a sua preocupação sobre o impacto desta praga na imagem da cidade e na indústria ligada ao turismo que rende 30 mil milhões de dólares anualmente.
A praga de percevejos está a afectar cinemas, hotéis e cadeias de lojas de roupa.
Mais desenvolvimentos no Jornal Sol.

Carlos Queiroz não presta mesmo para nada

Quem o diz é António Manuel Pacheco Domingos. De forma assombrosa e sem medo, característica que sempre esteve presente neste antigo internacional português que tinha um pé esquerdo como poucos. Vale a pena conferir a entrevista.
  
A carreira que nasceu em Portimão, cresceu na Luz e morreu em Alvalade
É dia de Portimonense-Benfica e nada melhor do que falar com quem esteve nos dois lados da barricada. António Pacheco, sportinguista de coração, recorda uma carreira que arrancou na Luz com o "inteligente" Eriksson e que acabou no Sporting com o "incompetente" Queiroz. "Foi com ele que começou o meu declínio", diz. Anda, Pacheco.

Com apenas um ano de primeira divisão, passou de Portimão a Lisboa.

Em 1986/87 joguei na primeira divisão no Portimonense e no ano seguinte fui para o Benfica. Lembro-me de ter jogado duas vezes com o Benfica no intervalo de uma semana e deve ter sido isso que me levou para a Luz. A adaptação foi difícil porque eu sofria de pubalgia e tal... Havia clubes interessados em mim, alguns que até me davam o dobro do que fui ganhar em Lisboa, mas optei pelo Benfica. Fiz quatro malas e fui de comboio ter com um amigo a Lisboa e vivi com ele até ter a minha independência. Porquê o Benfica? Porque tinha valor para ser titular e eu, sportinguista, confiava no sucesso do clube. É que o que dava a ganhar dinheiro era o prémio de jogo - por cada vitória, o jogador que participasse recebia 500 euros.

E a adaptação a Lisboa e ao Benfica?

Difícil, porque estava limitado por causa de uma pubalgia. Mas também não era fácil, porque estava sozinho numa cidade como Lisboa. Era como sair de uma aldeia para outro país. Não se esqueça que não havia nada, só a televisão. Ficava em casa a ver TV no início. Telemóvel não havia e se quisesse falar com outras pessoas ou combinar tinha de estar em casa. E como não tinha carro próprio tinha de andar de transportes. De táxi, que os autocarros tinham números a mais e baralhavam-me. Depois, no clube, também não foi muito fácil. Os mais velhos, os consagrados, não davam confiança aos mais novos, cada um tinha o seu lugar marcado nos balneários, nos autocarros, nas mesas. A maioria deles nem me conhecia e os plantéis tinham trinta e tal jogadores - não se esqueça que havia o campeonato de reservas, para onde fui parar nos primeiros meses. O respeito conquistava-se, meu amigo. Quando íamos jogar fora, tínhamos de esperar que jogadores como o Bento, o Chalana, o Shéu, o Diamantino, o Águas ou o Carlos Manuel escolhessem o lugar no balneário. O meu lugar era sempre aquele que sobrava [risos], era onde me deixassem sentar. E esses eram gajos de quem eu coleccionava as caras nos cromos para as cadernetas um ano antes - a minha vida realmente mudou muito. Mas lá fui começando a jogar com o Skovdahl [treinador dinamarquês mais tarde substituído por Toni] e quando perceberam que podia ser decisivo para o grupo, acolheram-me. Fora dos treinos, andava com o Dito e nos dias de folga era certinho, íamos a este ou aquele bar ou discoteca beber uma cervejinha.

Nessa época (1987/88) chegou à final da Liga dos Campeões, com o PSV e o penálti falhado de António Veloso.

Foi um jogo muito táctico - eles tinham uma grande equipa, com vários internacionais holandeses e dinamarqueses. Aguentámos 90 minutos, 120 minutos, e perdemos nos penáltis. E eu nesse jogo até tive uma oportunidade de golo numa correria mas saltou-me a chuteira na altura de rematar! [risos] Caramba! Andávamos à procura de um golo e eu quando mais precisava saltou-me a bota, o pneu. Fiquei sem aderência [gargalhada]. Era muita velocidade para aquelas botas! Depois, fiquei triste pelo Veloso porque ele era como um relógio suíço: nunca jogava mal, era sempre certinho e fiável. Mas foi pena, porque só sofremos um golo nessa campanha europeia e foi o pai do Gudjhonsen [Arnor] a marcar-nos de livre pelo Anderlecht.

Depois vem Eriksson, com quem manteve uma relação curiosa.

Sempre me dei bem com ele. O Eriksson gostava muito de falar comigo à parte, chateava-me muito a cabeça com isto e aquilo porque acreditava no meu talento. Dizia que eu tinha grandes condições para ser dos melhores. Só que eu era muito teimoso - sempre fui - e não gostava nada que ele me andasse a repreender à frente do resto do plantel. "Este gajo não gosta de mim", pensava eu. Só que depois, lá me caía a ficha e compreendia o que ele queria dizer com aquilo.

Ele filmou um treino seu, certo?

Ahh [gargalhada]. Essa é uma história muito engraçada e mostra a capacidade intelectual do Eriksson. Ele lá deve ter compreendido que isto não ia lá só com palavras. Foi num dia em que tivemos dois treinos: o primeiro, de manhã, foi muito físico, a puxar pelo corpo. O segundo foi mais descontraído, com um meinho, uma pelada, coisa leve. E ele pôs o adjunto Jorge Castelo a filmar esse treino com uma câmara, escondido numa bancada a focar o que eu andava a fazer num plano muito fechado. E eu 80% do tempo da filmagem andava a passo [gargalhada]. Ele mandou fazer a cassetezinha e chamou-me ao gabinete: "Tenho aqui uma coisa para oferecer-lhe." E eu a pensar com os meus botões: "Ai, o que é que este gajo vai agora inventar?" Lá fui e ele deu-me uma cassete de vídeo embrulhada: "É o vídeo de um filme que gostaria que você visse." E eu: "Mas para quê? Bom... Ok, tenho lá um vídeo em casa, vou ver." Vi a filmagem e lá andava eu a passo no meinho e na peladinha. Depois, o Eriksson voltou a chamar-me: "Então, gostou do que viu?" E eu: "Não, não gostei." E ele respondeu: "Por isso é que você não joga tanto: tem de deixar de andar a passo e correr mais." Há uns tempos reencontrei-o: ele veio cá a Lagos e entrou num táxi com uns amigos suecos a perguntar onde é que se podia beber um copinho (e talvez outras coisas mais depois disso [risos] mas isso já não era comigo). O taxista disse-lhe que conhecia um sítio calmo e que o dono era o Pacheco. E o Eriksson perguntou-lhe "Que Pacheco?" e o taxista respondeu: "O Pacheco do Benfica."

E a outra final perdida, com o Milan?

Custou-me muito mas aquele era o Milan de Van Basten, Gullit, Rijkaard, Baresi, Costacurta, Maldini...

Porque saiu do Benfica?

As pessoas dizem que foi por dinheiro mas não foi. O problema é que o grupo começou a ficar dividido quando os russos chegaram. Eles tinham atitudes dentro e fora do clube que não eram bem vistas pelo grupo dos mais velhos. Eu já tinha seis anos de Benfica e sabia o que era a mística que se andava a perder. O Paneira, por exemplo, andava a ser mal tratado. Foi o início da presença dos agentes de futebol, que exigiam que os seus jogadores fossem titulares. Mais: foi a altura em que os jogadores deixaram de ser jogadores para se tornarem "activos". Eu gosto muito do Toni, sempre gostei, mas às vezes a costela benfiquista dele falava mais alto do que a equipa. O Rui Costa estava na nossa linha contra essas coisas: os directores protegiam o Kulkov e o Yuran e diziam que a culpa era dos mais velhos. Decidi sair antes do "Verão Quente", não sabia para onde ia e só falaria com outro clube quando estivesse fora da Luz. Só que era complicado porque tinha dois anos de contrato - foram os problemas financeiros que me deram uma razão legal.

Chegou ao Sporting de Robson com uma equipa de talentos que não deu em nada.

A coisa começou a correr mal no dia em que o senhor Sousa Cintra decidiu chamar o "visionário mor" do futebol.

Carlos Queiroz?

Claro! E vinte e tal anos depois nós vemos que tipo de relação tem com os jogadores, os jornalistas... E com ele próprio: o homem está em guerra com ele próprio. Tudo o que aconteceu com a selecção agora eu previ. Ele é horrível: em termos de relações humanas ele está completamente desadequado com a posição que ocupa. Fazia chantagens, diferenciava os jogadores... Era mau. Lembro-me que deixei de ir à selecção porque ele era seleccionador: eu pedia ao Toni para dizer-lhe para não me convocar porque vinha de lá completamente desorientado. Ele trata os jogadores de forma simpática mas, na minha opinião, muito cínica. Certa vez tive um processo disciplinar imposto por ele no Sporting. Nesses casos temos de arranjar testemunhas e eu escolhi três colegas meus. E o Queiroz disse a um deles que se fosse testemunha não lhe renovaria o contrato. O processo disciplinar dizia que eu faltara a uma convocatória. E que convocatória foi essa? Dormir no hotel! Só que essa convocatória não foi feita de forma oficial e curiosamente foi numa noite em que ganhámos ao Benfica por 1-0, no dia do meu aniversário. Eu, que nunca era convocado para nada, fui convocado para ir dormir no hotel! Houve também um jogo, para o qual não fui convocado, nas Antas, em que houve confrontos porque os jogadores não o queriam ouvir sequer no balneário, ao intervalo. Dá-me a ideia que houve quem se recusasse a jogar. Ele não tem a mão em plantel nenhum.

E porquê essa ironia quando fala dele como "visionário"?

Oh! Então ele não se auto-intitula um visionário do futebol? Ele faz projectos para dez anos, não é? Está-se mesmo a ver que no Mundial-2018, que pode ser organizado cá e para o qual Portugal é automaticamente apurado, o mérito será todo dele mesmo que o Mourinho seja o seleccionador na altura. O sucesso não será fruto do trabalho do Mourinho mas do que ele andou a fazer aqui em 2010, obviamente - é assim que o Queiroz pensa. O currículo dele é uma Taça conquistada frente ao Marítimo. Resumindo: o Queiroz não presta mesmo para nada.

Arrepende-se de ter saído do Benfica.

Desportivamente, claro. A minha carreira morreu no Sporting. Mas também a culpa foi minha porque quis sair do Sporting: devia tê-lo deixado cair sozinho. Graças a Deus nunca mais falei com ele. Saí do Sporting e tentei a minha vida no estrangeiro porque em Portugal estava queimado por aqueles que estavam ligados ou ao Benfica ou ao Sporting. Fui para Inglaterra e andei à experiência no Aston Villa do Yorke e do Southgate e não deu em nada; depois estive quatro meses no Nottingham e fiz uns jogos de reservas. Voltei com a noção de que não ter um empresário me tinha prejudicado. Até que o João Alves me chamou para o Belenenses, uma decisão que me parecia boa mas que correu mal por questões pessoais que não quero, não posso adiantar. Tem a ver com o treinador.

Não pode ou não quer?

Não quero, não insista.

E como é que apareceu a Reggiana?

Um empresário ligou-me e eu fui lá para fazer uns testes. Não sei porque carga de água é que se lembraram de mim mas enfim, foi bom. Deram-me um contrato de um ano com o compromisso de que se não rendesse nos primeiros três meses sairia do clube. Fiquei e ainda fiz 17 jogos, a jogar ao lado do "El Tren" Valencia que era louco. Depois, voltei quando a Reggiana desceu de divisão e ainda tive uma passagem pelo Santa Clara e uns tempos divertidos no Atlético e no Estoril.

Por gozo, que o pé-de-meia estava feito.

Completamente. Já tinha os meus investimentos e um dinheirinho de parte. Os últimos tempos foram para me divertir. Depois pendurei as botas e ainda treinei o Portimonense. Mas não me considero treinador porque não ando à procura de clubes para trabalhar. Se aparecer um, tudo bem. Senão, tranquilo na mesma porque tenho o meu bar-restaurante que me dá muito trabalho (não sou patrão de ficar por casa) e sou representante de uma marca de aquecedores de baixo consumo. 
Fonte: Jornal i

domingo, 24 de outubro de 2010

O Governo e a Mota-Engil

Obviamente que era necessário aumentar a receita do IVA, ou vocês pensam que as grandes empresas funcionam como?

Metade da receita prevista pelo aumento do IVA vai direitinha para a ASCENDI, uma daquelas "empresas" do regime. Quem domina a ASCENDI? Adivinhem, lá? Claro, a Mota-Engil.

I. Segundo o economista Álvaro Santos Pereira , metade da receita prevista pelo aumento do IVA vai para uma empresa "privada". Uma única empresa. Mais: as transferências de dinheiros públicos para esta empresa equivalem a metade da poupança conseguida com a redução da massa salarial da função pública. Esta empresa é a ASCENDI, uma parcela do império da omnipresente Mota-Engil. Dependendo das concessões, os donos são a Mota-Engil (entre 35% e 45%), a ES Concessões (detida pela, ah, Mota-Engil), OPway, etc.

II. José Sócrates e Teixeira dos Santos dizem que estão a aumentar impostos e a reduzir benefícios em nome do interesse nacional. Mas qual interesse nacional? É do interesse nacional tirar todo este dinheiro das famílias e colocá-lo nos cofres de uma empresa amiga do regime? O Governo que faz este aumento pornográfico de impostos é o mesmo Governo que dá 587 milhões de euros a uma empresa. Pior: estas verbas correspondem a um aumento de 290% nas verbas pagas à ASCENDI em relação a 2010. Isto, meus senhores, tem de ser esclarecido.

III. Curiosa é a forma como a ASCENDI vê o Estado português: "vemos o Estado português como uma entidade que se confunde com o país, com o bem-estar e com o bem comum". Que bonito. Mas entre o sacrifício dos portugueses e o sacrifício da Mota-Engil, esta "entidade" prefere a primeira hipótese. Meus senhores, quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa política? Por que razão esta empresa está sempre meio de nós e da nossa vida colectiva? Por que razão José Sócrates não tenta renegociar estes contratos que só beneficiam as empresas de construção como a Mota-Engil? Meus senhores, o nosso bem comum colectivo está refém de construtoras como a Mota-Engil?

PS: quando deixar de ser primeiro-ministro, José Sócrates vai trabalhar para alguma empresa do reino da Mota-Engil? Eis algo que devemos acompanhar com atenção.

Fonte: Expresso 

sábado, 23 de outubro de 2010

O Sporting visto pela Liga Aleixo.

Mas que grande post pode ser lido na Liga Aleixo:


Sporting - Jornada 7




Como tantos outros inauditos sportinguistas, procuro acompanhar sempre os jogadores que o meu clube coloca a rodar noutras agremiações. No final da época oitenta-e-nove/noventa, o Sporting decide ir a Aveiro contratar um internacional australiano nascido na Macedónia (razão só por si mais do que suficiente para uma contratação), Vlado Bozinovski de seu nome (um dos melhores nomes para se dizer em voz alta, se se quiser sentir logo melhor – de resto, recordo com saudade uma tarde em que confundi a Macedónia com a Eslovénia e estive horas numa esplanada de Ljubljana a fazer conversa utilizando apenas as palavras “Vlado” e “Bozinovski”). Tudo isto para, num processo que entretanto se tornou conhecido como "movimento-Wender", e apenas uma época depois, o ver regressar de novo ao Beira-mar, desta feita por empréstimo. Nesse sentido, acompanhei Bozinovski na época noventa-e-um/noventa-e-dois, e, por arrasto, o seu Beira-mar. Vlado jogou pouco (em termos quantitativos e, como era seu apanágio, também em termos qualitativos), de maneira que, no defeso, partiu para espalhar mediocridade no Ipswich Town - quase de certeza porque, na fonética anglófona, dizer Vlado Bozinovski era ainda mais prazenteiro. Ainda assim, eu continuei a acompanhar o Beira-mar por algumas épocas mais.

As razões iam variando. Em noventa-e-dois/noventa-e-três, foi para apreciar a primeira aplicação nacional bem sucedida da defesa a cinco com libero assumido, no 5-4-1 de Vítor Urbano: uma máquina bem oleada que, com Acácio na baliza, Oliveira como libero (na altura, usava-se a expressão “como Baresi”); Dinis, Vítor Duarte, Redondo e Zé Ribeiro formando o restante quinteto defensivo, Dacrosse funcionava como tampão defensivo, sobrando a organização ofensiva para Helsinho, Jorge Silvério e Cabral, sempre, embora à vez, no apoio a Dino, um homem que, segundo consta, até à discoteca o seu treinador obrigava a ir sozinho, para não se  desabituar da solidão no ataque. Já de noventa-e-seis a dois-mil-e-três, por exemplo, a razão foi sempre a mesma (o jogador Lobão, que, sozinho, fez trinta faltas num Sporting x Beira-mar), mas serve isto para comprovar algum constância por parte da minha existência no acompanhamento da equipa mais representativa de Aveiro. E, em nenhum minuto de nenhum jogo do Beira-mar, eu vi um seu jogador, perante uma bola parada a quarenta metros da linha de fundo, chutar directo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Em afamado e galardoado filme, Alfredo Pacino partilha com Frank "Frankie Five Angels" Pentangeli algo que o seu pai lhe ensinara: mantém os teus amigos perto, mas os teus inimigos ainda mais perto. É certo que, na mesma obra cinematográfica, Pacino também diz "Banana Daiquiri", mas nem por isso este conselho deixa de merecer atenta reflexão. Bom, a expressão, originalmente proferida por um general chinês que já morreu (logo aqui, três inequívocos indicadores de sabedoria: general, chinês, morto), merece várias interpretações, sendo que opto neste momento por lembrar aquela que aponta no sentido de, muitas vezes, se não quase sempre, as acções dos nossos inimigos revelarem muito sobre as nossas fraquezas. Pois na última véspera de feriado, no impessoal Estádio Municipal de Aveiro, um jogador emprestado pelo Vitória Sport Clube à equipa da casa, optou, com trinta e oito minutos decorridos, por chutar à baliza uma bola parada a quarenta metros da baliza. Pode haver várias explicações para esta excentricidade. O jogador Renan pode, por exemplo, ter andado a ver vídeos do ex-jogador Heitor - antiga glória do Marítimo, que, por ter um pacto com o Diabo, conseguia compensar a absoluta falta de talento com a capacidade para meter no ângulo, com uma força-parva e aos ziguezagues, qualquer bola parada em que encostasse a chuteira - e, por isso, ter ficado cheio de fé/tesão para chutar dali. Também pode, por outro lado, ser um doente terminal e, voltando à questão do credo, estar plenamente convencido de que Deus lhe concederia esse último desejo, o de mandar um petardo indefensável ao ângulo a quarenta metros da baliza.

Quase tudo é hipótese, na verdade. Mas, se um jogador adversário remata à baliza a quarenta metros de distância, é bom que nos lembremos daquele paleio dos amigos e dos inimigos, e comecemos a pensar se não teremos uma qualquer fraqueza que impele os nossos inimigos a  chutar a quarenta metros da baliza. Eu, que sou eu, só me vejo a chutar à baliza a quarenta metros da dita nas seguintes situações: a) estou lixado com toda a gente da minha equipa e vou chutar daqui, ao calha, numa clara manifestação “vão todos *****merda, já nem vos posso ver à frente”; b) os adversários fizeram barreira e eu quero acertar com a bola num deles, porque estou lixado com toda a gente e pretendo manifestar a minha pretensão de irem “todos *****merda”; ou c) o guarda-redes adversário é uma porcaria, por que não chutar já daqui?. São as hipóteses que, humildemente, avanço para a discussão.

O Sporting empatou em Aveiro. Costumam acontecer coisas estranhas ao Sporting, em Aveiro. Sejam hat-tricks de defesas camaroneses que, nos dias que correm, estão contratualmente ligados ao Recreativo da Caála, sejam remates a quarenta metros que entram na baliza porque o guarda-redes tem reflexos duma avó, são quase sempre coisas que roubam pontos ao Sporting. Findo o último Beira-mar x Sporting, os inimigos do Sporting, para além de não crucificarem o guardião que defende para dentro uma bola rematada na sua direcção a quarenta metros da baliza (faz sentido, eu também nunca digo mal do César Peixoto ou do Fernando, por exemplo), teceram ainda louvores a Hélder Postiga. Parece inclusive que, no lance do golo, Postiga esteve impecável, recuperando a bola ao defesa. Devemos, portanto, ignorar o facto de Postiga ter  tido de recuperar a bola porque a perdeu em corrida para Hugo, o “velocista” “central” do Beira-mar (sim, as aspas revelam ironia). Da mesma forma que Paulinho César, do Porto, era um avançado para fazer brilhar os Tó Ferreira do Famalicão, Postiga é o avançado que existe para fazer brilhar os Rui Regos desta vida. Nada mais.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Como encantar West End?

A pergunta poderá ser respondida pela vimaranense de 25 anos, de seu nome Sofia Escobar, que interpreta a personagem "Christine Daaé" no musical "Fantasma da Ópera" criado por Andrew Lloyd Webber em 1986. Esta jovem portuguesa há quatro anos foi para Londres estudar na Guildhall School of Music e neste momento apresenta um currículum assinalável, já integrou o "Fantasma da Ópera" há dois anos, mas era a "Christine" substituta. No ano passado, foi "Maria", protagonista do "West Side Story", papel que lhe valeu críticas excelentes. Ao escutarmos a sua voz percebemos porquê que foi a escolhida entre milhares de candidatos e a forma elogiosa como é tratada pelos londrinos, na sua interpretação de um dos musicais mais bem sucedidos do mundo. A não perder a entrevista com Sofia Escobar, amanhã sábado 23, na Revista Única distribuída com o Jornal Expresso. 
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Resumo da jornada europeia (19.10 a 22.10)

Sp. Braga 2 - 0 Partizan. Num jogo morno e que o Sp. Braga estava obrigado a vencer, Lima deu um verdadeiro pontapé na monotonia instalada e alavancou a equipa para uma vitória histórica. A passagem de grupo sendo difícil é ainda possível. Não esquecendo da importância que a presença na Liga dos Campeões tem para o Braga, os 800 mil euros arrecadados na primeira vitória de sempre na fase de grupos da prova chegaram para pagar todo o investimento feito este ano na aquisição de reforços!

Lyon 2-0 Benfica: Num jogo em que a equipa portuguesa foi totalmente subjugada pelo adversário, registe-se o facto que a mesma efectuou 0 (zero) remates enquadrados com a baliza adversária. Um péssimo jogo por parte dos encarnados, mesmo considerando que perder por 2 não é o mesmo que perder por 3 ou 4.  

Sporting 5-1 Gent: Foram 5 golos mas poderiam ter sido muitos mais, como disse Francky Dury, o treinador da equipa Belga. Destaque para Liedson, H. Postiga, Maniche e Salomão, autores dos golos, mas principalmente para João Pereira. A jogar assim em breve irá jogar para outras paragens. Num jogo fácil a equipa portuguesa não facilitou, jogou para ganhar e afastou todos os sinais de crise... pelo menos até ao apito inicial do jogo contra o Rio Ave.

Besiktas 1-3 FC Porto: Tenho de confessar a minha admiração por este FC Porto. Num jogo de dificuldade extrema, num ambiente escaldante e com algumas decisões do árbitro pouco compreensíveis, fez um jogo assombroso. A jogar com 11 depois com 10 e finalmente com 9, não deu a mínima hipótese ao opositor. No final do jogo a claque adversária, perfeitamente rendida à equipa portuguesa, aplaudiu de pé os jogadores portistas. Uma atitude de fair play pouco frequente mas inteiramente merecida. Algo impensável nos estádios portugueses... ou alguém aqui era capaz de aplaudir de pé André Villas-Boas pela excelente campanha do FC Porto (14J; 13V; 1E). Só mesmo no estrangeiro, certo? 

O REBANHO DO PASTOR

O seguinte texto foi escrito por um conhecido blog de apoio à Briosa "A Académica Sempre" e que pela pertinência do assunto aqui transcrevo:

O REBANHO DO PASTOR: "Ainda há quem diga que não, mas é cada vez mais claro o comportamento de ovelhas do rebanho seguidor da freguesia de Lisboa.

Numa época fraca duma equipa incapaz de ganhar sem ser levada ao colo, e prevendo um decréscimo normal das assistências para níveis de há 2 e 3 anos atrás, o Pastor do casaco de orelhas decidiu desde já justificar essa queda.
Como desculpa para cordeiro ouvir, tentou relacionar a não ida aos estádios fora com melhores resultados, como se a equipa sem apoio jogará melhor ou os árbitros poderão voltar a marcar penaltis a cada mergulho.
A crise poderá também estar relacionada, desta vez não se chama operação coração mas pede-se aos chefes de família que em vez de gastar 15€ para ver jogos na sua região, usem esse dinheiro juntamente com o da comida dos filhos para se deslocarem à Freguesia de Lisboa contrariar a queda de assistências, pagando dezenas de € na viagem aos quais se juntam nunca menos que 22€ para ir para atrás duma baliza no cimo do 3º anel.

Mas o que é lamentável e é preciso referir é como um Diário de Coimbra é capaz de dar atenção e transmitir mensagens destas aos cidadãos desta Região. Será que também aqui há jornalistas membros desse rebanho a quem as suas palas nos olhos tapam a sua deontologia?!??

Quanto ao rebanho, por favor, façam o que o Pastor vos diz!
Com isso, muitos adeptos de Coimbra poderão voltar ao Seu estádio apoiar a equipa que realmente lhes diz respeito! (Idem para as outras cidades.)

Habitantes de Coimbra, Estudantes da UC, vejam 1 outro jogo qualquer da Académica de Coimbra (para variar), que bastará para a receita ser igual.
Ou aproveitem e comprem o Lugar Anual! Com 40€ dá para ver 15 jogos, ou 14, duma equipa que não precisa de ser levada ao colo para ganhar, e que mesmo com 10 contra 14 usa o nome de Académica de COIMBRA para derrotar os que se pensam grandes.


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