terça-feira, 30 de novembro de 2010

Futebolices do fim de semana

Este fim-de-semana foi pródigo em acontecimentos futebolísticos na verdadeira acepção da palavra. A Briosa continua a sua excelente campanha, com uma vitória sobre o Vitória de Setúbal subimos ao 5º lugar com 18 pontos. Um registo muito bom e que já tem colocado alguns "olheiros"  a analisar a nossa equipa, falando-se até de uma possível transferência de um dos nossos (um canhoto...) para um dos grandes de Lisboa. Espero bem que não passe de um rumor...

O clássico Sporting CP vs FC Porto foi muito bom de seguir, e sinceramente não esperava assistir a um domínio (quase) avassalador do Sporting na 1ª parte.  Confesso que não conhecia muito bem o jogador André Santos e fiquei extremamente impressionado com a sua forma de jogar. A jogar assim não tardará a ser a nova vedeta leonina, a ser idolatrado pelos adeptos, a fazer uma birra e acabar num clube estrangeiro ou pior... num adversário. Por falar nisso, o João Moutinho teve a recepção esperada. Muitos assobios e uma chuva de maças, que ao que parece não eram podres - não se entende estes tipos...

(*)

Na 2ª parte o FC Porto conseguiu alcançar a igualdade pelo poderoso Falcão, mas a  justa expulsão de Maicon, levou o jogo à primeira forma. O Sporting mais dominante e mais perto do triunfo. Pela 1ª vez esta época assistimos a um jogo em que o FC Porto foi inferior ao adversário. Registe-se a 2ª expulsão de André Villas-Boas, que coincide com o 2º jogo em que o FC Porto não vence, mas que não faz dele menos treinador do que ele efectivamente é. E que prazer do "carago" o gajo está a ter em treinar o Porto!

No lado de lá da fronteira aconteceu um dos momentos que mais prazer me deu de ver nos últimos meses. A derrota do Real Madrid na Catalunha, às mãos de um imperial (este sim..) Barcelona, ecoou por todas as regiões. Como tantas vezes acontece, aqui ou na Espanha, o R. Madrid personifica todo um conjunto de factores que nos causa um asco visceral. Os tiques e os modos de ser Madridista elevam esta equipa à condição de alvo a abater. Foi o que ontem aconteceu, para grande alegria minha os meus amigos catalães cilindraram uma equipa milionária mas pouco humilde na forma de ser e pensar, mas também de jogar.
Nada tenho contra os portugueses do Madrid, é inquestionável a qualidade de Pepe, Mourinho ou R. Carvalho, que são dos melhores do mundo, mas por muitos portugueses que lá joguem, jamais conseguirei apoiar aquela equipa. Como tal o meu desejo é que percam sempre.
Mas não se confunda a árvore com a floresta, naturalmente que as gentes de Madrid são iguais como em qualquer outro lugar do mundo e sempre que lá vou sou bem tratado, (depois de se ultrapassar a desconfiança inicial e de me demarcar de algumas posições..) mesmo sabendo, devido ao meu sotaque, de que região eu venho...   

(*) Uma grande abertura, como a que Maicon fez para Liedson...

Vive la France!



"Le monde a commencé sans l'homme et il s'achèvera sans lui."

Claude Lévi-Strauss, in Tristes Tropiques

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Bancada de Imprensa foi renovada...

Estes últimos dias de afastamento aqui do blog serviram para pensar um pouco no que aqui deveria fazer. As hipóteses eram várias, como referi neste post - já agora obrigado à malta que se manifestou a favor da continuidade deste espaço - mas confesso que, no meu íntimo, pensei que o final do blog tinha chegado. Já tinha um post de despedida todo catita e que iria dedicar aos meus recentes amigos virtuais, até tinha uma imagem bem apropriada para o momento...  
Mas há pequenos momentos, da vida de uma pessoa, que nos fazem repensar alguns objectivos e a forma como levamos a cabo algumas das nossas missões. E aquilo que era suposto ser um espaço de convívio de e sobre futebol entre 3 ou 4 pessoas acabará porr se tornar um espaço pessoal onde tentarei, sempre que me for possível,  divertir-me em escrever.   
Pelo caminho eu sei que vou ajudar quem me lê, porque inevitavelmente escreverei sobre assuntos do vosso interesse... Se aqui e ali surgirem posts escritos em Castelhano, Euskara, Francês ou Inglês não estranhem, será uma forma diferente de comunicar mas que certamente nos enriquecerá a todos. É aqui que anuncio uma "contratação": a TM escreverá também aqui no Blog, sempre que lhe seja possível e em princípio em Francês ou Euskara, que são as línguas que ela melhor domina na escrita.   
Este espaço é agora um repositório de experiências, minhas mas não só, e por essa razão a Bancada de Imprensa passou a chamar-se: BI de DUX_XXI Então, e assim sendo, o blog segue dentro de momentos, sem qualquer tipo de orientação e sem saber onde me levará a mim e a vocês. Assim mesmo, como eu gosto...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Este blog tem uma crise existencial...

Pois é... Ao fim de 153 posts, contando com este, 2 meses e uma média de quase 3 posts diários, surgiu-me esta dúvida. O que fazer com este blog? Os 3 ou 4 leitores que me acompanham provavelmente sabem que este blog deveria ser escrito por 3 pessoas: eu, o Xavier, e o 6º Beatle. O Xavier, o verdadeiro mentor de um projecto, rapidamente foi obrigado a abdicar de aqui escrever por razões profissionais. O 6B nos últimos tempos só consegue pensar num assunto. Que envolve saias. E como mais altos valores se devem ter levantado, faz muito bem em aproveitar. Fiquei eu, que inicialmente estava até mais relutante, a tentar dar um rumo ao blog. 
     
Mas a verdade é que a ideia original, falar essencialmente sobre bola, na visão de um adepto da Briosa, um Portista e um Sportinguista - pelo caminho haveríamos de cooptar um Benfiquista - esvaiu-se. Por culpa minha, que não tenho pachorra para escrever somente de futebol, mas também pelo pântano que o mundo do futebol se tornou. E estou a falar do mundo dos blogs, porque o outro já todos sabemos que há anos que está mergulhado em esterco. É difícil argumentar seja com que adepto for, tal é o nível de cegueira e raiva que nós adeptos vemos o futebol. Não estou para isso. Eu estou-me a borrifar se a Briosa no jogo X jogou com o atleta Y a defesa-esquerdo, que é mais baixo do que o outro que joga habitualmente, e por isso Jorge Costa é um incompetente... A sério, eu cheguei a discutir a razoabilidade deste comentário com um adepto de um conhecido blog de apoio à Briosa. Mas não dá. O nível de intolerabilidade a que chegamos impede-nos de ver o essencial: o prazer de ver um simples jogo de futebol. E como ultimamente estas discussões estão a retirar-me o prazer de ver um jogo de futebol, e para isso já existe tanta coisa, não preciso de mais nada, decidi repensar este capítulo.  
     
O painel do blogger diz-me que em dois meses o blog obteve 12.000 visualizações de páginas, cerca de 220 por dia em média. Mas a verdade é que 4 posts foram responsáveis por 60% deste tráfego. Foram posts sobre futebol, mas com títulos polémicos e conteúdo cheio de lugares comuns. No entanto houveram posts que me deram imenso trabalho a escrever, cujo resultado final foi interessante, mas que passaram practicamente incógnitos. Eu sei que isto é o normal de um blog, e que fidelizar leitores não é fácil, mas eles são a razão da existência do mesmo. 
     
Por essa razão decidi colocar o futuro deste blog nas mãos de quem o visita: os leitores. Assim sendo coloco algumas opções de caminhos a seguir, mas aceito outras. Nos comentários coloquem a vossa opinião... , no próximo domingo volto para fazer um balanço.

a) Este blog deveria ser sobre futebol, como inicialmente pensado;

b) A Bancada de Imprensa deveria abordar uma grande variedade de temas, tendo em vista comentar e esclarecer quem visita o blog;

c) Gosto mais dos posts intimistas, esse é o caminho a seguir;

d) Gosto dos posts intimistas, mas deverias arranjar um outro blog para esse fim;

e) Confio no teu imenso bom gosto :);

f) Eh pá, mais vale apagar o blog...

NOTA: Pelo caminho conheci gente muito boa de várias cores clubísticas, não vou aqui enumerar porque vocês sabem bem quem são, apesar de aqui e ali discordar com os mesmos, conseguem falar de futebol com paixão mas com respeito pelo adversário - bom às vezes não :D mas isso também faz parte. A todos envio um forte abraço com um desejo que tudo corra bem. Até já...

¡Que venga!

¡Ninguém toca em Moutinho!

O director de segurança de Alvalade garante total protecção ao ex-capitão leonino.

"O comportamento das pessoas em relação aos jogadores não extravasa a bancada. O cenário de tirar desforra não vai acontecer, nem é possível. Ninguém lhe toca. Pode vir tranquilo".

"a zona dos balneários está protegida pela PSP e por segurança privada", logo, "não há qualquer hipótese" de Moutinho "ser agredido" 

Estamos então todos muito bem esclarecidos. Segurança não deverá faltar, assim se espera, mas não se pode esconder o ambiente de ódio que se está a criar à volta deste assunto. No último jogo do SC Portugal, as claques leoninas já ensaiaram um hino. Nem outra coisa seria de esperar, o futebol exacerba as paixões a um limite perto do intolerável. À atenção da segurança ao jogo...

"Sintam o cheiro do porco traidor,
Que brincou com o nosso grande amor!
Aqui nasceste, foste capitão,
Mas tu não passas de um porco lampião!
Filho da puta, és um cabrão,
...Ainda consegues ser pior que o simão!
João porquinho, se deus quiser...
Hás de ter o destino do Feher !!!" 

Mesmo tratando-se de uma claque acho que se passou um limite de decência. E se isto se passa num clube pseudo-civilizado, imagine-se nos outros...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Refinada ironia...

...ou pura ignorância?

Quando li este artigo no expresso, da jornalista Inês Teutónio Pereira, inicialmente pensei que o mesmo estava a ser escrito de forma irónica. Interiormente aplaudi o texto, que nos remete para uma problemática que conheço muito bem e contra a qual já estive envolvido. No terreno. Em África. Aliás, é lá que se encontra o fundador deste blog, um grande amigo, que continua numa luta intensa contra esta e muitas outras doenças.
Não sei o que leva uma pessoa inteligente e lúcida, como parece ser o caso, a escrever isto: "A Igreja Católica sabe disto melhor que ninguém: é única instituição que verdadeiramente sabe do que fala porque trabalha no terreno, conhece os casos, as pessoas, as aldeias, as cidades, a miséria, os costumes e as crenças."

Naturalmente isto é uma falsidade que me indigna. A mim e a muitos outros médicos e profissionais de saúde e muitos anónimos também, que tiveram a honra de estar ao serviço de uma causa. No local, onde tudo se passa. E o que eu vi muitas vezes? Eu conto.
 
CAMFED: "Educate girls in África"
Muitas das vezes o que lá vi não foi nada tão bonito como a imagem, confesso. Nem outra coisa poderia esperar. Entrar numa casa feita de colmo e barro, e sabe-se lá mais o quê, onde os dejectos dos animais se confundem com os das pessoas, as moscas se amontoam em redor das feridas, o cheiro nauseabundo que me faz recuar e pensar duas vezes se vou mesmo ali entrar... O olhar moribundo de uma menina que não teria mais de 13/14 anos. A quase inutilidade da nossa presença porque o pouco conforto proporcionado pelos mais básicos cuidados prestados seria pouco. Muito pouco. Mesmo assim teria de ser feito, por uma questão de humanidade, brio profissional, causa - seja lá o que queiram chamar - mas principalmente porque aquela pessoa estava a sofrer. E muito. Desumanamente. 

Enquanto uns e outros se desdobravam em esforços, para que o máximo de pessoas possíveis tivessem a assistência necessária e imediata, outros montavam palanque no centro da aldeia e papagueavam maldições bíblicas para quem não seguisse a Lei do Senhor. Uns verdadeiros asnos. Não quero criara qualquer tipo de polémica com a Igreja Católica e os seus fiéis, aliás no terreno chegamos a concertar esforços muito produtivos com algumas organizações católicas que sabem muito bem o que fazer. No problem. Não consigo é conceber que num cenário de crise, de devastação física, e também psicológica e moral, obviamente, a abordagem ao problema se cinja a uma crítica injusta, provavelmente vinda de alguém sem qualquer tipo de experiência do que realmente se passa. 

Cara Inês, acha mesmo que nós só distribuímos preservativos? Do alto da sua sabedoria consegue mesmo idealizar um cenário como descrito anteriormente, em que um médico não tente explicar os motivos do uso do preservativo? E acha que não ensinamos os cuidados básicos de saúde e higiene aos nossos pacientes? E acha que eles não o compreendem? Olhe que iria ter uma grande surpresa... Já no início do milénio, quando tive a honra e o privilégio de contribuir para a a causa, ajudar os mais necessitados, se falava que era necessário educar as pessoas antes de lhe ser administrado um paliativo. Gostava que desse, ou quem comunga da sua opinião, uma vista de olhos no que se tem feito nesse capítulo e depois me diga, sem se rir que "distribuir preservativos é o mesmo que tratar com água uma gangrena" 

É um ultraje ouvir, ou ver escrito no caso, que a Igreja Católica é a "única instituição que verdadeiramente sabe do que fala porque trabalha no terreno". E digo-lhe mais, com os recursos económicos que a Igreja dispõem poderia, e deveria, fazer muito mais. Mas continuamos todos a ver uma inusitada incapacidade de a igreja Católica lidar com a sexualidade, como referido num post sobre um artigo da Time Magazine. 

Não conheço a Inês Teutónio Pereira, nem nada me move contra ou a favor da dita senhora. Fiz uma breve pesquisa e encontrei o seu Facebook, e o seu blog. Cá fica a publicidade. Detive-me neste post e pensei "Ah ok, está percebido..."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O dia em que me confundiram com um Black Block...

e quase me tornei num...
Coimbra B, 06:35h. Com ar sonolento arrasto-me até à bilheteira para comprar um bilhete para o Alpha. Destino: Lisboa - Oriente, por favor. Digo com o meu ar mais natural possível para aquela hora da manhã - estou habituado a acordar muito cedo, mas por alguma razão não tinha conseguido dormir como é habitual, penso para mim que é somente o nervosismo por ir ter com a TM. Sabe que em Lisboa o trânsito está condicionado, não sabe? - diz-me uma voz mecânica, quase imperceptível, do outro lado de um vidro baço. Sim eu sei, não se preocupe tenho tudo pensado, respondo com uma transcendente segurança.
O olhar, de cima abaixo, do diligente funcionário fuzila-me rapidamente como quem diz, só te estou a tentar ajudar! Compreendo, mas ninguém, mais do que eu, queria estar em Lisboa neste dia. A TM estará ausente, na Big Apple, até vésperas de Natal e depois de quase uma semana de afastamento de forma alguma poderia falhar a sua partida. Tinha precisamente 24h para estar com ela, neste momento era o máximo que poderíamos conseguir. Apesar de todos os condicionalismos que eu sabia existirem, devido à cimeira da NATO, não estava preocupado com esse assunto. Por momentos penso como é que estes tipos, num momento destes organizam um evento desta magnitude? Balbucio para mim umas respostas rápidas, organizada já há dois anos, os países pagam as suas próprias despesas... mas rapidamente afasto estes pensamentos. Hoje não é dia de questões políticas, por muito importantes que elas sejam...

Ainda meio embrulhado com o sono e os meus pensamentos avisto o comboio. Num ápice entro e escolho um lugar. O lugar que eu quero, eu sou assim, gosto de ser eu a escolher o meu caminho. Ligo o meu Mac para ouvir música, preciso descontrair, sinto-me agitado. Sem qualquer critério abro uma playlist. Uma das primeiras, Ane Brun? Sim pode ser. I need to relax!

A escolha não se revela a mais acertada. Faz-me lembrar velhas discussões... ficar em Portugal ou partir?
Is it calling?
It´s your choice. She said
Take or let go
Is it calling?
Não consigo evitar: and yet, i still don´t have an answer, how can it be?  

Vim para Coimbra no início dos anos 90' e nunca mais daqui consegui sair... Sinto-me assaltado por velhas dúvidas e as certezas de sempre. A TM sempre me acompanhou nas minhas aventuras, mas ultimamente as coisas tornaram-se diferentes. Com o avançar da idade, e já na casa dos 30, alguns projectos de vida começam a fazer menos sentido. É esse o grito de desespero que assalta as mulheres nesta idade e que eu vejo reflectido no olhar meigo da TM. Are you ready for love, perguntou-me antes de partir para Lisboa, para estar uns dias com uma velha amiga... Yes, baby. Yes! Sem qualquer reserva. Mas como fazê-lo acontecer? 

Conheço a TM desde sempre. Ela, 5 meses mais velha, sempre foi a minha inspiração. Namoramos desde sempre, é o que os nossos pais dizem. Nunca tivemos outras pessoas, mas mesmo assim sempre nos demos incrivelmente bem. Foi nos braços dela que chorei a morte de uma das pessoas que me era mais querida e foi nos braços dela que festejei muitas das minhas conquistas. Com a TM aconteceu o mesmo,  on stormy days, you are the lighthouse  - disse-me uma vez na estação do metro de Atocha em Madrid, momentos antes do nosso período de maior afastamento. Foram 4 semanas no total, mas doeu como se fosse um vida inteira. Agora estaremos afastados cerca de 1 mês. Eis um recorde que eu não queria bater. 

Sem me aperceber a viagem já ia a mais de meio, o Mac já não debitava música, e mesmo com os phones colocados conseguia ouvir ao longe uma agitação inusitada. Um grupo de pessoas faziam imenso barulho, pareciam divertir-se e certamente estavam de directa - um grupo tão grande de jovens aquela hora da manhã só podia estar de directa. Também já fui assim, pensei. Mas a vida agora é bem mais complicada. Alguns começam a aproximar-se e vão ocupando os lugares, indescriminadamente e sem olhar aos lugares marcados. São como eu, gosto de pessoas com atitude e pouco conformistas, pensei satisfeito.Uma miúda olha-me de alto a baixo e pergunta-me se vou para Lisboa à manifestação. Manifestação? Retribuo sem perceber onde ela quer chegar. Sim, manifestação anti-NATO. O olhar dela era vibrante e cheio de esperança. Aquele era um momento deveras importante, o entusiasmo era tal que se aproximou ainda mais. Nós somos pacifistas e vamos a Lisboa mostrar ao mundo que a NATO não devia de existir, a guerra não se combate com guerra! Com um gesto com a cabeça assenti. Sim tens toda a razão, mas o mundo está pejado de pessoas inconscientes que a qualquer momento e sob qualquer condição está disposta a tudo, por essa razão a NATO existe. Com um ar confuso questiona-me, e a guerra é a solução? As armas nada solucionam! Naturalmente que não, mas como explicar a alguém que é preciso outras pessoas com armas para nos protegerem das armas dos outros? Nem eu acredito nisso ultimamente...

Entretanto já outros se tinham juntado ao debate, como a querer justificar as suas atitudes e poses. Digo-lhes que estou do lado deles e que devem sempre lutar pelos seus ideais, obviamente, mas nem sempre as coisas são tão simples como parecem. Não consigo expôr melhor a ideia porque entram na carruagem 4 polícias que se sentam entre nós. O silêncio e o receio instala-se junto dos jovens idealistas e anarquistas! como muito bem frisou um deles. Volto para o meu Mac e escrevo este post. Não tenho tempo para mais e desligo o Mac, como quem diz até já. Estarei um mês sem ele, o computador da TM avariou e eu gentilmente emprestei o meu "menino". 

A viagem aproxima-se do fim e tinha passado quase sem me dar conta, tal fora a forma como sempre estive abstraído nos meus medos e receios... Estação do Oriente. Tinha chegado. Em breve veria a TM, esboço um sorriso. Tenho frio e  coloco o carapuço do quispo, ligo o ipod para ouvir umas músicas. Agora sim, estou bem... 

Quando coloco os olhos no horizonte vejo dois polícias a precipitarem-se na minha direcção. Por momentos penso que algo se passa nas minhas costas. No exacto momento que olho para trás sinto umas mãos, pesadas, nos meus ombros. Por acto instintivo afasto a pessoa sem me aperceber que o mesmo era... um dos polícias que vinha comigo no comboio! Apercebo-me que algo de estranho se passa, os outros 3 polícias, intimidados gritam qualquer coisa que não consigo ouvir. Retiro os phones e ouço, repetidamente, para o chão já! Entretanto o resto dos passageiros começa instintivamente a afastar-se, principalmente os miúdos anarquistas... Tiro a mochila das costas e coloco-a no chão, num acto de quem não tem nada a temer e vejo que o polícia que me tinha colocado as mãos nos ombros encontra-se mesmo ao meu lado, no chão a olhar para mim. Eu não fiz nada! Respondo ao mesmo tempo que ajudo o polícia no chão a levantar-se. Para o chão já, ouço novamente. Ok, isto é a sério, penso enquanto olho de frente para o polícia que entretanto se colocou em pé. Olha intimidado para mim, estou habituado a esse olhar, com 1,89m e 87kg sei que posso ser bastante persuasivo só com a expressão corporal. Era o caso. Com vários polícias a apontarem-me uma arma, deixo-me cair no chão. Num instante sinto várias pessoas a agarrarem-me. Mãos atrás das costas! Obedeço mas não sem sentir um receio que me magoem as mãos. Na minha profissão a precisão é tudo, e instintivamente sempre protegemos as mãos. Prendem-me as mãos com algo que parece uma corda de plástico e fico com os braços imobilizados.

Um deles levanta-me e olha-me nos olhos enquanto corajosamente me diz:
E então meu, diz-me lá para onde vais? Porque não paraste quando te chamaram?A voz autoritária era forçada.
Respondo, não ouvi porque tinha os phones nos ouvidos e foi sem querer que derrubei o seu colega. Tento-me desculpar, sabendo bem que se o tipo for mesquinho posso arranjar sérios problemas.
A tua identificação, onde está?
Na mochila respondo, juntamente com o resto das minhas coisas.

O líder deste pequeno grupo de polícias ordena aos outros que me segurem, e bem!, enquanto vê a minha mochila.
Então e para onde vais?
Para Sintra.
E vais lá fazer o quê?
Assuntos pessoais, respondo já meio agastado com a falta de educação demonstrada. Não me importo que me tratem por tu, mas forma como este tipo fazia era deveras provocatória.
E esses assuntos pessoais não estão relacionados com a cimeira da ONU?
Desculpe?! Com a cimeira?! E penso: da NATO idiota! É NATO!
Ouve lá meu, o que andas a tramar, sabemos bem que vinhas com um grupo de activistas não te faças de despercebido. Ou nos contas o que andam a tramar os vais direitinho para a esquadra!
Isso não é verdade. Venho de Coimbra sozinho e vou para Sintra, mas antes pensei fazer umas compras. Não sou activista nem vim com nenhum! 
No momento em que digo isto começo a pensar no que trazia vestido. Umas sapatilhas pretas, calças pretas e um quispo preto de capuz... preto. Nada de anormal para mim, mas nos dias que correm, principalmente estes dias, era algo que me tornava suspeito. Senti que o olhar diligente do funcionário que me vendeu o bilhete em Coimbra fazia sentido, e mesmo a forma como a miúda do comboio me falou. Achei estranho que tão rapidamente estivéssemos a falar de algo tão abrangente como a paz mundial. Afinal eram as roupas.


O tipo não parece minimamente convencido. Começa a revistar as minhas coisas, BI e passaporte. Deteve-se algo confuso. 
Penso: agora estou fodido.

Então o que temos aqui? Nacionalidade Espanhola, Holandesa e Portuguesa? Isto é muito confuso, e o seu nome... Nasceu em Espanha em Vitoria-Gasteiz? Onde fica? Explique-me lá isso.
É simples Sr. Tenente (eles gostam destas merdas... e era preciso ganhar a confiança do tipo), sou filho de pai espanhol e mãe holandesa. Que vieram para Portugal era eu muito novo.
Pois, estou a ver. E onde fica Vitoria-Gasteiz?
Hesitante respondo, no Norte de Espanha.
Ah, na Galiza portanto. Responde triunfante e perante admiração geral enquanto olhava para os seus amigos com ar sapiente.
Sim, sim, é isso retribuo. Não sem fazer um esforço para não esboçar um sorriso...
E o que faz na vida amigo?
Sou médico.
Médico? De quê? Onde?
Cirurgião, em Coimbra. Está aí o meu cartão... 
Muito bem (demoradamente)... Ainda com alguma desconfiança pergunta o que trago mais no saco.
Nada de especial, roupa e objectos pessoais.
Pois bem. E vai para Sintra não é? Ó Alberto, solte lá o Sr. Doutor e acompanhe-o à saída.
Respeitosamente o agente vem em minha direcção e diz-me, acompanhe-me se faz favor.
Sigo o "Alberto". Mas de repente ouve-se. Esqueceu-se da mochila! Mas cá está, com tudo o que lhe pertence, roupa e PC, por favor confirme.

Indignado agarro as alças da mochila e respondo: Isto não é um PC. É um Mac! Este vira-se para os amigos e encolhe os ombros...

Eu sigo o meu caminho. Tenho um encontro... 

sábado, 20 de novembro de 2010

Upside Town

Hoje Lisboa está assim:

E já vi uns quantos por aí...



Note-se que já cá não vinha há um bom par de anos (ainda bem...), mas hoje tinha de estar aqui...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão (18.11.2010)


Levar 5 acontece aos melhores do mundo

A última jornada foi particularmente feliz para dois avançados trintões. Nuno Gomes precisou apenas de dois minutos e meio no relvado do Estádio da Luz para marcar um golo à Naval 1º de Maio e fornecer, aos adeptos da casa, o mais do que necessário cuidado paliativo emocional depois do estrondoso insucesso no porto.

E, em Vila de Conde, João Tomás marcou por duas vezes, desta feita ao Paços de Ferreira, e é hoje o segundo classificado da lista dos goleadores de 2010/2011, com 7 golos. Melhor do que João Tomás, só Hulk. Pior do que ele, os outros todos…

Ao contrário de Nuno Gomes, que cumpre este ano a sua décima primeira época na Luz, e que é hoje uma referência para o interior e para o exterior do clube, João Tomás já deixou o Benfica há dez anos.

Dele apenas restam aquelas memórias já turvas da imensamente eficaz dupla que fez com Pierre Van Hooidjonk – e que foi lamentavelmente desmantelada por questões políticas – e daqueles dois bonitos golos que marcou numa noite ao Sporting levando o Estádio da Luz ao rubro e levando também o jovem e inexperiente treinador do Benfica, José Mourinho, a ajoelhar-se na relva de tão contente que ficou.

Há acontecimentos assim. O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.

Como seria de esperar, o golo de Nuno Gomes lançou uma polémica sobre as opções de Jorge Jesus para a frente de ataque do Benfica. A esta polémica, naturalmente, não é de todo alheio o facto de o Benfica estar a 10 pontos do FC Porto. Na época passada, Nuno Gomes marcou três golos – um deles bem importante, em Olhão – e nenhum desses feitos levou a um debate nacional sobre a injustiça com que o treinador do Benfica trata o seu avançado mais velho e com mais anos de casa.

É tão natural quanto respeitável o desejo de Nuno Gomes de jogar mais vezes de modo a que os seus golos não sejam olhados como acontecimentos mas como… golos, precisamente o que acontece com João Tomás que é utilizado com regularidade e proveito por todos os clubes em que passa.

Nuno Gomes saberá melhor do que ninguém o momento em que há-de colocar um ponto final na sua carreira de futebolista. E como é uma pessoa de bom senso vai saber fazê-lo bem, a tempo e com grande categoria.

E, por isso mesmo, saberá evitar certamente deixar-se transformar num caso, numa espécie de novo Mantorras, na vertente de milagreiro místico e de entertainer de ocasião para multidões ávidas de alegrias.

Está disponível no Youtube um momento muito especial para o Benfica ocorrido no último treino da selecção do Brasil antes do jogo com a Argentina, nas Arábias. É fácil chegar lá. Basta procurar David Luiz humilha Ronaldinho para vermos o nosso defesa central, que saiu psicologicamente tão maltratado do jogo com o FC Porto, recuperar a mais do que desejada auto-estima aplicando, num só toque, um requintado túnel ao grande Ronaldinho Gaúcho em boa hora regressado ao escrete.

Em boa hora para o Benfica, evidentemente.

David Luiz, que o Chelsea quer levar já em Janeiro, segundo se lê nos jornais, bem precisava de um golpe de asa assim para de poder recompor emocionalmente do mau sucesso do Estádio do Dragão. É que fazer a bola passar entre as pernas do grande Ronaldiho Gaúcho, mesmo que num treino, a brincar, é um precioso alento para quem teve de ouvir tantos remoques sobre a sua prestação no último clássico do pequeno futebol português.

Ainda para mais quando Ronaldinho Gaúcho não desiste de ocupar na selecção brasileira o lugar que, lendo a imprensa e os especialistas nacionais, deveria ser entregue a Hulk, o que é incrível.

Jesualdo Ferreira parece estar encaminhado para ser o próximo treinador do Panathinaikos da Grécia depois de não lhe ter corrido bem – ainda que tenha corrido bem depressa – a passagem pela Liga espanhola.

É um grande mistério este que envolve os treinadores portugueses – e logo os melhores - que não conseguem firmar no país do lado os créditos que somaram em casa.

Excepção feita a José Mourinho, obviamente. E é por isso mesmo que lhe chamam O Especial, porque é diferente dos outros todos. Mourinho, é verdade, ainda não ganhou um troféu no comando do Real Madrid mas, é a convicção planetária, há-de ganhar. Para já, ganhou a admiração de Chamartín, uma casa exigente, o respeito da imprensa, uma imprensa musculada, e o desamor dos rivais, que é exactamente o mesmo em todos os cantos do mundo.

José Mourinho foi o quinto treinador português, campeão em Portugal, a chegar a Espanha com um currículo mais avantajado do que o que tinha quando lá aterrou.

E os outros? O que se passou com os outros treinadores portugueses, todos eles campeões, que chegaram a Espanha e de lá partiram num ápice. Toni, campeão pelo Benfica, não resistiu em Sevilha muitas semanas. Jaime Pacheco, que foi campeão pelo Boavista, e António Oliveira, que foi campeão pelo FC Porto, passaram fugazmente pelo Maiorca e pelo Bétis sem nada acrescentar aos historiais dos respectivos clubes, E, por fim, Jesualdo Ferreira, três vezes campeão pelo FC Porto, não resistiu em Málaga a mais do que meia dúzia de jornadas do campeonato espanhol.

Será do clima? Do clima da Andaluzia – Sevilha e Málaga – e das ilhas Baleares – Maiorca – que é adverso aos treinadores portugueses?

Este é um mistério que ainda está longe de ser resolvido. De qualquer maneira, para os mais cépticos em relação aos talentos de José Mourinho, fica no ar aquela dúvida metódica sobre o actual treinador do Real Madrid:

- Pois…pois… mas não me convence enquanto não o vir fazer do Ayamonte FC campeão de Espanha!

Portugal ganhou por 4-0 à Espanha que é a campeã do mundo. Devia ter ganho por 5-0 porque Cristiano Ronaldo marcou um golo lindo e limpo que o parvinho do árbitro entendeu anular. Quando joga a selecção e os árbitros são estrangeiros e maus, é um privilégio poder chamar-lhes parvinhos sem que ninguém por cá se ofenda. São as virtudes do internacionalismo.

Os espanhóis com um árbitro a sério tinham levado 5. Fica provado que levar 5 acontece aos melhores do mundo.

Leonor Pinhão, 18 de Novembro in Jornal A Bola

What the Bible Has to Say About Sex


What the Bible Has to Say About Sex...

Sexo e Religião. Duas palavras que nunca conjugaram muito bem juntas... e não foi por não andarem quase sempre a par uma da outra como se pode ler no seguinte texto da revista TIME:

Editor of The New Oxford Annotated Bible Michael Coogan recently applied his thorough knowledge of Scripture to a universal and eternally relevant topic: sex. In God and Sex: What the Bible Really Says, he discusses everything from marriage and prostitution to "fire" in God's own loins (yeah, you may want to reread the Book of Ezekiel). Coogan puts the Bible, which is often inconsistent on such hot topics, in perspective, and you may find yourself surprised by what the ancient texts have to say. (See 10 surprising facts about the world's oldest Bible.)

Your book begins with a discussion of the erotic Song of Solomon. Does its inclusion in the Bible mean there was a positive attitude toward sex back then?

I think there was a positive attitude toward sex in general, because reproduction was essential. Anything that led to reproduction was certainly viewed positively, and the idea of refraining from sex for religious reasons was something that was fairly unusual in Judaism in most periods. In many passages it's a highly erotic text, and it was a text that rabbinic literature tells us used to be sung in taverns. Yet when I was in seminary many decades ago, it was razored out of many of the Bibles that we had. (See pictures of religion in the ruins of Katrina.)

Is there any word in the Bible that isn't a euphemism for genitals? There's feet, hand, knees, flesh.

The word for testicles is stones. There aren't what we would call precise anatomical terms. As with any literature, passages in the Bible can have more than one level of meaning. And sometimes there may be a kind of sexual innuendo or double entendre there that is implicit. (Read "The Case for Teaching the Bible.")

Even laughing has a sexual connotation.

That's a great one, and you don't see it until you get to the story about Isaac telling the foreign king that his wife Rebecca is his sister, and then the king sees Isaac making Rebecca laugh, and he says, "She's not your sister, she's your wife!" Usually the translation itself is not literal; the translations will say fondling, caressing, or something like that. But the Hebrew word actually means to make laugh. It's the same word that's used in other contexts, as in the story of the golden calf, so there's a hint of an orgy there, which complicates the offense. 

How important is it to read the Bible in its original languages?

It's essential for some of us to do it, if for no other reason so that translations can be made that are as accurate as possible. Often translators reflect their own views and their own biases just as much as the biblical writers do. I was interested recently in this case that the Supreme Court had in the Westboro Baptist Church. I looked at their website, and he lists all the passages that he says the Bible talks about sodomy. Well, in most of them sodomy isn't discussed at all. The term sodomy is a translator's term to translate Hebrew words that never mean sodomy in the sense of anal intercourse between males. (Read "Should the Highest Court Protect the Ugliest Speech?")

Given all the examples of polygamy, where in the Bible is marriage sanctioned as a union only between one man and one woman?

There is no unequivocal statement in the Bible, especially the Hebrew Bible, that says that monogamy should be the norm. For the most part, biblical characters we know well, if they could afford it, had many wives. Solomon, the greatest lover of them all — maybe why he's attributed with writing the Song of Songs — had 300 wives. So the fundamentalist Mormons who insist that polygamy is biblical are right, in a sense. If you're going to be a strict literalist, there's nothing wrong with polygamy. (See the 25 most influential evangelicals in America.)

We never know if Adam and Eve are married, right?

That's right. There's no marriage ceremony described. Here's another case where the issue of translation comes up. The same Hebrew word can be translated either as woman or wife. So when it says that the man knew his wife, and she got pregnant — that's another euphemism, to know in the biblical sense — it could also be the man knew his woman and she got pregnant. 

You devote a chapter to the status of women. Is the reason there are so many misconceptions about the Bible and sex the fact that we often forget how patriarchal those societies were?

The status of women is important as background, but it's also another example of how we have, for the most part, while accepting the Bible as authoritative, moved beyond it and in some ways rejected some of its main points of view. If we can do that for things like slavery or the subordinate status of women, then we can do it on other issues as well, like same-sex marriage. We have to ask the question, How is it that we'll take some parts of the Bible and say they are absolutely and eternally binding, and other parts can simply be ignored? 

As for abortion, the Bible doesn't say much.

It doesn't say anything. That's one of the things I find most interesting, because both sides of the contemporary debate about abortion will quote the Bible in support of their position. They have to quote verses that don't really talk about abortion. 

Addressing the sexuality of God, you write, "Yahweh is envisioned as a sexual being," according to certain passages. He is described as a sexual being, but the language is both mythical and metaphorical.  (See pictures of John 3:16 in pop culture.)

Those descriptions, in Ezekiel, for example, even if they're allegories, are pretty explicit.

They're very explicit. They've in fact been called pornographic. 

Were people in biblical times less prudish than we are today?

I think in some ways they were, even though they used a lot of euphemisms. When they were thinking about their god, they thought of him in ways not that different from the way other people thought about their gods. If you could describe God as a king or a shepherd or a warrior, then you can also describe him as a husband, and doing the sorts of things that husbands do. In the Greco-Roman world in which Christianity arose, the idea that a deity would come down to earth and have sex with a mortal would have been not surprising at all.

Read "The Trial of Pope Benedict XVI."

Factos são Factos...

... crónica de Rui Oliveira e Costa
1. O SPORTING é, neste momento, o Clube da Europa com mais troféus no seu ecletismo. Tem 20.000 troféus, todos catalogados, arrumados e devidamente estruturados.

2. O SPORTING é o Clube da Europa que tem mais atletas com títulos de Campeão Europeu, Campeão Mundial e medalhas em Jogos Olímpicos. A seguir ao Barcelona, o SPORTING é o Clube europeu com mais atletas olímpicos: 109.

3. O Barcelona tem, atualmente, 41 títulos europeus em todas as modalidades, o Real Madrid tem 23 e, o SPORTING tem 22. O SPORTING tem 15 títulos em atletismo, 5 em hóquei em patins, 1 em futebol e 1 em andebol.

4. O SPORTING, o Real Madrid e o Barcelona são os clubes da Europa com mais participações nas Taças Europeias de futebol. Os «leões» apenas por uma vez falharam a presença nas competições europeias.

5. O primeiro futebolista português a jogar numa selecção da Europa foi José Travassos (o saudoso «Zé da Europa»).

6. O SPORTING é, atualmente, o único Clube do Mundo que se pode orgulhar de ter dois futebolistas formados no Clube e eleitos melhores do Mundo pela FIFA: Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

7. O jornal SPORTING, (1º número em 31 de Março de 1922), é o mais antigo de todos os clubes do Mundo.

8. O SPORTING tem dois Museus oficiais em Lisboa e Leiria. Em Portugal, atualmente, mais nenhum clube tem Museu.

9. A Academia SPORTING, com certificação internacional, é a melhor Academia de futebol do Mundo, seguindo-se a Academia do Ol. de Lyon e a do Ajax.

10. Em títulos europeus conquistados o SPORTING ainda hoje tem recordes. No atletismo, o SPORTING tem 3 feitos notáveis: é o único clube europeu que, até ao momento, ganhou a taça dos Campeões Europeus de Pista e a Taça dos Campeões Europeus de Crosse, esta por 14 vezes. No hóquei em patins, o SPORTING é, neste momento, o único clube na Europa que ganhou as 3 competições europeias: 1 Taça dos Campeões Europeus, 3 Taças das Taças e uma Taça CERS. No futebol, o SPORTING tem ainda 2 recordes vigentes: a maior goleada de sempre nas competições europeias (16-1 ao Apoel) e o recorde de golos num só jogo – 6 – de Mascarenhas, ambos no jogo da Taça das Taças de 1963/64, frente ao Apoel de Chipre.



A História do SPORTING é assim e não vos vou cansar mais. Este artigo é apologético mas os fatos são indesmentíveis, e nesta conjuntura não tive imaginação para mais.

Rui Oliveira e Costa: Link

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Íntima Fracção e o éter musical

No íntima fracção encontrei o recobro necessário para muitas noites de vigília. 
Estar acordado pela noite dentro foi um hábito adquirido nas longas noites coimbrãs. De estudo e de... mais estudo, claro. Que isto de se tirar um curso universitário já foi coisa que custou imenso, por incrível que actualmente possa parecer. Onde é que eu ia? Ah, o íntima fracção... este excelente programa, que já foi da Antena 1, da TSF-Rádio Jornal, Rádio Universidade de Coimbra e na Rádio Universitária do Minho, ESEC Rádio online, podcast do GavezDois, RCP (Rádio Clube Português), EMArtv - Andaluzia e finalmente por podcast através da versão online do semanário EXPRESSO... Ufa!

A emitir há 21 quase 27 anos seguidos, nos diversos meios citados, a íntima fracção sempre se distinguiu pelo estilo cuidado e transparente onde as músicas nos transportavam para cenários ainda não vividos. Foi sempre um programa de qualidade que fez parte de rotinas diárias de muitos ouvintes dos anos 90' e de 00' e que espero que se mantenha por muitos e bons anos, exactamente como sempre foi. Livre.

A minha singela homenagem é esta, dar a conhecer o programa ao som do qual fui feliz, tantas e tantas vezes...

Obrigado Francisco Amaral.

PS: A TM também agradece pelos momentos de inspiração.

Downloads de todas emissões: http://aeiou.expresso.pt/downloads-de-mp3=f211104
wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Íntima_fracção
blog: http://aeiou.expresso.pt/if

EDIT: Agradeço ao próprio Francisco Amaral a correcção das datas. São quase 27 anos no ar, no mínimo espantoso...

Black Blocks. Polícias portuguesas em alerta geral, just in case...

From Evernote:

Black Blocks. Polícias portuguesas em alerta geral, just in case...

Não há certezas sobre nada. Se há violência ou se os protestos são pacíficos. Mas aqui fica o alerta para quem, nos dias 19 e 20 de novembro, quiser "assistir" à cimeira da NATO:

A plataforma Not to War - No to NATO apoia a manifestação da Plataforma portuguesa Anti-guerra - anti-Nato (PAGAN), marcada para as 15 horas de sábado - dia 20 de Novembro - na Praça do Marquês de Pombal em Lisboa. Esta é a única informação confirmada sobre protestos que envolvem a cimeira da NATO. Como os Black Blocks não são um movimento, mas antes uma estratégia, a questão é saber se há manifestantes dispostos a avançarem para esse tipo de comportamento. Ou se os elementos considerados perigosos virão para Lisboa.


A PAGAN convocou para a semana toda, a partir da segunda-feira, dia 15, uma série de eventos que passam por conferências, leituras e workshops na Escola Secundária de Camões, em Lisboa. O ponto alto é o encontro e manifestação no Marquês com a presença de activistas e políticos ingleses, franceses, espanhóis, alemães e portugueses, entre os quais o antigo deputado e dirigente anti-fascista, Mário Tomé. Todavia, a PAGAN esclarece que "não está envolvida em preparativos de acções violentas" e acrescenta que já transmitiu as suas intenções "às autoridades policiais, com as quais realizou uma reunião formal no passado dia 27 de Outubro".


Uma posição que não parece merecer o consenso dos militantes anarquistas, uma vez que muitos estão dispostos a usar a violência. Entre as muitas mensagens que circulam na Net, há quem faça ameaças como "quem morar por aqueles lados (Parque das Nações) deixe o carro bem longe". Ou quem garanta que já há manifestações violentas convocadas para o dia 19 através de redes sociais como o Facebook.


Certezas não há, como confirma o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, que garantiu ao i que "tudo vai depender da informação entre as diversas polícias europeias". No entanto, acrescentou o responsável, o perigo pode mesmo vir do país vizinho, onde terão sido detectados campos de treino paramilitar destinados a movimentos anarquistas. Relativamente a ameaças islâmicas, José Manuel Anes referiu que apesar da aparente calma no nosso país, o perigo é, mais uma vez, a possibilidade da vinda para Portugal de algum comando radical. E, nesse caso, alguns elementos islâmicos poderiam ver-se obrigados a colaborar com elementos de fora. Uma incógnita.


Novos especialistas A PSP multiplica-se em iniciativas que possam obviar os receios de um fim-de-semana violento em Lisboa. Hoje mesmo, 60 elementos do Corpo de Intervenção terminam o Curso de Ordem Pública, o que para a corporação é mais "uma importante fase da preparação para a Cimeira da NATO". Também hoje, a PSP promove um exercício com cenários hipotéticos para aferir a coordenação entre forças de segurança, forças armadas e serviços de protecção e socorro.


Alguns elementos das forças de segurança não estão descansados. Desde logo o local da Cimeira - Parque das Nações -, ideal para semear o pânico, uma vez que a maior parte dos edifícios estão revestidos a vidro. Ou, pior ainda, pelo menos no que diz respeito à intervenção policial, no centro de Lisboa. As ruas estreitas e a facilidade do "hit and run" (atirar e fugir).

Fonte: Jornal i 
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