Eu gosto de rankings, como este da prestigiada revista TIME, que destaca os 50 melhores sites de 2011. Entre eles poderemos ver uma vasta panóplia de sites para todos os gostos. Pessoalmente gosto, e muito de alguns como o Google + [rede social do Google, bem melhor que Twitter e Facebook], 8 tracks, Howcast, Turntable.fm, Dear Photograph [alguns dos meus posts aqui foram lá inspirados], o fabuloso Proust, [que já ajudou a saber umas coisas da minha familia Holandesa], o interessante Big Think, [que vale bem a pena uma leitura atenta], o indispensável Instapaper [na verdade uso o Read It Later], o ScienceDaily, DuckDuckGo, [um revivalismo do Google original, não se iludam com a aparência, é um belo motor de busca...], o "muito americano" Kickstarter, onde se coloca lá uma ideia a ver se aparecem investidores, LearnVest um site especializado na ajuda das finanças para as mulheres, que vai fazer furor entre... os homens. O muito útil
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Um Nobel sem escrúpulos
Um sinal, entre muitos, que ilustram a profunda crise moral da "civilização ocidental cristã", que os Estados Unidos da América afirmam representar, é fornecida com a notícia do assassinato de Osama Bin Laden. Além da rejeição que sentimos sobre o carácter e os métodos de luta, a natureza da operação realizada pelos Navy Seals, da Marinha dos Estados Unidos, é um acto de barbárie inominável perpetrada sob as ordens directas de um personagem que, com a sua conduta, desgraça a honra concedida pelo Parlamento norueguês para estabelecê-lo como Prémio Nobel da Paz em 2009.
De acordo com o estabelecido por Alfred Nobel em seu testamento que a distinção, lembre-se, era para ser concedida, "a pessoa que trabalha mais ou melhor para a fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes e que a exploração e promoção de processos de paz."
O louco que anunciou ao povo americano a morte do líder da Al-Qaeda, dizendo que "a justiça foi feita" é a perfeita antítese com os termos do Nobel. A operação de comando detém a menor semelhança com o devido processo, e jogando os restos mortais de sua vítima para o mar para esconder os vestígios do processo é o modos operando típico da máfia e do genocídio. O mínimo que o parlamento norueguês deve fazer é exigir a devolução do prémio.
Na operação macabra, encenada na periferia de Islamabad, há muitas questões que permanecem nas sombras, e a tendência do governo dos Estados Unidos para desinformar o público torna ainda mais suspeita esta operação. A Casa Branca, vítima de uma compulsão doente de mentir, (lembram-se da história de "armas de destruição em massa existentes no Iraque, ou o famigerado Relatório Warren, que decidiu que não houve conspiração no assassinato de Kennedy, a obra de" lobo solitário "Lee Harvey Oswald) nos obriga a tomar com pinças de cada uma das suas reivindicações. Bin Laden foi ou não morto? A vítima poderia ter sido outra pessoa? Onde estão as fotos, provas de que o falecido é Osama? Se o teste de DNA foi realizado, como foi obtido, onde estão os resultados e quem foram as testemunhas? Por que não o submeteu à apreciação pública, como o fez, sem ir mais longe, com os restos do Comandante Ernesto "Che" Guevara? e, como ele diz, Osama estava escondido em uma mansão transformada em uma fortaleza, como é possível que em uma batalha que durou quarenta minutos, os membros do comando dos EUA voltaram para a sua base, sem sofrer sequer um arranhão? Mas que fraca pontaria têm os defensores do fugitivo mais procurado do mundo, que é dito possuir um arsenal de armas letais de última geração. Quem estava com ele? De acordo com o comando da Casa Branca, foi morto bin Laden, o seu filho, dois outros homens em sua custódia e uma mulher que, dizem eles, foi abatida porque foi utilizada como escudo humano por um dos terroristas.
Também foi dito que duas pessoas haviam sido feridas em combate. Onde é que eles estão, o que fizeram com eles? Será que eles vão ser levados a julgamento, eles vão ter declarações a lançar luz sobre o que aconteceu, falando em uma conferência de imprensa para contar o que aconteceu? Então, parece que esta "façanha" vai ficar na história como um assassinato mafiosas operação Valentim ordenados por Al Capone para acabar com os chefes de gangues rivais.
Morte a Osama, que era uma ameaça. Ele sabia (ou sabe) demais, e é razoável supor que a última coisa que o governo dos EUA queria era ir a julgamento e deixá-lo falar. Este caso, tem provocado um escândalo de proporções enormes, a revelar as ligações da CIA, armas e dinheiro fornecidos pela Casa Branca, operações ilegais montadas por Washington, o negócio da família escuro com o lobby do petróleo dos EUA e especialmente com a família Bush, entre outras trivialidades. Em suma, uma testemunha que havia para reprimi-las ou sim, como Muamar Kadafi. O problema é que Osama é morto por jihadistas islâmicos torna-se um mártir para a causa, e desejo de vingança irá certamente aumentar a muitas células adormecidas da Al Qaeda para perpetuar atrocidades para vingar a morte de seu líder.
Mas que oportuna foi a morte de bin Laden. Numa área de importância crucial para a estratégia de dominação imperial, o assassinato de Bin Laden, Al Qaeda reinstala-se como centro do palco. Se alguma coisa neste momento é uma verdade incontestável é que esses distúrbios não estão a responder a qualquer motivação religiosa. As suas causas, os seus temas e formas de luta são, essencialmente, seculares e nenhum - de Tunísia para o Egipto, através da Líbia, Bahreim, Iêmen, Síria e Jordânia, os holofotes caíram sobre a Irmandade Muçulmana ou da Al Qaeda. O problema é o capitalismo e os efeitos devastadores das políticas neoliberais e os regimes despóticos que se instalaram nesses países e não as heresias do "infiel" Oeste. Mas o imperialismo dos EUA e seus seguidores na Europa que desejam, desde o início, para trazer estas revoltas, como resultado do mal do islamismo radical e a Al Qaeda, que não é verdade. Há um detalhe não anedótico que torna ainda mais imoral esta bravata americana: poucas horas depois de ser baleado, o cadáver do suposto Bin Laden foi atirado ao mar. Quem leu até aqui que escreva a palavra "fake" nos comentários. O mentiroso comunicado da Casa Branca disse que os seus restos mortais foram enterrados respeitando as tradições e os rituais islâmicos, mas não é verdade. Ritos funerários do Islão, para lavar o corpo, vestido com uma mortalha, para estabelecer uma cerimónia religiosa, que inclui orações e funeral e depois é só seguir para o enterro do defunto.
Pode-se especificar que o corpo deve ser depositado directamente no chão, apoiado em seu lado direito e o lado voltado para Meca. Como rapidamente tiveram que ser feitas para o combate, a recuperação do corpo, a identificação, recuperação do DNA, a transferência para um navio dos EUA, localizada a apenas cerca de 600 quilómetros do subúrbio de Islamabad, onde ocorreram as confrontações e, finalmente, navegar até o ponto onde o corpo foi atirado ao mar para observar os ritos do islão? Na verdade, o que foi feito foi morto e "desaparecido" uma pessoa, supostamente bin Laden, seguindo uma prática sinistra utilizado principalmente pela ditaduras genocidas. Um acto imoral que não só ofende as crenças muçulmanas, mas uma antiga tradição cultural do Ocidente, mesmo antes do cristianismo. Como testemunhou magistralmente Sófocles em Antígona, de privar um cadáver do seu túmulo por sua vez as paixões mais amargas. Aqueles que hoje deve estar queimando as células do fundamentalismo islâmico, ansioso para dar uma lição aos infiéis insultado o corpo e a memória de seu líder. Barack Obama acaba de dizer que após a morte de Osama Bin Laden, o mundo é um lugar mais seguro para viver. Ele está errado. A sua acção provavelmente não terá feito mais do que acordar um monstro, estava adormecido.
De acordo com o estabelecido por Alfred Nobel em seu testamento que a distinção, lembre-se, era para ser concedida, "a pessoa que trabalha mais ou melhor para a fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes e que a exploração e promoção de processos de paz."
O louco que anunciou ao povo americano a morte do líder da Al-Qaeda, dizendo que "a justiça foi feita" é a perfeita antítese com os termos do Nobel. A operação de comando detém a menor semelhança com o devido processo, e jogando os restos mortais de sua vítima para o mar para esconder os vestígios do processo é o modos operando típico da máfia e do genocídio. O mínimo que o parlamento norueguês deve fazer é exigir a devolução do prémio.
Na operação macabra, encenada na periferia de Islamabad, há muitas questões que permanecem nas sombras, e a tendência do governo dos Estados Unidos para desinformar o público torna ainda mais suspeita esta operação. A Casa Branca, vítima de uma compulsão doente de mentir, (lembram-se da história de "armas de destruição em massa existentes no Iraque, ou o famigerado Relatório Warren, que decidiu que não houve conspiração no assassinato de Kennedy, a obra de" lobo solitário "Lee Harvey Oswald) nos obriga a tomar com pinças de cada uma das suas reivindicações. Bin Laden foi ou não morto? A vítima poderia ter sido outra pessoa? Onde estão as fotos, provas de que o falecido é Osama? Se o teste de DNA foi realizado, como foi obtido, onde estão os resultados e quem foram as testemunhas? Por que não o submeteu à apreciação pública, como o fez, sem ir mais longe, com os restos do Comandante Ernesto "Che" Guevara? e, como ele diz, Osama estava escondido em uma mansão transformada em uma fortaleza, como é possível que em uma batalha que durou quarenta minutos, os membros do comando dos EUA voltaram para a sua base, sem sofrer sequer um arranhão? Mas que fraca pontaria têm os defensores do fugitivo mais procurado do mundo, que é dito possuir um arsenal de armas letais de última geração. Quem estava com ele? De acordo com o comando da Casa Branca, foi morto bin Laden, o seu filho, dois outros homens em sua custódia e uma mulher que, dizem eles, foi abatida porque foi utilizada como escudo humano por um dos terroristas.
Também foi dito que duas pessoas haviam sido feridas em combate. Onde é que eles estão, o que fizeram com eles? Será que eles vão ser levados a julgamento, eles vão ter declarações a lançar luz sobre o que aconteceu, falando em uma conferência de imprensa para contar o que aconteceu? Então, parece que esta "façanha" vai ficar na história como um assassinato mafiosas operação Valentim ordenados por Al Capone para acabar com os chefes de gangues rivais.
Morte a Osama, que era uma ameaça. Ele sabia (ou sabe) demais, e é razoável supor que a última coisa que o governo dos EUA queria era ir a julgamento e deixá-lo falar. Este caso, tem provocado um escândalo de proporções enormes, a revelar as ligações da CIA, armas e dinheiro fornecidos pela Casa Branca, operações ilegais montadas por Washington, o negócio da família escuro com o lobby do petróleo dos EUA e especialmente com a família Bush, entre outras trivialidades. Em suma, uma testemunha que havia para reprimi-las ou sim, como Muamar Kadafi. O problema é que Osama é morto por jihadistas islâmicos torna-se um mártir para a causa, e desejo de vingança irá certamente aumentar a muitas células adormecidas da Al Qaeda para perpetuar atrocidades para vingar a morte de seu líder.
Mas que oportuna foi a morte de bin Laden. Numa área de importância crucial para a estratégia de dominação imperial, o assassinato de Bin Laden, Al Qaeda reinstala-se como centro do palco. Se alguma coisa neste momento é uma verdade incontestável é que esses distúrbios não estão a responder a qualquer motivação religiosa. As suas causas, os seus temas e formas de luta são, essencialmente, seculares e nenhum - de Tunísia para o Egipto, através da Líbia, Bahreim, Iêmen, Síria e Jordânia, os holofotes caíram sobre a Irmandade Muçulmana ou da Al Qaeda. O problema é o capitalismo e os efeitos devastadores das políticas neoliberais e os regimes despóticos que se instalaram nesses países e não as heresias do "infiel" Oeste. Mas o imperialismo dos EUA e seus seguidores na Europa que desejam, desde o início, para trazer estas revoltas, como resultado do mal do islamismo radical e a Al Qaeda, que não é verdade. Há um detalhe não anedótico que torna ainda mais imoral esta bravata americana: poucas horas depois de ser baleado, o cadáver do suposto Bin Laden foi atirado ao mar. Quem leu até aqui que escreva a palavra "fake" nos comentários. O mentiroso comunicado da Casa Branca disse que os seus restos mortais foram enterrados respeitando as tradições e os rituais islâmicos, mas não é verdade. Ritos funerários do Islão, para lavar o corpo, vestido com uma mortalha, para estabelecer uma cerimónia religiosa, que inclui orações e funeral e depois é só seguir para o enterro do defunto.
Pode-se especificar que o corpo deve ser depositado directamente no chão, apoiado em seu lado direito e o lado voltado para Meca. Como rapidamente tiveram que ser feitas para o combate, a recuperação do corpo, a identificação, recuperação do DNA, a transferência para um navio dos EUA, localizada a apenas cerca de 600 quilómetros do subúrbio de Islamabad, onde ocorreram as confrontações e, finalmente, navegar até o ponto onde o corpo foi atirado ao mar para observar os ritos do islão? Na verdade, o que foi feito foi morto e "desaparecido" uma pessoa, supostamente bin Laden, seguindo uma prática sinistra utilizado principalmente pela ditaduras genocidas. Um acto imoral que não só ofende as crenças muçulmanas, mas uma antiga tradição cultural do Ocidente, mesmo antes do cristianismo. Como testemunhou magistralmente Sófocles em Antígona, de privar um cadáver do seu túmulo por sua vez as paixões mais amargas. Aqueles que hoje deve estar queimando as células do fundamentalismo islâmico, ansioso para dar uma lição aos infiéis insultado o corpo e a memória de seu líder. Barack Obama acaba de dizer que após a morte de Osama Bin Laden, o mundo é um lugar mais seguro para viver. Ele está errado. A sua acção provavelmente não terá feito mais do que acordar um monstro, estava adormecido.
O tempo dirá se isso é verdade ou não, mas há muitas razões para estar preocupado.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
You're doing it wrong, Obama!
- Mark Twain
Obviamente que me refiro à morte de Osama bin Laden [Link 1] e [Link 2].
Ao que parece a foto que foi posta a circular é fake, junte-se a isso um "enterro no Oceano Índico" e temos todas as condições para se perpetuar um mito. You're doing it wrong, Obama! Se verificarem, o NY Times não tem uma única referência a dizer que a foto que foi posta a circular, é "Photoshopada". You're doing it wrong NY Times!
Não é a 1ª vez que se anuncia a morte de Osamam bin Laden, já em 2001 os meios de comunicação social americanos, CNN, NY Times, Fox News, tinham anunciado a sua morte e também na altura houveram manifestações de regozijo. Benazir Butto também já tinha anunciado que, Osama bin Laden, tinha morrido [02:20m] apesar de o jornalista olimpicamente a ignorar.
Ao que parece a foto que foi posta a circular é fake, junte-se a isso um "enterro no Oceano Índico" e temos todas as condições para se perpetuar um mito. You're doing it wrong, Obama! Se verificarem, o NY Times não tem uma única referência a dizer que a foto que foi posta a circular, é "Photoshopada". You're doing it wrong NY Times!
Não é a 1ª vez que se anuncia a morte de Osamam bin Laden, já em 2001 os meios de comunicação social americanos, CNN, NY Times, Fox News, tinham anunciado a sua morte e também na altura houveram manifestações de regozijo. Benazir Butto também já tinha anunciado que, Osama bin Laden, tinha morrido [02:20m] apesar de o jornalista olimpicamente a ignorar.
A diferença, bem relevante, é que desta vez temos o líder mundial Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, a anunciar e assumir que é de facto "o homem mais odiado da América, após Adolf Hitler" que foi assassinado.
Eu sou adepto, confesso, das "Teorias da Conspiração". Adoro uma boa história por mais, ficcional que seja, que contradiga factos relevantes e socialmente aceites. Como é este caso. Não porque acredite nelas, não acredito, mas simplesmente porque as mesmas remetem-nos para uma realidade paralela, por vezes bem mais interessante. Não é este o caso, obviamente. Já nada deterá o curso da História: Este será o dia em que Osama bin Laden morreu.
E, mesmo assim, temos aqui todos os ingredientes para uma boa história, não tenham dúvidas.
You're doing it wrong Obama! But thank's anyway...
EDIT: Dica do meu amigo Márcio Guerra, da Bimbosfera. Para saber se uma foto é ou não "Photoshopada" siga este link http://errorlevelanalysis.com/ as partes mais claras geralmente indicam-nos que sim. Muito útil, sem dúvida.
EDIT: Dica do meu amigo Márcio Guerra, da Bimbosfera. Para saber se uma foto é ou não "Photoshopada" siga este link http://errorlevelanalysis.com/ as partes mais claras geralmente indicam-nos que sim. Muito útil, sem dúvida.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Portugal a Islândia e o FMI
Ainda a propósito deste artigo, deixo aqui um texto que me chegou por email, que reflecte a "necessidade" da ajuda do FMI a Portugal...
Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra. Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise. Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal. A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria. Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos. O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha. Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado. As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010. O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo. O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.
Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra. Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise. Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal. A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria. Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos. O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha. Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado. As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010. O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo. O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.
quinta-feira, 17 de março de 2011
St. Patrick's Day Parades, Black Church Are Both Anti-Gay
Irish and African-American lesbian, gay, bisexual, transgender and queer (LGBTQ) communities share a lot in common when it comes to being excluded from iconic institutions in their communities.
For LGBTQ African Americans, it's the Black Church, and for LGBTQ Irish, it's the St. Patrick's Day Parade.
St. Patrick's Day has rolled around again, and like previous March 17 celebrations nationwide, its LGBTQ communities are not invited. As a contentious and protracted argument for now over two decades, parade officials have a difficult time grasping the notion that being Irish and gay is also part of their heritage.
Unlike the Black Church, however -- that has and continues to throw the Bible at its LGBTQ community to justify their exclusionary practices -- the St. Patrick's Day parade committee uses the First Amendment, debating that they are constitutionally guaranteed freedoms of religion, speech and association, and the tenet separating church and state.
Whereas several cities and states are not gay-friendly, Boston is known to be. But to the surprise of its LGBTQ denizens, Boston's St. Patrick's Day parades have no gay revelers marching.
In 1994, Boston's St. Patrick's Day parade was cancelled over this issue. The state's highest court ruled that the parade organizers could not ban LGBTQ Irish-Americans from marching. But in a counter lawsuit, parade officials won, accusing LGBTQ Irish-Americans of violating their rights to free speech under the First Amendment.
Heterosexual Irish-Americans discriminating against their LGBTQ communities is so reminiscent, to me, of how straight African Americans discriminate against their queer communities, with both forgetting their similar struggles for acceptance.
In the not so distant past, Irish Americans were scoffed at for showing their Irish pride, and they were discriminated against for being both Catholic and ethnically Irish. As they immigrated to these shores tension rose. By the mid-19th century anti-Irish bigotry was blatantly showcased throughout our cities as businesses put up placards saying: "No Irish Need Apply." During the 1900s in New York City, for example, newsboys, found on every corner or on a regular newspaper route, were often children of immigrants, and fought fiercely with each other for these jobs. Italian and Jewish immigrant kids would mock Irish boys screaming, "No Irish need apply." And the song "No Irish Need Apply" captured the daily hardship Irish Americans confronted looking for work:
"I'm a decent boy just landed
From the town of Ballyfad;
I want a situation, yes,
And want it very bad.
I have seen employment advertised,
"It's just the thing," says I,
"But the dirty spalpeen ended with
'No Irish Need Apply.'"
And like my ancestors of the African diaspora, the Irish were once enslaved, a.k.a. "Indentured Servants," and bound for the Americas by the British. King James II and Charles I enslaved the Irish by selling 30,000 Irish prisoners as slaves, making Ireland, as with Africa, and a huge source of human livestock. The forced interbreeding of Irish females with African males was widespread on British plantations in the Caribbean and U.S. until it was outlawed in 1681, giving birth to anti-miscegenation laws.
As a matter of fact, the Irish didn't become "white" in America until they fully participated in the wave of anti-black violence that swept the country in the 1830s and 1840s, where unskilled Irish men competed with free African Americans for jobs.
So I ask, what would St. Patrick do in this situation?
He would unquestionably welcome Irish LGBTQ, especially in a parade named after him.
St. Patrick was a man who used his experience of struggle to effect change.
As a 5th century English missionary to Ireland, St. Patrick was born in 387 and died on March 17, 461 CE. He was taken prisoner by a group of Irish raiders attacking his family's estate that transported him to Ireland where he spent six years in captivity.
After six years as a prisoner, St. Patrick escaped, but returned to Ireland as a missionary to convert the Irish to Christianity. As a priest, he incorporated traditional Irish rituals rather than eradicating their native beliefs. St. Patrick used bonfires to celebrate Easter since the Irish honored their gods with fire, and he superimposed a sun, a powerful Irish symbol, onto the Christian cross to create what we now know as the Celtic cross.
Many parade officials may think they are honoring the St. Patrick's Day tradition by excluding its LGBTQ communities, but like the Black Church, they will only be dishonoring themselves.
And, truth be told, no one knows how to throw a party or put on a parade like the LGBTQ community.
Fonte: The Huffington Post
For LGBTQ African Americans, it's the Black Church, and for LGBTQ Irish, it's the St. Patrick's Day Parade.
St. Patrick's Day has rolled around again, and like previous March 17 celebrations nationwide, its LGBTQ communities are not invited. As a contentious and protracted argument for now over two decades, parade officials have a difficult time grasping the notion that being Irish and gay is also part of their heritage.
Unlike the Black Church, however -- that has and continues to throw the Bible at its LGBTQ community to justify their exclusionary practices -- the St. Patrick's Day parade committee uses the First Amendment, debating that they are constitutionally guaranteed freedoms of religion, speech and association, and the tenet separating church and state.
Whereas several cities and states are not gay-friendly, Boston is known to be. But to the surprise of its LGBTQ denizens, Boston's St. Patrick's Day parades have no gay revelers marching.
In 1994, Boston's St. Patrick's Day parade was cancelled over this issue. The state's highest court ruled that the parade organizers could not ban LGBTQ Irish-Americans from marching. But in a counter lawsuit, parade officials won, accusing LGBTQ Irish-Americans of violating their rights to free speech under the First Amendment.
Heterosexual Irish-Americans discriminating against their LGBTQ communities is so reminiscent, to me, of how straight African Americans discriminate against their queer communities, with both forgetting their similar struggles for acceptance.
In the not so distant past, Irish Americans were scoffed at for showing their Irish pride, and they were discriminated against for being both Catholic and ethnically Irish. As they immigrated to these shores tension rose. By the mid-19th century anti-Irish bigotry was blatantly showcased throughout our cities as businesses put up placards saying: "No Irish Need Apply." During the 1900s in New York City, for example, newsboys, found on every corner or on a regular newspaper route, were often children of immigrants, and fought fiercely with each other for these jobs. Italian and Jewish immigrant kids would mock Irish boys screaming, "No Irish need apply." And the song "No Irish Need Apply" captured the daily hardship Irish Americans confronted looking for work:
"I'm a decent boy just landed
From the town of Ballyfad;
I want a situation, yes,
And want it very bad.
I have seen employment advertised,
"It's just the thing," says I,
"But the dirty spalpeen ended with
'No Irish Need Apply.'"
And like my ancestors of the African diaspora, the Irish were once enslaved, a.k.a. "Indentured Servants," and bound for the Americas by the British. King James II and Charles I enslaved the Irish by selling 30,000 Irish prisoners as slaves, making Ireland, as with Africa, and a huge source of human livestock. The forced interbreeding of Irish females with African males was widespread on British plantations in the Caribbean and U.S. until it was outlawed in 1681, giving birth to anti-miscegenation laws.
As a matter of fact, the Irish didn't become "white" in America until they fully participated in the wave of anti-black violence that swept the country in the 1830s and 1840s, where unskilled Irish men competed with free African Americans for jobs.
So I ask, what would St. Patrick do in this situation?
He would unquestionably welcome Irish LGBTQ, especially in a parade named after him.
St. Patrick was a man who used his experience of struggle to effect change.
As a 5th century English missionary to Ireland, St. Patrick was born in 387 and died on March 17, 461 CE. He was taken prisoner by a group of Irish raiders attacking his family's estate that transported him to Ireland where he spent six years in captivity.
After six years as a prisoner, St. Patrick escaped, but returned to Ireland as a missionary to convert the Irish to Christianity. As a priest, he incorporated traditional Irish rituals rather than eradicating their native beliefs. St. Patrick used bonfires to celebrate Easter since the Irish honored their gods with fire, and he superimposed a sun, a powerful Irish symbol, onto the Christian cross to create what we now know as the Celtic cross.
Many parade officials may think they are honoring the St. Patrick's Day tradition by excluding its LGBTQ communities, but like the Black Church, they will only be dishonoring themselves.
And, truth be told, no one knows how to throw a party or put on a parade like the LGBTQ community.
Fonte: The Huffington Post
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Entrevista con un militante anarco-comunista en la Plaza Tahrir, El Cairo
Sem me ter apercebido, com o tempo, fui criando aqui umas regras na elaboração dos artigos. Quando rebentou o caso Wikileaks a blogosfera desatou a escrever artigos sobre Julien Assange (este nome é possivelmente o nome mais enjoativo que alguma vez ouvi). Possivelmente terei sido o único blog que não embarcou nessa overdose generalizada de "fugas de informação". Meus amigos, já antes tinha havido um garganta funda que deu bem mais que falar. Gostei, também, das teorias que afirmavam que a partilha de informação colocava em causa a segurança mundial. Reparem bem que não era no perpetrar de certos actos, alguns deles eu catalogava-os de atrocidades, que residia o problema, mas sim na sua divulgação. Um perfeito delírio colectivo.
Quando Carlos Castro foi assassinado por Renato Seabra recebi imensas visitas, directamente do Google, onde estas palavras figuravam na pesquisa. E eu nem uma só linha tinha escrito sobre este assunto. Não escrevi, nem fiz piadas, porque simplesmente são assuntos que nada acrescentam. Passei, portanto, mais uma vez ao largo do assunto mainstream.
Agora o que está a dar é o conflito no Egipto. Não sei porque carga de água, mas o Google continua a direccionar para aqui pesquisas que eu nem sequer abordei. Não abordei até agora, porque esta entrevista com um anarco-comunista deve ser lida com atenção, até porque, estes conflitos, estão a acontecer aqui tão perto...
Fica aqui um importante excerto:
Quando Carlos Castro foi assassinado por Renato Seabra recebi imensas visitas, directamente do Google, onde estas palavras figuravam na pesquisa. E eu nem uma só linha tinha escrito sobre este assunto. Não escrevi, nem fiz piadas, porque simplesmente são assuntos que nada acrescentam. Passei, portanto, mais uma vez ao largo do assunto mainstream.
Agora o que está a dar é o conflito no Egipto. Não sei porque carga de água, mas o Google continua a direccionar para aqui pesquisas que eu nem sequer abordei. Não abordei até agora, porque esta entrevista com um anarco-comunista deve ser lida com atenção, até porque, estes conflitos, estão a acontecer aqui tão perto...
Fica aqui um importante excerto:
¿Cuál es su nombre y a qué movimiento pertenece?
Soy Nidal Tahrir, de Bandera Negra, un pequeño grupo anarco-comunista de Egipto.
(...)
¿Qué cree que ocurriría la próxima semana? ¿Cómo afecta la posición adoptada por los EEUU la situación en Egipto?
Nadie sabe lo que ocurrirá mañana o la próxima semana. Mubarak es un necio, un idiota, y los medios egipcios están realizando la campaña más impresionante de toda la historia para detener las manifestaciones que se han planificado para este viernes 4 de Febrero. Están llamando a una nueva marcha de un millón de personas hacia Tahrir, la cual ha sido denominada el “Jumu’ah de la Salvación”. La posición adoptada por los EEUU nos afecta más que las manifestaciones. Mubarak es tan traidor, que es capaz de asesinar a todo el pueblo, pero es incapaz de decir “no” a sus amos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
“Mona Lisa é um homem”, dizem peritos italianos
A Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, não pára de intrigar. Desta vez, há quem defenda que quem se esconde por detrás do enigmático sorriso é um jovem que trabalhou como assistente do mestre do Renascimento. No final do ano passado, um grupo de investigadores revelou a descoberta de símbolos nunca vistos na pintura: Uma letra “L” num dos olhos; a letra “S” no outro, para além do número 72: “O 72, na tradição judia é o nome de Deus. 72 são os profetas e 72 os discípulos de Cristo no Novo Testamento”, refere o presidente do Comité italiano para a Valorização dos Bens Históricos. Segundo Silvano Vincente, autor desta tese, quem serviu de modelo a Mona Lisa foi Gian Giacomo Caprotti, conhecido como Salai, que terá tido com Da Vinci uma relação, dita, ambígua. Vincente defende que as letras “L” e “S” são as iniciais de Leonardo e Salai. Todas estas revelações deixam os peritos do Museu do Louvre, onde a pintura se encontra, bastante cépticos.
Fonte: euronews
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Thomas Noguchi. O médico legista dos famosos
Alguém consegue imaginar o cadáver de Marlyn Monroe, esta beleza aqui retratada? Eu não. E sou médico. E já vi muitos cadáveres. Quem não teve problema algum em o ver e autopsiar foi Thomas Noguchi, o também chamado de médico legista dos famosos, que editou um livro este fim de semana em Espanha "Cadáveres Exquisitos" (Editora Global Rhythm Press).
Nesse livro é publicada esta imagem que mostra a actriz no seu leito de morte após ter ingerido o poderoso Nembutol, do qual era consumidora habitual. Os primeiros resultados da autópsia feita por Noguchi alimentaram teorias da conspiração ao longo dos tempos: o estômago de Monroe estava vazio, o que pode querer dizer que as drogas foram injectadas. O médico japonês reportava também uma "pequena equimose no lado esquerdo da região lombar" que "poderia indiciar violência" e que "passou despercebida na investigação".
No livro, o médico legista conhecido pela sua indiscrição não poupa pormenores (nem sequer fotografias) das mortes polémicas dos famosos que lhe passaram pelas mãos. Robert Kennedy, Sharon Tate, William Holden, Natalie Wood e Janis Joplin são alguns deles.
Do homicídio de Sharon Tate, Neguchi escreveu "Nunca na minha carreira tinha visto tal crueldade" a propósito do cenário sangrento em que encontrou o cadáver da actriz Sharon Tate e de mais três pessoas brutalmente assassinadas pela seita de Charles Manson em 1969. "A vítima mais desoladora era Sharon Tate porque estava grávida. Jazia com as pernas dobradas sobre o estômago, como se tivesse tentado proteger o filho."
O polémico Thomas Noguchi, que agora tem 84 anos, revela que encontrou fuligem no cabelo de Robert Kennedy e que "o disparo foi feito a curta distância" levantando a possibilidade de existir outro atirador além de Sirhan Sirhan. Mais um bom argumento para quem gosta de teorias de conspiração.
As revelações sobre outras autópsias como a de Janis Joplin confirma o que já se sabia, a artista morreu de overdose de heroína, depois de consumir droga "mais pura do que aquela a que estava habituada". Já o actor William Holden tropeçou e bateu com a cabeça numa mesa depois de beber uma garrafa e meia de vodka. Bêbado, não se apercebeu que o golpe de 7 cm lhe causaria uma hemorragia fatal.
A primeira edição deste livro, que eu espero ler em breve, chegou às livrarias em 1987, mas somente agora foi traduzido para Castelhano.
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Google Art Project, uma espécie de Street View dos Museus
A Google é uma empresa da qual sou um verdadeiro fã. Desde a sua génese, o seu crescimento e a fase de maturação que fez poucas coisas de valor duvidoso, mas que já fez imensas de valor incomensurável. Uma das mais recentes, e de enorme relevo, é o Google Art Project. É um projecto executado em parceria com muitos museus de arte do mundo, e onde se pode fazer uma visita virtual, como por exemplo: Van Gogh Museum em Amsterdam, Museo Thyssen em Madrid (estive lá recentemente - é fabuloso), The State Tretyakov Gallery de Moscovo (espero visitar neste verão...), o Metropolitan Museum of Art New York City - onde estarei ainda este mês, e muito outros.
Uma visita que vale bem a pena desfrutar.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
השואה (*)
| ||||||
No sábado passado publiquei o artigo "Paris ocupada... segundo a perspectiva Nazi" que serve de ponte para o dia de hoje. Para quem ainda não sabe hoje comemora-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Porque tive familiares envolvidos directamente nesta tragédia, sei que o que se passou é verdade e nada do que se possa fazer ou dizer apagará da memória colectiva de um povo esta carnificina. Por isso é que já nem me consigo indignar de estudos como este da autoria de Díetfrid Krause-Vilmar, Historiador e cientista político, Ph.D em ciência política e educação, professor titular da Universidade de Kassel, Alemanha. Esta descrição do indivíduo faz todo o sentido, não se vá pensar que estamos a lidar com um "grupozeco" de Neonazis de vão de escada. Não é o caso, e esse é o nosso maior problema...
Inicialmente pensei em colocar aqui fotografias chocantes, como esta, com o intuito de alertar para este horrível acontecimento e que muitos tentam branquear, com as teorias de revisionismo ou negacionismo. Mas penso que uma mensagem de esperança e tolerância será mais correcta, embora menos chocante. E quem melhor do que as próprias vítimas para enviar essa mensagem? Não consigo imaginar o sofrimento atroz que muitos sofreram nas mãos tenebrosas dos Nazis, mas esta colecção de arte, criada pelos próprios prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, são um ponto de partida.
Sobre este assunto aconselho a leitura deste excelente post do meu muito urbano e atento amigo Miguel Lima do Tomo I, ou este fantástico artigo do estrondoso blog A Rua da Judiaria.
(*) Holocausto em Hebreu.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Uma carta épica dos Cleveland Browns para um Fã em 1974
Em Novembro de 1974, um fã dos Cleveland Browns, uma equipa de futebol americano, e portador de um bilhete de temporada enviou uma carta à equipa sobre a preocupação dele.
Os Cleveland Browns, ou mais especificamente, o seu conselho geral, enviou de volta uma resposta absolutamente épica.
Aqui estão as suas duas cartas...
Os Cleveland Browns, ou mais especificamente, o seu conselho geral, enviou de volta uma resposta absolutamente épica.
Aqui estão as suas duas cartas...
E aqui está a resposta dos Browns:
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domingo, 23 de janeiro de 2011
Ground Zero 1945 Pictures by Atomic Bomb Survivors
"Civilization is the process of reducing the infinite to the finite."
Por vezes utilizamos a frase feita de que "uma imagem vale mais do que mil palavras" e agora pode-se acrescentar "... e um desenho também..." Estes são alguns desenhos impressionantes dos sobreviventes da Bomba Atómica de Hiroshima e Nagasaki em 1945 - um massacre promovido pelos Estados Unidos da América e que redundou na rendição do Império do Japão.
YAMADA Ikue
A mother fled the flames with her child in her arms.
Year of Birth: 1933 \ Age at time of blast: 12 \ Age when image created: 41
KOJIRI Tsutomu
Picking up maggots that appeared in the wounds.
Year of Birth: 1940 \ Age at time of blast: 4 \ Age when image created: 34
KOJIRI Tsutomu
Shrine gate and the Hiroshima Dome.
Year of Birth: 1940 \ Age at time of blast: 4 \ Age when image created: 34
KANEMASU Hiroko
At Ninoshima Elementary School a moment after the blast.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 7 \ Age when image created: 37
FUJIMOTO Sachiko
A young pregnant woman and children fleeing near Koi.
Year of Birth: 1933 \ Age at time of blast: 11 \ Age when image created: 40
HARADA Haruo
Parachute and fireball of the bomb.
Year of Birth: 1935 \ Age at time of blast: 10 \ Age when image created: 40
ISHIBASHI Shinko
Heaped up corpses. Most people are dead with their eyes open.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 6 \ Age when image created: 35
Early Teens 13-15 Years
TAKUMEI Kasumi
Dead body of a U.S. POW tied to a bridge rail.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 45
MANO Katsuko
Soldiers cremating corpses on a galvanized iron sheet.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 44
TAKAHASHI Akihiro
Running away with a friend. My friend, whose feet were burned, crawled across the wooden bridge over Ota River.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 42
TASAKA Hajime
A severely burned mother and child asked passersby for water.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 45
TAKEDA Hatsue
Half-naked people running on a street, their hair burned and frizzled.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 44
TAKEDA Hatsue
Female students at Nukushina Elementary School. Scene from the window is the burning city of Hiroshima.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 44
ARIKI Ayako
Students at a relief station died calling for their mothers and fathers.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
ARIKI Ayako
Lines of survivors fleeing in silence at Ochigodao Peak.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
SUGA Yoko
People jumped into the river to escape the tremendous heat of the fire, and many drowned and were swept away.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
TAKUMEI Kasumi
Corpses piled up in a water tank.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 45
YOSHIMOTO Satoshi
Cremating family members.
Year of Birth: 1932 \ Age at time of blast: 13 \ Age when image created: 41
USAGAWA Yoshitaka
An infant clinging to its dead mother.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
YAMAMOTO Setsuko
Immediately after the explosion, I walked over the injured people to escape from a streetcar.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
IWAMOTO Atsuko
People walking along the river. Sergeant Fumoto. Corpses floating in the river.
Year of Birth: 1932 \ Age at time of blast: 13 \ Age when image created: 42
FUJIMOTO Jinichi
A child burned raw.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 44
YOSHIMOTO Satoshi
Cremating family members.
Year of Birth: 1932 \ Age at time of blast: 13 \ Age when image created: 41
ISHIKAWA Fumie
Dead pupils on the verandah of an elementary school. One dead boy was standing and leaning on an umbrella shelf.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 16 \ Age when image created: 46
YAMASHITA Masato
August 31: My younger brother who died vomiting blood. His nose was bleeding, and his hair had fallen out. There were small red spots all over his body.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 50
YAMADA Sumako
In a split second strange rings of lights spread over my head.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 49
YAMASHITA Masato
A sea of fire filled with the moans of people pinned under their collapsed houses.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 50
ISHIKAWA Fumie
Loading corpses on a hand-drawn cart.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 16 \ Age when image created: 46
SHUNK Scott
English translation of description is coming
Year of Birth: 1927 \ Age at time of blast: 18 \ Age when image created: 47
YAMASHITA Masato
Charred body of a four or five-year-old child pointing to the sky.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 49
TAKAKURA Akiko
A woman driven by unbearable thirst trying to catch black raindrops in her mouth.
Year of Birth: 1925 \ Age at time of blast: 19 \ Age when image created: 49

KIHARA Toshiko
As we fearfully crossed a railroad bridge, my two borthers and I saw bloated red, blue, green, and purple corpses floating.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 47
KIHARA Toshiko
People who died in the water tank. Suffering middle-school students. A horse in agony. A mother and child.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 47
KIHARA Toshiko
Swollen corpses turned blue, red and purple.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 47
Date of image depicted: 1945/8/8
MICHITSUJI Yoshiko
I ran toward my house through a sea of flames.
Year of Birth: 1925 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 49
YAMAGATA Yasuko
One day later: Corpses in a water tank. The charred body of a mother holding a baby, still standing as if in flight.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 46
IKEGAME Haruo
People fleeing toward Yoshijima airport. Their clothes were torn, and their bodies were burned red, their skin was peeling off and hanging down.
Year of Birth: 1925 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 50
Children Viewed by Adults
SUMIMOTO Sueko
Dead students about 14 or 15 years old in the river, and mothers calling their names.
Year of Birth: 1907 \ Age at time of blast: 37 \ Age when image created: 67
MUNEKIYO Eiichi
A child, covering himself with a futon, in front of a house which was burning down screaming "Mother, it's too hot!" / Approx. 1.3 kilometers from the hypocenter / August 6, 1945, around 11:00 a.m. / Eiichi Munekiyo
Year of Birth: 1912 \ Age at time of blast: 33 \ Age when image created: 62
TANIMINE Fusataro
A junior high school student was exposed to the bomb while demolishing buildings for a firebreak. He was taken home by his teacher. His skin had peeled off and hung down. He died that night.
Year of Birth: 1899 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 75
ARAKI Akira
His lower leg cut off, a junior high student cries, "Please help me."
Year of Birth: 1908 \ Age at time of blast: 37 \ Age when image created: 66
YAMANE Hisato
Corpses of young students in the the Shin-Ohashi Bridge area.
Year of Birth: 1907 \ Age at time of blast: 38 \ Age when image created: 68
MATSUMURO Kazuo
A mother looking for a place to cremate her dead child.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
ISHIZU Kazuhiro
Survivors burned over their whole bodies flee the city.
Year of Birth: 1908 \ Age at time of blast: 37 \ Age when image created: 66
TANIMOTO Hatsuto
Charred bodies of a parent and child whose gender could not be distinuished.
Year of Birth: 1904 \ Age at time of blast: 41 \ Age when image created: 71
INOUE Tadao
A boy around three-years-old, whose body was burned all over, eating a red tomato.
Year of Birth: 1909 \ Age at time of blast: 35 \ Age when image created: 64
ICHIDA Yuji
Dead? A mother holding her child. Nearby was a dead cow.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
KAWAKAMI Yoshizo
Survivors with white ointments applied to their burns. A child is trying to nurse at the breast of its severely injured mother.
Year of Birth: 1906 \ Age at time of blast: 39 \ Age when image created: 67
KIMURA Sadako
A fleeing schoolgirl.
Year of Birth: 1900 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 74
TAGUCHI Mitsuko
Charred body of a mother who died while trying to protect her child. Her hair stands on end.
Year of Birth: 1915 \ Age at time of blast: 30 \ Age when image created: 60
Overview of August 6, 1945
YAMABE Shoji
Ruins of a barber shop. A skelton remained sitting on a chair.
Year of Birth: 1903 \ Age at time of blast: 42 \ Age when image created: 71
MIYAJI Tomiko
Black rain started falling. Some drank water from a puddle. Others opened their mouths wide to catch the raindrops.
Year of Birth: 1911 \ Age at time of blast: 34 \ Age when image created: 64
YOKOYAMA Yoshihisa
Night scene of cremating the dead at the riverbed.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 62
NAKANO Kenichi
A hell-like city in a sea of fire.
Year of Birth: 1898 \ Age at time of blast: 47 \ Age when image created: 76
YOSHIDA Hiromu
A dead horse whose eyes were popped out by the explosion.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 31 \ Age when image created: 60
HORIKOSHI Susumu
Growing mushroom cloud, glittering silver under the mid-summer sun.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 6 \ Age when image created: 36
MATSUMURO Kazuo
A woman whose burned skin had peeled off and was hanging down.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
MURAKAMI Misako
Fleeing female students whose whole bodies were burned.
Year of Birth: 1900 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 75
TAMURA Shigemasa
In front of the Prefecture Hospital, people stood in a long line waiting for treatment for their burns. Treated with medicine that looked like white paint, they turned white all over. Everyone died asking for water.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 6 \ Age when image created: 36
MICHIDA Yoshie
Jumping into the river to escape the flames, people drowned.
Year of Birth: 1915 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 62
FUJISE Asako
Seen from Hijiyama Hill, the city was a bright red burning Hell.
Year of Birth: 1923 \ Age at time of blast: 22 \ Age when image created: 51
Homes Shielded from Conflagration
NAKANO Kenichi
There was one man still alive in the streetcar, and he asked for water.
Year of Birth: 1898 \ Age at time of blast: 47 \ Age when image created: 76
YAMASHITA Masao
Placing names on the injured before death at Honkawa Elementary School.
Year of Birth: 1909 \ Age at time of blast: 36 \ Age when image created: 66
KIYOYOSHI Goro
One hour after the explosion: From a hill on the outskirts, we looked out over the city engulfed in flames.
Year of Birth: 1897 \ Age at time of blast: 48 \ Age when image created: 76
KOBAYASHI Masao
They fled with their arms raised in front like a procession of ghosts.
Year of Birth: 1899 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 74
MATSUMURO Kazuo
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
Date of image depicted: 1945/8/6
HARA Yoshimi
Transferring the wounded to Otake by boat. Not enough care was provided, and nothing could be done under artillery fire by enemy planes.
Year of Birth: 1919 \ Age at time of blast: 26 \ Age when image created: 55
OGAWA Sagami
Corpses in the water tank were swollen and red while those around it were charred and shrunken.
Year of Birth: 1917 \ Age at time of blast: 28 \ Age when image created: 57
TAKAHARA Yoshio
My dead friends. They became bald. Their gums and fingertips bled, and they died.
Year of Birth: 1911 \ Age at time of blast: 34 \ Age when image created: 63

Olver Wendell Holmes
Por vezes utilizamos a frase feita de que "uma imagem vale mais do que mil palavras" e agora pode-se acrescentar "... e um desenho também..." Estes são alguns desenhos impressionantes dos sobreviventes da Bomba Atómica de Hiroshima e Nagasaki em 1945 - um massacre promovido pelos Estados Unidos da América e que redundou na rendição do Império do Japão.
YAMADA Ikue
A mother fled the flames with her child in her arms.
Year of Birth: 1933 \ Age at time of blast: 12 \ Age when image created: 41
KOJIRI Tsutomu
Picking up maggots that appeared in the wounds.
Year of Birth: 1940 \ Age at time of blast: 4 \ Age when image created: 34
KOJIRI Tsutomu
Shrine gate and the Hiroshima Dome.
Year of Birth: 1940 \ Age at time of blast: 4 \ Age when image created: 34
KANEMASU Hiroko
At Ninoshima Elementary School a moment after the blast.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 7 \ Age when image created: 37
FUJIMOTO Sachiko
A young pregnant woman and children fleeing near Koi.
Year of Birth: 1933 \ Age at time of blast: 11 \ Age when image created: 40
HARADA Haruo
Parachute and fireball of the bomb.
Year of Birth: 1935 \ Age at time of blast: 10 \ Age when image created: 40
ISHIBASHI Shinko
Heaped up corpses. Most people are dead with their eyes open.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 6 \ Age when image created: 35
Early Teens 13-15 Years
TAKUMEI Kasumi
Dead body of a U.S. POW tied to a bridge rail.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 45
MANO Katsuko
Soldiers cremating corpses on a galvanized iron sheet.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 44
TAKAHASHI Akihiro
Running away with a friend. My friend, whose feet were burned, crawled across the wooden bridge over Ota River.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 42
TASAKA Hajime
A severely burned mother and child asked passersby for water.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 45
TAKEDA Hatsue
Half-naked people running on a street, their hair burned and frizzled.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 44
TAKEDA Hatsue
Female students at Nukushina Elementary School. Scene from the window is the burning city of Hiroshima.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 44
ARIKI Ayako
Students at a relief station died calling for their mothers and fathers.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
ARIKI Ayako
Lines of survivors fleeing in silence at Ochigodao Peak.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
SUGA Yoko
People jumped into the river to escape the tremendous heat of the fire, and many drowned and were swept away.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
TAKUMEI Kasumi
Corpses piled up in a water tank.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 45
YOSHIMOTO Satoshi
Cremating family members.
Year of Birth: 1932 \ Age at time of blast: 13 \ Age when image created: 41
USAGAWA Yoshitaka
An infant clinging to its dead mother.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
YAMAMOTO Setsuko
Immediately after the explosion, I walked over the injured people to escape from a streetcar.
Year of Birth: 1931 \ Age at time of blast: 14 \ Age when image created: 43
IWAMOTO Atsuko
People walking along the river. Sergeant Fumoto. Corpses floating in the river.
Year of Birth: 1932 \ Age at time of blast: 13 \ Age when image created: 42
FUJIMOTO Jinichi
A child burned raw.
Year of Birth: 1930 \ Age at time of blast: 15 \ Age when image created: 44
YOSHIMOTO Satoshi
Cremating family members.
Year of Birth: 1932 \ Age at time of blast: 13 \ Age when image created: 41
ISHIKAWA Fumie
Dead pupils on the verandah of an elementary school. One dead boy was standing and leaning on an umbrella shelf.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 16 \ Age when image created: 46
YAMASHITA Masato
August 31: My younger brother who died vomiting blood. His nose was bleeding, and his hair had fallen out. There were small red spots all over his body.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 50
YAMADA Sumako
In a split second strange rings of lights spread over my head.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 49
YAMASHITA Masato
A sea of fire filled with the moans of people pinned under their collapsed houses.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 50
ISHIKAWA Fumie
Loading corpses on a hand-drawn cart.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 16 \ Age when image created: 46
SHUNK Scott
English translation of description is coming
Year of Birth: 1927 \ Age at time of blast: 18 \ Age when image created: 47
YAMASHITA Masato
Charred body of a four or five-year-old child pointing to the sky.
Year of Birth: 1924 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 49
TAKAKURA Akiko
A woman driven by unbearable thirst trying to catch black raindrops in her mouth.
Year of Birth: 1925 \ Age at time of blast: 19 \ Age when image created: 49

KIHARA Toshiko
As we fearfully crossed a railroad bridge, my two borthers and I saw bloated red, blue, green, and purple corpses floating.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 47
KIHARA Toshiko
People who died in the water tank. Suffering middle-school students. A horse in agony. A mother and child.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 47
KIHARA Toshiko
Swollen corpses turned blue, red and purple.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 47
Date of image depicted: 1945/8/8
MICHITSUJI Yoshiko
I ran toward my house through a sea of flames.
Year of Birth: 1925 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 49
YAMAGATA Yasuko
One day later: Corpses in a water tank. The charred body of a mother holding a baby, still standing as if in flight.
Year of Birth: 1928 \ Age at time of blast: 17 \ Age when image created: 46
IKEGAME Haruo
People fleeing toward Yoshijima airport. Their clothes were torn, and their bodies were burned red, their skin was peeling off and hanging down.
Year of Birth: 1925 \ Age at time of blast: 20 \ Age when image created: 50
Children Viewed by Adults
SUMIMOTO Sueko
Dead students about 14 or 15 years old in the river, and mothers calling their names.
Year of Birth: 1907 \ Age at time of blast: 37 \ Age when image created: 67
MUNEKIYO Eiichi
A child, covering himself with a futon, in front of a house which was burning down screaming "Mother, it's too hot!" / Approx. 1.3 kilometers from the hypocenter / August 6, 1945, around 11:00 a.m. / Eiichi Munekiyo
Year of Birth: 1912 \ Age at time of blast: 33 \ Age when image created: 62
TANIMINE Fusataro
A junior high school student was exposed to the bomb while demolishing buildings for a firebreak. He was taken home by his teacher. His skin had peeled off and hung down. He died that night.
Year of Birth: 1899 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 75
ARAKI Akira
His lower leg cut off, a junior high student cries, "Please help me."
Year of Birth: 1908 \ Age at time of blast: 37 \ Age when image created: 66
YAMANE Hisato
Corpses of young students in the the Shin-Ohashi Bridge area.
Year of Birth: 1907 \ Age at time of blast: 38 \ Age when image created: 68
MATSUMURO Kazuo
A mother looking for a place to cremate her dead child.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
ISHIZU Kazuhiro
Survivors burned over their whole bodies flee the city.
Year of Birth: 1908 \ Age at time of blast: 37 \ Age when image created: 66
TANIMOTO Hatsuto
Charred bodies of a parent and child whose gender could not be distinuished.
Year of Birth: 1904 \ Age at time of blast: 41 \ Age when image created: 71
INOUE Tadao
A boy around three-years-old, whose body was burned all over, eating a red tomato.
Year of Birth: 1909 \ Age at time of blast: 35 \ Age when image created: 64
ICHIDA Yuji
Dead? A mother holding her child. Nearby was a dead cow.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
KAWAKAMI Yoshizo
Survivors with white ointments applied to their burns. A child is trying to nurse at the breast of its severely injured mother.
Year of Birth: 1906 \ Age at time of blast: 39 \ Age when image created: 67
KIMURA Sadako
A fleeing schoolgirl.
Year of Birth: 1900 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 74
TAGUCHI Mitsuko
Charred body of a mother who died while trying to protect her child. Her hair stands on end.
Year of Birth: 1915 \ Age at time of blast: 30 \ Age when image created: 60
Overview of August 6, 1945
YAMABE Shoji
Ruins of a barber shop. A skelton remained sitting on a chair.
Year of Birth: 1903 \ Age at time of blast: 42 \ Age when image created: 71
MIYAJI Tomiko
Black rain started falling. Some drank water from a puddle. Others opened their mouths wide to catch the raindrops.
Year of Birth: 1911 \ Age at time of blast: 34 \ Age when image created: 64
YOKOYAMA Yoshihisa
Night scene of cremating the dead at the riverbed.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 62
NAKANO Kenichi
A hell-like city in a sea of fire.
Year of Birth: 1898 \ Age at time of blast: 47 \ Age when image created: 76
YOSHIDA Hiromu
A dead horse whose eyes were popped out by the explosion.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 31 \ Age when image created: 60
HORIKOSHI Susumu
Growing mushroom cloud, glittering silver under the mid-summer sun.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 6 \ Age when image created: 36
MATSUMURO Kazuo
A woman whose burned skin had peeled off and was hanging down.
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
MURAKAMI Misako
Fleeing female students whose whole bodies were burned.
Year of Birth: 1900 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 75
TAMURA Shigemasa
In front of the Prefecture Hospital, people stood in a long line waiting for treatment for their burns. Treated with medicine that looked like white paint, they turned white all over. Everyone died asking for water.
Year of Birth: 1938 \ Age at time of blast: 6 \ Age when image created: 36
MICHIDA Yoshie
Jumping into the river to escape the flames, people drowned.
Year of Birth: 1915 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 62
FUJISE Asako
Seen from Hijiyama Hill, the city was a bright red burning Hell.
Year of Birth: 1923 \ Age at time of blast: 22 \ Age when image created: 51
Homes Shielded from Conflagration
NAKANO Kenichi
There was one man still alive in the streetcar, and he asked for water.
Year of Birth: 1898 \ Age at time of blast: 47 \ Age when image created: 76
YAMASHITA Masao
Placing names on the injured before death at Honkawa Elementary School.
Year of Birth: 1909 \ Age at time of blast: 36 \ Age when image created: 66
KIYOYOSHI Goro
One hour after the explosion: From a hill on the outskirts, we looked out over the city engulfed in flames.
Year of Birth: 1897 \ Age at time of blast: 48 \ Age when image created: 76
KOBAYASHI Masao
They fled with their arms raised in front like a procession of ghosts.
Year of Birth: 1899 \ Age at time of blast: 45 \ Age when image created: 74
MATSUMURO Kazuo
Year of Birth: 1913 \ Age at time of blast: 32 \ Age when image created: 61
Date of image depicted: 1945/8/6
HARA Yoshimi
Transferring the wounded to Otake by boat. Not enough care was provided, and nothing could be done under artillery fire by enemy planes.
Year of Birth: 1919 \ Age at time of blast: 26 \ Age when image created: 55
OGAWA Sagami
Corpses in the water tank were swollen and red while those around it were charred and shrunken.
Year of Birth: 1917 \ Age at time of blast: 28 \ Age when image created: 57
TAKAHARA Yoshio
My dead friends. They became bald. Their gums and fingertips bled, and they died.
Year of Birth: 1911 \ Age at time of blast: 34 \ Age when image created: 63
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