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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uracrasia

uracrasia
(uro- + acrasia)
s. f.
Med. Incontinência de urina.

[Ok, é mais incontinência verbal. Parecendo que não, o FC Porto perde mais do que ganha com o constante achincalhar do adversário. Acho eu.] 

sábado, 16 de abril de 2011

Ao Sábado: Les raccords


“Ce qui est beau au cinéma, ce sont les raccords, c’est par les joints que pénètre la poésie.”
- Robert Bresson

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ás Sextas: Set Me Free




The Sand Band: "Set Me Free"

A broken heart
Is like a broken door
You gotta fix it straight the way
Or it won't work no more

From the start
You were my giding light
Now I'm in the dark
There's nothing left inside

So I'll wait for love to shine on me
I'll wait for love to set me free

You lost your faith in me
I lost my faith in you
We lost our faith in love
That's when you know it's true

And everything you found
Is now a distant sound
And you made your bed
So you must lay down

I'll wait for love to shine on me
I''l wait for love to come and set me free
I'll wait for you to find the strength to be
Who you really are, not who they want you to be
Not who they want you to be
Not who they want you to be

quarta-feira, 13 de abril de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Ao Sábado: Each other dreams...

Clicar na imagem para ampliar...
“Whether we write or speak or do but look
We are ever unapparent. What we are
Cannot be transfused into word or book.
Our soul from us is infinitely far.
However much we give our thoughts the will
To be our soul and gesture it abroad,
Our hearts are incommunicable still.
In what we show ourselves we are ignored.
The abyss from soul to soul cannot be bridged
By any skill of thought or trick of seeming.
Unto our very selves we are abridged
When we would utter to our thought our being.
We are our dreams of ourselves, souls by gleams,
And each to each other dreams of others’ dreams.”


- Fernando Pessoa

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lake Monona


“Toute culture naît du mélange, de la rencontre, des chocs. A l’inverse, c’est de l’isolement que meurent les civilisations.”

- Octavio Paz

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caverna do Batman aparece no Google Maps!


View Larger Map

O que parece ser a Batcave, pelo menos visto de cima no Google Maps, é na verdade um hangar de uma base da Força Aérea dos EUA no Japão. O símbolo pintado de branco está em um dos hangares utilizados para alojar os aviões nipónicos de caça. Embora o logótipo faça referência directa ao homem-morcego, o emblema também é usado pelo Esquadrão 44 da Base Aérea de Kadena, em Okinawa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Trabalhar na CP. Uma profissão de luxo.

First World War shipyard workers
Os trabalhadores da CP estão hoje em greve, uma vez mais, por causa dos cortes salariais. Confesso que, sempre que vejo uma greve, me solidarizo com os 'coitados' dos trabalhadores, que trabalham horas a fio para levar um parco rendimento para casa ao fim do mês. Nestes casos penso sempre em imagens como esta aqui de cima, em que se exige um esforço físico e mental titânico para se aguentar as tarefas que nos incumbem. Imagino as poucas centenas de euros que o trabalhador leva para casa, e com os olhos marejados de angústia pensa que «talvez no próximo mês seja melhor». Penso numa casa velha mas arrumada, com um santo à entrada a dar as boas vindas a quem vem por bem. Penso nas mãos enorme e calejadas do trabalho árduo, e do carácter e honra que as agruras da vida conferem. Num carro velho mas sempre afinado que é o orgulho da família ao Domingo, quando dão asas à alegria e cometem o pequeno excesso de ir até à praia de carro, passear os miúdos. Uma vida difícil mas honesta e honrada. O meu espírito ingénuo não me permite pensar num cenário diferente deste, afinal eles são simples trabalhadores que estão a fazer greve!

E depois leio esta notícia:
De acordo com a folha salarial da CP a que o SOL teve acesso, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros por ano.
«Só por se apresentar ao trabalho, cada maquinista recebe mais de seis euros por dia, devido ao subsídio de assiduidade». 
«O tempo médio de escala dos maquinistas é de oito horas por dia, num total de 40 horas semanais. Mas, em média, o tempo de condução está entre as três e as quatro horas diárias» 

Isto não é gralha, há tipos que só trabalham 3 a 4 horas por dia e recebem todo aquele dinheiro. Eu não sou economista, mas proponho aqui fazer uma breve comparação de números. Quem me lê habitualmente sabe quem eu sou e qual a minha profissão. Vamos começar por aí. Não me chateia nada ver que alguém ganha mais do que eu, não! Aliás, sonho com o dia em que muitos dos meus pacientes ganhem tanto ou mais do que eu, que Deus sabe que bem precisam. O que me chateia não é ter de trabalhar 6 dias por semana, 8h por dia e às vezes ter de dormir no Hospital. Isso não me chateia, faz parte da profissão que eu escolhi por vocação e, diga-se a verdade, sou bem remunerado por isso. Sempre que leio ou oiço algum camarada de profissão a queixar-se desta vida, fico angustiado. Angustiado pela falta de sensibilidade de saber que se quase 3.000,00€ mensais não são suficientes para ter uma vida tranquila nesse capítulo, o problema então não está no dinheiro, está na pessoa. 

É o caso destes senhores que trabalham na CP, que deviam era ter vergonha na cara e olhar para  prejuízo colossal que a empresa acumula e para os cortes que toda a gente, eu disse TODA, deveria fazer.

E sim, podem já começar pelo meu ordenado se assim  entenderem, desde que não se esqueçam de fazer o mesmo ao deles. Alguém aqui acredita que existe outro rumo para sairmos desta crise que não passe pela contenção da despesa pública? A subida do IVA mesmo que «seja somente em último caso» seria catastrófico para o tecido empresarial português, que se baseia em micro e pequenas empresas. Eu já perdi a conta aos pacientes que inevitavelmente me dizem: «sabe Sr. Doutor, tudo começou quando a fábrica faliu, fui eu e a minha mulher, mais a minha sobrinha e o marido, para o desemprego. Com esta idade já não arranjamos trabalho e já sabe como é... as preocupações...» Sim eu sei o que é isso, acabei de ver a vida desta pessoa estampada no seu coração fraco e desamparado e sei bem o que nos espera.   

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