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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Melhores do que os melhores do mundo...

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... pelo menos na noite de ontem.

Nuestros hermanos até poderiam estar pouco motivados para o jogo, como referiu Dom Vicente del Bosque - e nós sabemos o que isso é porque no último jogo éramos nós que estávamos na mesma situação...


O resultado de 4 a 0 até foi lisonjeiro, se Nani não tivesse cabeceado esta bola, estaríamos neste momento a falar de um resultado irrepetível. Já que falo em Nani, já viram como ele cresceu? E aquela ala direita com João Pereira funcionou de forma irrepreensível... quando Bosingwa estiver em forma será practicamente imbatível.
O flamenco até pode ser Património da Humanidade, mas ontem foi dia de dançar kizomba/zouk com o novo príncipe perfeito português, Nani de seu nome. Sim porque Rei incontestável é Cristiano Ronaldo...

Portugal - Espanha, 4-0

Estádio da Luz

Relvado em bom estado

Espectadores 35 mil

Árbitro Antony Gautier (França)

Golos

1-0 Carlos Martins 45'

2-0 Hélder Postiga 49'

3-0 Hélder Postiga 68'

4-0 Hugo Almeida 90'+3'

Portugal

Eduardo (Rui Patrício, 46), João Pereira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho (Pepe, 46), Bosingwa, Raul Meireles, João Moutinho, Carlos Martins (Manuel Fernandes, 63), Nani (Paulo Machado, 88), Cristiano Ronaldo (Danny, 46) e Hélder Postiga (Hugo Almeida, 76).

Treinador paulo Bento

(Suplentes: Rui Patrício, Pepe, Miguel Veloso, Paulo Machado, Manuel Fernandes, Danny e Hugo Almeida)

Espanha

Casillas, Sérgio Ramos, Puyol (Arbeloa, 73), Pique (Marchena, 46), Capdevilla, Busquets, Xabi Alonso (Llorente, 58), Xavi (Fabregas, 46), Iniesta (Cazorla, 58), David Silva e Villa (Fernando Torres, 46).

Treinador Del Bosque

(Suplentes: Reina, Valdês, Raul Albiol, Marchena, Arbeloa, Javi Martinez, Fabregas, Pedro, Cazorla, Fernando Torres e Llorente)

Cartões amarelos Busquets (8), Cristiano Ronaldo (9) e Fabregas (72)

Crónica de Miguel Góis

O que seria desta crónica sem o Almanaque do Benfica da época 1986/1987? 
Miguel Góis, num estilo-fedorento-de-comentar-tudo-menos-as-derrotas-humilhantes-do-meu-clube, lá conseguiu bolsar qualquer coisa para animar a malta... Nem quero imaginar a dor que lhe ia na alma no momento em escrevia estas linhas...

Grito de serenidade

Não nego que os primeiros três golos me custaram horrores. A partir daí, assisti ao avolumar da goleada com outra dignidade e valentia: é incrível como se torna suportável ver a nossa equipa ser humilhada, quando o fazemos ao colo da nossa mãe.

É, por sinal, muito mais difícil confrontarmo-nos com o facto de este ter sido o terceiro banho de bola consecutivo que o Benfica levou do FC Porto (Dragão, Aveiro, Dragão), sem que se vislumbre uma superioridade técnico-tática que o justifique.

Não é que, pessoalmente, não tenha também muito receio dos remates do Hulk. Mas isso sou eu, que, quando vou ver os jogos ao estádio, fico sentado na bancada. Ali, mesmo a pedi-las.

É possível que a chave da superioridade do FC Porto nos embates com o Benfica esteja no tão propalado "grito de revolta" – e o campeonato da revolta é um que o clube da Luz nunca ganhará. A revolta é a marca dos pequeninos. São sempre os pequenos que se revoltam contra os grandes, e não o contrário. O Benfica é o que os outros querem ser, quando crescerem: vai-se revoltar contra quem, se não tem ninguém em cima? Contra o Norte? O Norte nunca nos fez mal nenhum, para além de estar pejado de bons benfiquistas. É certo que a Beira Alta sempre me enervou um bocadinho, mas é uma coisa mais minha…

Dito isto, esta semana, só encontrei consolo no Almanaque do Benfica – Edição Centenário, especificamente no testemunho de Rui Águas sobre a época de 1986/87: "É curioso dizer que essas duas derrotas [contra FC Porto e Sporting], com incidência para a do Sporting [por 7-1] acabaram por nos lançar para a vitória no campeonato e para a Taça. Ainda por cima, na Taça, voltámos a encontrar o Sporting. Aí, com a humilhação bem fresca na nossa memória, ganhámos" (pág. 409). Pelo sim, pelo não, é melhor os benfiquistas encherem o Estádio da Luz amanhã.

Fonte: Jornal Record 

La Junta de Andalucía estudia la inclusión del flamenco como asignatura

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La ministra afirma que la declaración compromete a Gobiernos, instituciones y sociedad. 

El presidente de la Junta, José Antonio Griñán, acaba de anunciar que la Junta estudiará la inclusión del flamenco, recién reconocido por la Unesco como Patrimonio de la Humanidad, como asignatura en los colegios.
También la ministra de Cultura, Ángeles González-Sinde, ha reconocido su alegría por la declaración como Patrimonio Inmaterial de la Humanidad del flamenco y de otras expresiones culturales españolas y ha destacado la "promoción enorme" que va a suponer para todas ellas entrar en un "club muy selectivo" como el de la Unesco.

En declaraciones en el Senado, la ministra ha subrayado que la declaración, "compromete" a gobiernos, instituciones y sociedad en la preservación y fomento de estas expresiones culturales para que se conserven "tal y como" han sido heredadas "desde hace siglos" y para fomentar también "su evolución".

"Y es una promoción enorme. Pasan a estar en una lista muy exclusiva, un club muy selectivo en quién entra a formar parte y que se da a conocer en todo el mundo", ha concluido.

Crónica de Rui Moreira ao Jornal A Bola

Estive a ver algumas estatísticas do blog e percebi que tenho muitos leitores à procura das crónicas de Rui Moreira ao Jornal A Bola, principalmente após a saída deste do programa Trio de Ataque. E como gosto de satisfazer os pedidos dos meus leitores cá vai:

Howard Jacobson. O judeu que tem medo de sinagogas

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Howard Jacobson. O judeu que tem medo de sinagogas

Ganhou o Man Booker Prize e é conhecido como o Philip Roth inglês, mas diz-nos que preferia ser a "Jane Austen judaica"

Aconteceu uma coisa engraçada quando Howard Jacobson venceu o Man Booker no passado dia 12 de Outubro. Em vez da reacção tradicional do público - euforia por parte do séquito do vencedor, aplausos anémicos correspondidos com inveja e amargura por parte de todos os outros - o anúncio foi recebido com aplausos sonoros e prolongados. Uma mão cheia de pessoas que nem sequer tinham qualquer relação com Jacobson levantaram-se e aplaudiram.

"Acho que é por ser alguém que já aqui anda há muito tempo", diz Jacobson. "Houve também o sentimento de ''graças a Deus, ganhou um velho", ironiza o escritor de 68 anos.

O livro vencedor, "The Finkler Question" (ainda não traduzido para português), é o 11.o romance de Jacobson. É uma escolha invulgar para Booker por mergulhar na experiência judaica britânica, algo que poucos romances britânicos contemporâneos fizeram, e por que é, pelo menos à superfície, tão exuberantemente cómico. Conta a história de três amigos, dois judeus e um, Julian Treslove, que o deseja ser. Quando Treslove é atacado por um gatuno que resmunga qualquer coisa como "És o Julian", ou possivelmente "És judeu!", a experiência envia-o numa longa exploração da natureza do judaísmo cultural, social e político. Debate-se com questões como: "O que faz de alguém judeu?" É anti-semítico fazer generalizações sobre o que faz de alguém judeu? Porque motivo os judeus britânicos são mais abertos e cordiais do que os não-judeus britânicos?

Alguns leitores perceberam mal as personagens. "As pessoas acham que são caricaturas de judeus que desaprovam Israel", diz Jacobson, sentado no seu apartamento do SoHo, com a nova estatueta do Man Booker atrás dele. "Mas não são. São caricaturas de judeus que exibem a sua desaprovação de Israel."

Senhor Júri Andrew Motion, presidente do júri do Booker, considera que a subtileza da escrita de Jacobson, a forma como mistura comédia e tragédia não era, talvez, suficientemente apreciada. "Há um particular prazer em ver alguém que é assim tão bom receber finalmente o que merece", afirma, acrescentando que "The Finkler Question" é "muito inteligente e muito engraçado", como é, geralmente, o trabalho de Jacobson. "Mas também é, de uma forma bastante interessante, um livro muito triste e melancólico. É cómico, é alegre - mas é uma alegria negra."

O autor gostou sobretudo da incerteza que o acompanhou ao longo da obra: "Assim que aceitamos que existe um vaivém constante de compreensão e falta de compreensão, tudo é possível. É essa a maravilha do romance. O romance é a grande forma em que todas essas possibilidades fluem e desaguam ao mesmo tempo. Nada é definitivo, nada está acabado, nada está determinado."

Jacobson cresceu em Manchester, com um pai que trabalhava como animador de crianças e tinha uma banca de venda de bugigangas. Inteligente, estudioso e intelectualmente ambicioso, estudou Literatura Inglesa em Cambridge com o lendário F.R. Leavis. "Sou um inglês literário à antiga", diz. "Até à medula - ele é George Eliot, Dickens, Dr. Johnson ou Jane Austen." No início, diz, tentou emular os seus heróis.

"Queria escrever as frases mais obscuras algumas vez vistas e queria escrever sobre a experiência da casa de campo inglesa", explica. "Consegue ver o problema. Não fui muito longe."

As lutas académicas na universidade onde começou a trabalhar como professor conduziram-no ao seu primeiro romance, "Coming From Behind" (1983), uma farsa universitária com um herói judeu. "Foi então que descobri que gostava de escrever sobre judeus", confessa. "Toda a minha família ficou espantada." Imita a resposta deles: "Tu não te interessas por judeus!"

"Fui educado como judeu mas naquela maneira de ser judeu - a maneira de Nova Iorque", prossegue Jacobson. "Éramos judeus de estômago, éramos judeus de anedotas de judeus, éramos judeus de bagel. Não íamos à sinagoga. Ainda hoje tenho medo de sinagogas."

Poucos romancistas contemporâneos escreveram sobre a experiência dos judeus na Grã-Bretanha. Por causa da sua posição rara na paisagem literária, Jacobson tem sido apelidado de "Philip Roth inglês", mas ele preferia que o chamassem de "Jane Austen judaica".

"Sou um escritor inglês que por acaso sabe alguma coisa sobre judeus e que gostaria de escrever como Jane Austen, com um pouco de iídiche", revela.

Resiste também a ser definido como um escritor puramente humorístico e, de facto, "The Finkler Question" acaba num tom que nada tem de humorístico.

"Para mim, ser um escritor cómico é, obviamente, ser também sério", diz Jacobson. "Mas quando ouço as pessoas chamarem-me de romancista cómico, só me apetece gritar, porque eles querem dizer uma coisa diferente. Posso chamar-me de romancista cómico, no entanto, porque sei o que quero dizer quando o digo."

Fonte: Jornal i 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Golear depois do jogo terminar

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Golear depois do jogo terminar

Depois da goleada histórica registada no passado domingo, cujo crónica pode ser lida no post "Hulk e os Melões. E uma imensa choradeira". O treinador do FC Porto averba uma outra depois do jogo terminar:

"Num clube como o Benfica, o tempo é sempre demasiado curto e as exigências são grandes. Nesse sentido, é ter memória curta relativamente a um homem que representava a mística e a força benfiquista, interpretando-a como ninguém. Tive oportunidade de lhe dizer isso quando nos encontrámos na época passada em Coimbra, quando a sua equipa jogava um futebol de sonho, de qualidade e de ataque. Tentar deitá-lo abaixo por vias travessas não me parece genuíno e acho que o treinador do Benfica não merece esse tipo de críticas agressivas"

Saber perder é uma virtude difícil de se alcançar, mas mais difícil ainda é saber ganhar... À atenção de outras pessoas... 

Benfica paga 3,9 milhões por Oblak?


Algo de estranho se passa no ninho da luz...
Ao ler esta notícia fico com a sensação que algo de estranho se está a passar no ninho da águia - 3,9M€ num guarda-redes esloveno? O desmentido efectuado pelo clube indica-nos que o preço é cerca de um terço do noticiado, porque o restante são prémios de assinatura e mecanismos de solidariedade. O que é certo é que o dinheiro saiu dos cofres da luz... Mas vamos lá imaginar então que custou somente um terço, ou seja cerca de 1.3M€. Não é um preço demasiado elevado a pagar por um jogador com 17 anos de idade? Neste momento este jogador está emprestado ao Beira-Mar, onde naturalmente é suplente...
Acrescente-se o facto que para a próxima época só se vai contratar jogadores bons e a custo zero. Não há ninguém que possa dar um saltinho ao outro lado da 2ª circular, e perguntar o quanto essa política custou ao Sporting CP?
Se até o SCP já alterou essa política porquê que alguém pretende seguir as mesmas erradas pisadas? É para isto que servem os ordenados que se pagam aos administradores?

Izmailov com vida difícil...

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O Sporting não abdica dos seus direitos em relação a Marat Izmailov, cumprindo com todas as obrigações contratuais, de forma a evitar que o jogador avance com a rescisão unilateral... e rume a um dos rivais (Benfica ou FC Porto).

Com efeito, ao que Record apurou, o internacional russo recebeu recentemente os prémios monetários referentes à época transata e a sua situação salarial está regularizada (até porque o seguro de saúde cobre a situação atual do jogador), não havendo qualquer margem jurídica para que o russo avance com a rescisão por justa causa.

Ao que o nosso jornal apurou, o emblema leonino está consciente que a situação atual dificilmente culminará com o regresso do camisola 7 a Alvalade (Paulo Sérgio confessou na entrevista à Sport TV que não acredita ainda vir a contar com o jogador), mas não abdica dos seus direitos em todo o processo.

Rivais à espreita. Contratualmente ligado ao Sporting até 2013 e com uma cláusula de rescisão de 25 milhões de euros, Izmailov é um jogador cujo potencial está perfeitamente identificado pelos responsáveis verdes e brancos, os quais estão conscientes da atenção com que águias e dragões seguem o processo do jogador, só admitindo negocia-lo para o estrangeiro.

Ligado ao Benfica no início de época e com o FC Porto atento à situação do camisola 7, José Eduardo Bettencourt e Costinha tem conduzido este processo com toda a lisura, evitando qualquer deslize legal que permita uma eventual rescisão, unilateral, do vínculo que liga Izmailov ao Sporting.

Processo em andamento. Em conflito jurídico com o clube devido à multa pecuniária que lhe foi aplicada na sequência da viagem para Moscovo, Izmailov está também na reta final para responder à nota de culpa que lhe foi imputada devido à entrevista que deu ao "Sovietsky sports", onde deixava algumas críticas ao universo leonino.

Em Alvalade existe a noção que o processo relacionado com Izmailov não é uma questão desportiva ou clínica, mas sim jurídica, cujo o desfecho não será negligenciado em qualquer circunstância.

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