segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Crónica de António Tadeia 14.11.2010

Gosto do futebol espanhol, da qualidade dos jogadores, da competência de alguns treinadores, do espectáculo montado à volta de uma actividade que move milhões de euros, enche muitos estádios e é um negócio rendível. Gosto do futebol espanhol até quando Mourinho manda o árbitro "à merda", Guardiola diz que pode imitá-lo, e Preciado afirma que Mou é "um canalha". Gosto destas animações, porque acredito que, entre eles, acabam por se entender, por se rir com o "show" que vão montando e por deitar para trás das costas as ofensas.


E tenho pena de não ver isto por cá, porque quando se diz que o futebol português precisa de ser discutido nos cafés à segunda-feira, tal não deveria ser conseguido à conta dos penáltis, mas das rivalidades entre emblemas.Dito isto, não acredito que quando André Villas-Boas defende Jorge Jesus das críticas que lhe foram dirigidas após as invenções do clássico, esteja a ser cínico ou corporativista. Está a ser justo com ele próprio, com o excelente trabalho que tem feito e com Jesus: por muito que se tenha espalhado, Jesus não pode ter passado de génio a asno. 


Do que Villas-Boas não necessitava era de (como no caso da "palhaçada", há meses) libertar a faceta espanhola sempre que se refere a jornalistas e comentadores: falou ontem de uma "insanidade de disparates". Se vejo alguém comprar uma briga, gosto que seja com alguém do mesmo tamanho. E Villas-Boas sabe que, na guerra com os jornalistas, ganha sempre. Esse não é o caminho.

O Jogo, António Tadeia, 14.11.2010 

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