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sábado, 24 de setembro de 2011

Clássico em notas

1. Como muitas outras coisas, este clássico já não é o que era. A emoção foi quase nula e estou em crer que o facto das equipas não terem portugueses, é um "pormaior". No fundo quase que não há rivalidade entre os jogadores.

2. Estas são consideradas as 2 equipas mais fortes desta edição da Liga Portuguesa. Este facto por si só diz muito do fraco futebol português. E relembra-me porque deixei de acompanhar estes jogos como dantes o fazia.

3. O Cardozo tem um vasto currículum de agressões, mas desta feita não vejo nada de especial no lance que os portistas reclamam. O Fucile tem tanto de bom jogador como de fiteiro. "Nel culo?" Ó Fucile pelo menos escondias o sorriso pá!

4. O Vítor Pereria, com as substituições que fez, dá-me mais argumentos para achar que está, ainda, muito verde para ocupar o cargo de Treinador de um clube de dimensão europeia como é o FC Porto.

5. Jorge Jesus, assumindo que o empate é bom, acaba por demonstrar que acreditava pouco numa vitória no dragão. Eu pergunto, se não é agora que o Benfica se impõem, quando se nota as dificuldades deste FCP, quando será? E já agora aquelas palavras para o A. Pereira eram escusadas.

6. Hulk é de facto o melhor jogador da liga. mesmo a 20, 47% está a léguas de todos os outros.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Jorge Jesus, após o jogo com o Vitória: "Bring me that ass!"

É que não encontro melhor definição para o que se passou no jogo entre o SLB vs Vitória.

 

O campeonato este ano promete ser renhido, o FCP já leva uns quantos jogos de benefício em relação à concorrência, um pouco mais à frente (3 jogos em 4) está o Benfica. Prometedor, sem dúvida...

PS: e a Briosa se vencer hoje, como espero, "cola-se" aos da frente.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Getafe prepara-se para dominar o futebol espanhol

Parecendo que não é mesmo assim que se começa, com boas campanhas de marketing. Apesar de eu achar que a falta de adeptos vai mesmo impedir o crescimento do Getafe.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Bancada de Imprensa: 2ª temporada

Por uma estranha, mas agradável, coincidência este post sobre Stanley Kubric, foi colocado aqui no blog exactamente 1 ano após o 1º post ter inaugurado este espaço. Entretanto muita coisa se passou, tanto em números [379 artigos publicados com 520 comentários, o que para mim até são números bem agradáveis] como na forma como vejo esta forma de comunicação. Penso que isso se notou com o evoluir dos tempos, a paciência para os asnos desta vida (ia escrever Arnés...) foi-se esgotando até chegar ao ponto de entregar o assunto às autoridades competentes. Sim, teve de ser, o tipo andava a ligar para o meu local de trabalho e importunava as pessoas. Não a mim, que nunca o conseguiu e talvez por isso tenha enveredado por essa via.

Por isso Arnés, escusas de ligar a chatear a malta, todos os meus pacientes têm o contacto directo do meu gabinete, e muitos deles sendo pessoas simples sabem fazer uso, e muito bem, desta pequena regalia. Dificilmente voltarás a driblar a vigilância apertada que foi montada.

Mas também tive excelentes surpresas e acabei por conhecer algumas pessoas que tornam esta experiência muito agradável. Não vale a pena dizer quem são, até porque já aqui os enunciei muitas vezes, e porque, acima de tudo, vocês sabem quem são.

Dito isto vamos ao que interessa. Como sabem o blog sempre teve uma orientação futebolística muito acentuada, e isso não vai mudar. Com o início da época à porta, o Benfica faz hoje o 1º jogo oficial da temporada, os próximos posts vão ser sobre a análise das equipas que mais interesse me suscitam e também sobra a bela arte da adivinhação. 

Sim, vou dar uma de Zandinga e vou "anunciar" quem vai ser o próximo campeão, 2º, 3º e 4º classificado, quem desce de divisão e o vencedor da Taça e Supertaça.

É esperar para ver.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Palavra do dia: cambadela

cambadela (é)

(cambar + -dela)
s. f.
1. Acto! ou efeito de cambar.
2. Náut. Manobra de mudança de bordo.
3. Movimento ou golpe da perna ou pé para derrubar alguém. = cambapé, rasteira
4. Cambalhota.


A propósito disto

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Javi Martínez en Athletic hasta 2015



"Esta tarde anunciaré una sorpresa muy agradable para mí... Y espero que para todos vosotros", ha escrito el futbolista esta mañana en su cuenta personal de Twitter. 

Apesar de ter somente 22 anos, o campeão do mundo Javi Martinez leva já uma grande carreira no Athletic: em cinco temporadas somou 195 partidas e marcou 23 golos. Não é para qualquer um.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FC Porto vs SC Braga. A final justa e merecida, mas inesperada


Já todos sabemos que "humildade", entre outras coisas, é uma palavra desconhecida para alguns jornalistas(?) da BenficaTV. Um exemplo perfeito é este aqui documentado, onde se pede aos adeptos Benfiquistas que telefonem para ganhar um bilhete para ver o Benfica em Dublin. Vá lá que não é um número de valor acrescentado

O autor desta ideia possivelmente inspirou-se numa outra, de Tom Schulman, o argumentista de "O clube dos Poetas Mortos", quando Robin Williams "[John Keating"] diz para Gale Hansen ["Charlie Dalton" ou "Nuwanda"]:

"Um telefonema de Deus? Se fosse a cobrar no destino, isso sim, seria ousado!" 

Time Lapse: Real Madrid vs Barcelona


Champions timelapse from Luis Caldevilla on Vimeo.

Time Lapse é uma fantástica técnica fotográfica onde o atractivo é a noção de passagem do tempo. Este trabalho é do fotógrafo Luis Caldevilla que utilizou de 4 câmeras e 50 mil fotos para montar um vídeo de 02 minutos e 38 segundos.

O efeito final é verdadeiramente espantoso.

sábado, 30 de abril de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Venlo contrata um "jogador" de ... 18 meses, baseado num vídeo



O inglês Stanley Matthews assinou o primeiro contrato profissional com o Stoke City aos 17 anos. Pelé foi atraído para os escalões da formação do Santos com 15 anos, e com dez anos Maradona destacou-se como uma estrela à vista de um olheiro do Argentinos Juniors. Messi, o melhor jogador do mundo da actualidade, mudou-se de um clube de bairro para o Newell''s Old Boys com apenas oito anos, antes de rumar à Catalunha numa altura em que tinha apenas 13 anos.

O modelo de negócio no futebol actual assim obriga. Hoje em dia, os clubes não podem esperar que os talentos sejam formados por outros para depois serem obrigados a gastar milhões de euros que não têm para contar com os melhores jogadores do mundo. Em Portugal, os grandes da formação não são excepção. O número de estrangeiros é cada vez maior porque Sporting, Benfica e FC Porto não têm capacidade financeira para lutar contra os tubarões da Europa pelos jovens talentos. Ontem, o FC Porto foi campeão nacional de juniores e o ganês Christian Atsu foi uma das referências. Em Março de 2005, foi o Sporting a dar um passo a pensar no futuro com a contratação de um romeno de dez anos, chamado Cristian Ponde, que jogava no Olhanense. Cada vez mais, a máxima reinante baseava-se na juventude, na margem de progressão e no magnífico retorno que o jogador pode dar no futuro.

O passo seguinte foram as redes sociais e os vídeos no YouTube. Os holandeses do Venlo (17.º e penúltimo classificado do campeonato holandês) bateram todos os recordes e esperam agora que tenham um novo Messi na sua formação. Para já, o argentino e a nova estrela da formação do Venlo, Baerke van der Meij, têm uma coisa em comum: chegaram numa altura em que ainda eram pequenos. Van der Meij, contudo, tem uma desculpa: só tem 18 meses.

O processo de recruta foi muito simples. O pai da criança decidiu pôr um vídeo de algumas habilidades do rebento na internet. Nele, pode ver-se Baerke a chutar com o pé direito uma bola para dentro de uma caixa de brinquedos. A partir daí, as duas partes chegaram a um acordo de dez anos e tudo indica que o jogador tenha sido representado pelo pai. A duração do contrato foi considerada simbólica, mas ainda assim o Venlo emitiu um comunicado: "A posição favorita do jovem ainda não foi determinada, mas estamos seguros em afirmar que se trata de um jogador destro com uma excelente técnica de remate, perseverança e, mais importante que tudo, tem os genes de futebolista por causa do avô [que também terá sido jogador]."

A acção poderá limitar-se a uma estratégia de marketing, mas o vídeo chega para impressionar alguns.

Fonte: Jornal i 

FC Porto nas asas de Falcao

E tenho aqui mais uma meia dúzia de frases feitas, que ilustram na perfeição o espectacular jogo portista de ontem:

"FC Porto é um rolo compressor"
"FC Porto de submarino para Dublin"
"FC Porto carimba o passaporte para Dublin"
"Banho de bola no Dragão"
"FC Porto demolidor esmaga o Villareal"
"FC Porto: com Hulk e Falcão se ganha o milhão"
"FC Porto faz história"
"O Tsunami Falcao coloca FC Porto na Final"
"FC Porto afunda submarino amarelo"
"Em Dublin também se fala Português"

ou o meu favorito:

"Torpedo certeiro"

PS: eu sei, falhei nos resultados, mas acertei nos vencedores. Continuo a acreditar piamente na dactilomancia

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dactilomancia

dactilomancia
(dactilo- + -mancia)
s. f.
Arte de adivinhar por meio dos dedos.

O meu palpite, podem apostar que eu não falho - isto é uma ciência certa: Benfica ganha 2-0; Porto ganha 1-0. Pronto já está.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Jorge Jesus, o esplendoroso

«Os jogadores do Benfica quando vão a qualquer jogo sabem ao pormenor sobre o que vamos fazer. Até sabem a marca do perfume dos jogadores adversários.»

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Boxadrez é o que está a dar!

A modalidade tem pouco mais de três anos, mas o duelo entre a força e o raciocínio está na moda. Londres rendeu-se e agora não quer outra coisa...

Esqueça o socialmente correcto. Se um adversário lhe ficar com o bispo durante um jogo de xadrez é perfeitamente legítimo que pense: "Raios! Daqui a dois minutos já te dou um murro no queixo!" A não ser, claro, que na próxima jogada ouça da boca meio ensanguenta do seu adversário um "xeque-mate". Aí já não há nada a fazer. Vai ter de refrear os ânimos e aceitar a derrota. A modalidade que tem tudo para agradar aos Rockys e aos Einsteins deste mundo pulou da banda-desenhada para a vida real.

Primeiro a luz fica mais fraca, até a sala se transformar numa espécie de clube nocturno. O ringue permanece misteriosamente iluminado e quando a campainha toca os dois pugilistas sentam-se à mesa e põem os auscultadores. Ignore o facto de os dois homens estarem de calções e tronco nu. O primeiro assalto podia ser para nerds com óculos fundo de garrafa e camisa abotoada até ao pescoço. Os mais desconfiados vão achar que se trata de uma cena para "Os Apanhados", mas só até ao próximo round. Depois do primeiro gancho a brincadeira fica séria. Não é boxe, não é xadrez. É boxe-xadrez (ou boxadrez). A modalidade é relativamente recente, mas já conquistou a Europa e, imagine-se, até virou moda em Londres, palco dos grandes torneios mundiais.

 
Regras


Se pretende aventurar-se no boxe-xadrez, saiba que não basta ter a pujança física de um Mike Tyson ou a mente brilhante de Garry Kasparov. Tem de ser um pouco dos dois. Uma espécie de "Tysarov". A modalidade consiste em 11 assaltos alternados de boxe e xadrez. Primeiro joga-se uma partida de xadrez durante quatro minutos, depois três minutos de boxe, e assim sucessivamente. Há um intervalo de um minuto entre as rondas, e ganha quem fizer primeiro xeque-mate (jogada que põe fim à partida do tabuleiro) ou então quem deixar o adversário KO. (knockout). Se no fim dos 11 assaltos o jogo estiver empatado, vence quem tiver arrecadado mais pontos no boxe. Caso ainda exista uma igualdade, ganha o adversário que jogou com as peças pretas.


Origem

Amesterdão foi a primeira cidade a receber um Campeonato do Mundo de boxe-xadrez, em 2003. O artista holandês Lepe Rubingh inspirou-se na banda-desenhada do cartoonista Enki Bilal, e deu vida a um conceito que já existia na ficção francesa desde 1992. Rubingh achou que a modalidade descrita no livro - uma luta de boxe seguida de uma partida de xadrez - era impraticável e decidiu promover uma competição com assaltos alternados. Desde aí, o boxe-xadrez tem atraído centenas de profissionais na Europa. "A luta é feita no ringue e as guerras são travadas no tabuleiro", é este o mote da Organização Mundial de Boxe-Xadrez, que já conta com clubes oficiais em Berlim, Londres, Sófia (Bulgária) e Los Angeles. Correcção, clubes intelectuais de luta, como são conhecidos. Ao contrário do que se possa imaginar, os adeptos da modalidade defendem que a dinâmica do boxe e do xadrez não são assim tão desiguais. O conceito da disputa é basicamente o mesmo: protecção e ataque. A diferença reside no local onde são travados.

Fonte: Jornal i

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Leões e Ratos

Palavras para quê, está aqui tudo explicado [lá e cá, também...] 

"Insólito: perdem o campeonato e estão contentes."  

"O Barça foi um leão, o Real Madrid, um rato." 


A realidade e a ficção são muitas vezes misturadas no futebol, mas convém atender aos factos para não nos distrairmos. No sábado disputou-se o primeiro dos quatro jogos que colocarão Real Madrid e Barcelona frente-a-frente num prazo de três semanas. O empate a um golo mantém a equipa catalã com uma vantagem de oito pontos, a seis jornadas do final da Liga. Após o encontro, no Santiago Bernabéu, ficou quase certa a vitória do Barcelona no campeonato. São os dados que ficaram do jogo, pura estatística, como a impressionante diferença de posse de bola entre as duas equipas (72% Barca, 28%, Real Madrid) e a desvantagem numérica da equipa de Mourinho, com a expulsão de Albiol, após a grande penalidade que cometeu sobre Villa.

O que aconteceu no Santiago Bernabéu deveria significar séria preocupação para o Real Madrid e seus adeptos. No entanto, por razões inexplicáveis, os fãs ficaram satisfeitos com o empate que ofereceu o título de campeão ao Barça. A maior parte dos madridistas e dos jornalistas considerou um êxito o que, de facto, foi uma decepção. É verdade que a equipa teve mérito em superar o afastamento de Albiol e chegar ao empate com uma demonstração do épico velho alento do Real. Tem sido sempre assim e assim continuará , sempre e sempre.

Para além do épico episódio, ajudou a entrada de Özil, na última meia hora. Colocar Özil no banco - uma das sensações da temporada e talvez o jogador mais admirado pelos adeptos - significa a mesma coisa que prescindir de Zidane no auge de sua carreira em Madrid e colocar no seu lugar um central. E isto é o que Mourinho fez, ao colocar Pepe no meio-campo retirando a titularidade a Özil. Noutros tempos, o Bernabéu teria explodido de raiva. Teria chamado o treinador de cobarde, acusando-o de trair a história do Real, apavorando-se ante o Barça. Mas algo mudou na psique colectiva dos madridistas, como ontem explicou o jornalista Roberto Palomar, na última página do diário Marca: "Insólito: perdem o campeonato e estão contentes."

Na conferência de imprensa, após o jogo, José Mourinho, reiterou o seu discurso cansado, novamente designando o árbitro responsável pelos problemas do Real. É um discurso de voo curto, que vende bem aos adeptos angustiados. Nem sequer incidiu sobre o mérito da sua equipa na meia hora final, até porque esse mérito se ficou a dever em grande parte ao erro do treinador no onze inicial. Sem Özil, o Real não deu dois passes seguidos. Faltou-lhe um grau mínimo de criatividade para surpreender o Barcelona. Foi uma concessão sem precedentes, que permitiu ao líder um jogo confortável . Como referi: 72% de posse de bola, uma terrível percentagem quando esta se verifica na equipa que melhor manobra o jogo no futebol mundial.

Através de Mourinho e do seu discurso foi criado falso discurso: o Real Madrid não pode jogar de igual para igual com o Barça. Falamos do clube com o maior orçamento do mundo, de uma equipa que tem recebido nas últimas temporadas jogadores que valem mais de 400 milhões de euros, que tem dois Bolas de Ouro, cinco campeões mundiais e abundante número de estrelas da Argentina, Alemanha e Brasil. Nunca na sua história, o Real teve melhor plantel, mas entrou num fatalismo inacreditável que leva a pensar que a única forma de se impor ao Barça é renunciar à história e comportar-se como uma equipa pequena.

Esta ideia de um Real diminuído reflecte a volta radical que sofreu o futebol espanhol. Guardiola disse há algum tempo, antes de se tornar treinador, que os jogadores do Barça saíam felizes quando empatavam no Santiago Bernabeu. "Empatámos no meu primeiro jogo em Madrid. Lembro-me de olhar para o rosto de Michel. Estava amargurado como uma fera ferida, com o resultado", comentou então o actual técnico do Barça. Vinte anos depois, os jogadores do Real e os adeptos celebraram como uma vitória um resultado que deu o campeonato ao seu grande rival. Assumem que esta é a melhor forma de enfrentar a final da Taça em Espanha e as meias-finais da Liga dos Campeões. E defendem esta perversão histórica com tal força, que consideram antimadridista quem se atreva a questionar essa imagem tão distante do que significou historicamente o Real. Até que aparece Alfredo Di Stéfano, o mito por excelência do Real Madrid, e que titulou assim o seu artigo semanal na Marca: "O Barça foi um leão, o Real Madrid, um rato." É esta a história.

Opinião de Santiago Segurola (link)

João Moutinho, és mesmo pequeninho...

No post anterior falei de Moutinho, mas faltou algo na minha argumentação... Faltou paixão, faltou vontade de deitar cá para fora o que me ia na alma, faltou muita coisa, faltou, principalmente ser Sportinguista. Assim sendo, cá vai a posta de pescada bem esgalhada:

Caro João,
quem diria que, passado quase um ano da tua saída do Sporting, estaria a escrever-te. E o que me leva a escrever-te, perguntarás tu.
É coisa pouca, garanto-te. E fácil de resumir.

Desde que foste lançado na primeira equipa do Sporting, habituei-me a ler e a ouvir dizer que, em campo, compensavas em entrega e em carácter o facto de seres meia leca. Passei, também eu, a apreciar essas qualidades, enquanto te assumia como um dos símbolos do meu clube.
Saíste, da forma que saíste, e, ainda assim, tive imensa dificuldade em apontar-te o dedo.
Felizmente, no domingo, tiveste uma atitude que me ajudou a dissipar dúvidas: a forma como festejaste o segundo golo do Porto, correndo histericamente pelo campo como se tivesses conseguido vingar a tua honra, fez-te descer mais baixo do que uma maçã podre esborrachada no asfalto.
Não porque não tenhas direito a festejar os golos da tua nova equipa, antes porque revelaste uma pequenez de espírito que te torna incapaz de respeitar o clube e os adeptos que te ajudaram a crescer. Pouco (em todos os sentidos), está visto.

Na tua cabeça até podia pairar a figura do Bettencourt, do Costinha ou de quem tu quiseres, mas, para todos os efeitos, aquele teu histerismo foi um soco no Sportinguismo. Um soco cobarde, diria mesmo, depois de ter-te visto bem encolhidinho em Alvalade, na primeira volta e, agora, todo pimpão junto aos teus novos amigos.
Aproveito, assim, para dar-te os parabéns. Não por uma conquista desportiva, mas por teres conseguido entrar para a lista de pilas pequenas e caracter ainda mais curto, onde cabem outros artistas como o Palmilhas Martins ou o Pai da Mariana.


Gamado do Cacifo do Paulinho, possivelmente o melhor blog de bola português. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uracrasia

uracrasia
(uro- + acrasia)
s. f.
Med. Incontinência de urina.

[Ok, é mais incontinência verbal. Parecendo que não, o FC Porto perde mais do que ganha com o constante achincalhar do adversário. Acho eu.] 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Palavra do dia: haríolo

haríolo
(latim hariolus, -i)
s. m.
Pessoa que diz adivinhar ou predizer. = adivinho, profeta

[recordando isto]
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