Na selecção, claro está.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Paulo Bento4ever (*)
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Humor
Um corte de 20% nos institutos públicos evitava a subida do IVA
Leio no jornal i e questiono-me de o porquê de estas medidas não serem implementadas:
Na nova vaga de austeridade orçamental, a subida do IVA para 23% ou o corte de salários no Estado são algumas das principais medidas do governo - ambas contribuirão com cerca de mil milhões de euros para a redução do défice em 2011, castigando no entanto o principal motor da economia, o consumo. Há alternativas? Economistas, da esquerda à direita, acreditam que sim - uma dieta nas despesas dos cerca de 350 institutos públicos é o principal exemplo.
Álvaro Santos Pereira - economista português que ensina na Simon Frasier University, no Canadá - publicou um cálculo simples no blogue Desmitos: pegando em 45 institutos do universo total (excluindo os ligados à educação, à saúde e à segurança social) e aplicando uma dieta de 10% aos gastos ter-se-ia uma poupança de 500 milhões. "Mesmo que deixássemos de lado o Instituto do Emprego e Formação Profissional [no centro da sangria no mercado de trabalho], ainda seria possível cortar a despesa quase 400 milhões de euros", aponta. "Como é óbvio, se a despesa destes institutos fosse reduzida 20%, as poupanças rondariam os 900 milhões de euros o que, por si só, seria suficiente para evitar a subida do IVA", acrescenta.
A sugestão é um exemplo do debate em curso entre economistas sobre medidas de austeridade que sejam eficazes e menos penalizadoras para o já magro crescimento económico. No centro-direita, economistas e partidos políticos (CDS e PSD) têm insistido em maiores cortes na despesa que evitem a subida da carga fiscal - uma sugestão acompanhada com reservas pelo governo e pelo Bloco de Esquerda.
Além dos 45 institutos por si escolhidos (ver tabela), Álvaro Santos Pereira sublinhou ainda que, com a extinção, fusão ou cortes maiores em alguns institutos, "não seria difícil obter economias acima dos mil milhões, mesmo se as despesas destes institutos baixassem apenas 10%". Cálculos feitos por outro economista, João Cantiga Esteves, identificam 13 740 entidades públicas que recebem anualmente verbas do Orçamento do Estado, entre as quais 356 institutos, 639 fundações e 343 empresas.
Mas a execução destes cortes nos institutos encontra dificuldades. A primeira: as maiores poupanças são oriundas de cortes no Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) ou no Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, organismos que garantem o financiamento nacional para projectos apoiados por fundos comunitários. A identificação de cortes, assim como de alvos para fusão ou extinção, é um processo que demora tempo, dizem os partidos. Luís Menezes, do PSD, já havia indicado ao i a necessidade de se "fazer um trabalho hercúleo" para identificar "os institutos que se sobrepõem e aqueles que ninguém sabe para que servem". José Gusmão, do BE, salienta: "Há entidades importantes e que funcionam bem - a discussão terá de ser caso a caso."
O problema, assim, é que esta via pede tempo - tempo que Portugal, muito pressionado pelos mercados, não tem no curto prazo. "A situação perante os credores externos leva a que se tenha alguma pressa, mas por vezes a pressa não é boa conselheira", apontou ontem Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, que pede maiores cortes na despesa. O melhor, defendeu, será "uma solução de compromisso entre andar depressa e bem".
Álvaro Santos Pereira - economista português que ensina na Simon Frasier University, no Canadá - publicou um cálculo simples no blogue Desmitos: pegando em 45 institutos do universo total (excluindo os ligados à educação, à saúde e à segurança social) e aplicando uma dieta de 10% aos gastos ter-se-ia uma poupança de 500 milhões. "Mesmo que deixássemos de lado o Instituto do Emprego e Formação Profissional [no centro da sangria no mercado de trabalho], ainda seria possível cortar a despesa quase 400 milhões de euros", aponta. "Como é óbvio, se a despesa destes institutos fosse reduzida 20%, as poupanças rondariam os 900 milhões de euros o que, por si só, seria suficiente para evitar a subida do IVA", acrescenta.
A sugestão é um exemplo do debate em curso entre economistas sobre medidas de austeridade que sejam eficazes e menos penalizadoras para o já magro crescimento económico. No centro-direita, economistas e partidos políticos (CDS e PSD) têm insistido em maiores cortes na despesa que evitem a subida da carga fiscal - uma sugestão acompanhada com reservas pelo governo e pelo Bloco de Esquerda.
Além dos 45 institutos por si escolhidos (ver tabela), Álvaro Santos Pereira sublinhou ainda que, com a extinção, fusão ou cortes maiores em alguns institutos, "não seria difícil obter economias acima dos mil milhões, mesmo se as despesas destes institutos baixassem apenas 10%". Cálculos feitos por outro economista, João Cantiga Esteves, identificam 13 740 entidades públicas que recebem anualmente verbas do Orçamento do Estado, entre as quais 356 institutos, 639 fundações e 343 empresas.
Mas a execução destes cortes nos institutos encontra dificuldades. A primeira: as maiores poupanças são oriundas de cortes no Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) ou no Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, organismos que garantem o financiamento nacional para projectos apoiados por fundos comunitários. A identificação de cortes, assim como de alvos para fusão ou extinção, é um processo que demora tempo, dizem os partidos. Luís Menezes, do PSD, já havia indicado ao i a necessidade de se "fazer um trabalho hercúleo" para identificar "os institutos que se sobrepõem e aqueles que ninguém sabe para que servem". José Gusmão, do BE, salienta: "Há entidades importantes e que funcionam bem - a discussão terá de ser caso a caso."
O problema, assim, é que esta via pede tempo - tempo que Portugal, muito pressionado pelos mercados, não tem no curto prazo. "A situação perante os credores externos leva a que se tenha alguma pressa, mas por vezes a pressa não é boa conselheira", apontou ontem Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, que pede maiores cortes na despesa. O melhor, defendeu, será "uma solução de compromisso entre andar depressa e bem".
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Absurdos
Pedro Costa em entrevista
A Briosa desloca-se no próximo domingo à localidade de Cesar, em Oliveira de Azeméis, em jogo a contar para a Taça de Portugal. Esta prova tradicionalmente provoca algumas surpresas conforme confirma Pedro Costa:
«Estes jogos têm sempre um grau de dificuldade maior porque as equipas têm mais motivação e vão colocar-nos dificuldades. Estamos precavidos para isso e sabemos que é um jogo especial... A Taça é fértil em surpresas e temos a consciência disso. Relaxamento é uma palavra completamente proibida. Não podemos pensar que será um jogo fácil, muito pelo contrário. Vamos entrar concentrados e determinados para vencer o jogo, respeitando sempre o adversário», avisa o lateral-direito da Briosa, em conferência de imprensa esta quinta-feira.
O desejo do sub-capitão é, naturalmente, chegar o mais longe possível na prova: «A Taça de Portugal representa prestígio. São muitas equipas a quererem alcançar a final e nós também queremos vencer os nossos jogos. É um encontro que terá de ficar ali decidido e queremos ganhar. Temos respeito pelo Cesarense mas queremos vencer», garante.
Fonte: Mais Futebol
«Estes jogos têm sempre um grau de dificuldade maior porque as equipas têm mais motivação e vão colocar-nos dificuldades. Estamos precavidos para isso e sabemos que é um jogo especial... A Taça é fértil em surpresas e temos a consciência disso. Relaxamento é uma palavra completamente proibida. Não podemos pensar que será um jogo fácil, muito pelo contrário. Vamos entrar concentrados e determinados para vencer o jogo, respeitando sempre o adversário», avisa o lateral-direito da Briosa, em conferência de imprensa esta quinta-feira.
O desejo do sub-capitão é, naturalmente, chegar o mais longe possível na prova: «A Taça de Portugal representa prestígio. São muitas equipas a quererem alcançar a final e nós também queremos vencer os nossos jogos. É um encontro que terá de ficar ali decidido e queremos ganhar. Temos respeito pelo Cesarense mas queremos vencer», garante.
Fonte: Mais Futebol
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Académica
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Treino do Sporting é a notícia mais lida... em jornal chileno
Há coisas incríveis de facto, leio isto no mais futebol e penso que este mundo não sabe quais são as suas prioridades:
Para quem defende que o Sporting não vende, vale a pena olhar para esta notícia: o treino leonino é a peça mais vista na edição digital do jornal chileno de referência, o El Mercúrio. A prova está na imagem colocada no fundo desta página. Pelo menos no Chile, portanto, o Sporting ainda tem audiência.
A notícia torna-se tanto mais surpreendente quanto esta noite os mineiros de San José começam a ser retirados do fundo da mina onde se encontram há 68 dias. Aliás, o El Mercúrio avançou em primeira-mão de que o resgate foi antecipado para as 20 horas locais, numa notícia que está a ser citada em todo o mundo.
Apesar disso, a notícia mais vista do dia é: «Chamam de crá a Matias Fernández por eficácia goleadora no treino do Sporting». A seguir, sim, vêm duas notícias relativas aos 33 mineiros de San José, particularmente uma sobre os riscos do complexo resgate e outra sobre a hora do início da operação.
Siga o resgate dos mineiros chilenos Ao Minuto no tvi24.pt
Refira-se, de resto, que «crá» foi a alcunha colocada pelos jornais argentinos a Matias Fernández durante a Taça Sul-americana de 2006 que revelou o médio chileno para o mundo. Significa um «fora de série» e valeu a Matias Fernández o prémio de melhor jogador sul-americano do ano.
O artigo reflecte os três golos anotados por Matias num treino em Alcochete. O que despertou a curiosidade dos chilenos. Refira-se, de resto, que o facto de todas as televisões estarem em directo de San José e do drama dos mineiros estar espalhado por várias notícias ajuda a explicar que o treino leonino seja o mais lido.
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Absurdos
Islândia vs Portugal: Os destaques
Portugal venceu ontem a Islândia, por 3-1, com o golos portugueses a serem apontados por C. Ronaldo (3'), Raul Meireles (27') e Hélder Postiga (72'). O jogo chegou a estar empatado 1-1 quando aos 18' Heidar Helguson marcou para a Islândia. Golo esse que teve o beneplácito de Eduardo. O jogo acabou por ser mais difícil do que o esperado, a Islândia como se previa, e fruto do seu futebol mais físico, acabou por colocar a nu algumas deficiências da nossa defesa. Qualquer lance por alto revelava-se de extrema dificuldade para os nossos defesas. Não esquecendo que os médios portugueses ajudaram muito pouco os nossos laterais, veja-se o lance do golo dos Islandeses: uma perda de bola de Fábio Coentrão, que não estava devidamente coberto por um companheiro, e que originaria o canto do qual resultou o golo de honra, e muito festejado, da Islândia. Eduardo acabaria por ser muito mal batido neste lance, não sendo a primeira vez que tal ocorre, contudo e mesmo assim não temos alternativas superiores. Esta benesse portuguesa deve ter contagiado Gunnleifsson que viria também ele a demonstrar grande insegurança, e da qual Postiga tiraria o devido proveito. Assim sendo cá ficam os meus destaques:
Pela positiva:
1) O capitão Cristiano Ronaldo. Pelo golo - o seu 25º pela Selecção Nacional - e pela atitude demonstrada. Não foram raras as vezes em que acompanhou os jogadores Islandeses que estavam prestes a colocar em cheque a defensiva portuguesa. Cristiano Ronaldo chegou a aliviar lances bastante perigosos, demonstrando com isto uma atitude de verdadeiro líder. Sobre o que acrescentou ao ataque da selecção é falar do habitual: carradas de talento só ao alcance de um predestinado.
2) Raul Meireles. Com este jogador Portugal pode enfrentar qualquer batalha no meio-campo. Sempre disponível para defender e acrescentando poder de fogo à linha média, que ontem esteve regular, sendo determinate mais uma vez no resultado final.
Pela negativa:
1) A defesa de Portugal: Foi confrangedor ver a nossa defesa perder sucessivamente lances pelo ar. E se contra uma Selecção pouco capaz, como é a da Islândia, o sufoco foi evidente em alguns lances o que dizer quando jogarmos contra selecções de outro gabarito? Outra questão prende-se com a falta de coordenação da equipa, em conseguir cobrir as investidas dos seus laterais. Ontem, como com a Dinamarca, foi evidente a falta de rotina a efectuar estas compensações. Os médios apoiaram muito pouco a defensiva e não foram raras as vezes em que Ronaldo, com uma enorme cultura táctica, a ter de vir em auxílio de um afoito e temerário F. Coentrão. Do outro lado J. Pereira não sentiu, de forma tão acentuada, essa disponibilidade por parte de Nani e passou também ele, por dificuldades escusadas.
Na ante-visão do jogo coloquei a hipótese de colocar-mos em campo um médio mais fixo à frente da defesa. E como não temos nem P. Mendes nem M. Veloso, que são os "6" portugueses por excelência não teria sido melhor colocar Pepe nesta posição? Situação essa que acabaria por dar lugar a B. Alves, o jogador português mais competente no jogo aéreo. E falo de uma situação de momento, para este jogo e com as citadas ausências... À atenção de Paulo Bento para os próximos jogos.
Pela positiva:
1) O capitão Cristiano Ronaldo. Pelo golo - o seu 25º pela Selecção Nacional - e pela atitude demonstrada. Não foram raras as vezes em que acompanhou os jogadores Islandeses que estavam prestes a colocar em cheque a defensiva portuguesa. Cristiano Ronaldo chegou a aliviar lances bastante perigosos, demonstrando com isto uma atitude de verdadeiro líder. Sobre o que acrescentou ao ataque da selecção é falar do habitual: carradas de talento só ao alcance de um predestinado.
2) Raul Meireles. Com este jogador Portugal pode enfrentar qualquer batalha no meio-campo. Sempre disponível para defender e acrescentando poder de fogo à linha média, que ontem esteve regular, sendo determinate mais uma vez no resultado final.
Pela negativa:
1) A defesa de Portugal: Foi confrangedor ver a nossa defesa perder sucessivamente lances pelo ar. E se contra uma Selecção pouco capaz, como é a da Islândia, o sufoco foi evidente em alguns lances o que dizer quando jogarmos contra selecções de outro gabarito? Outra questão prende-se com a falta de coordenação da equipa, em conseguir cobrir as investidas dos seus laterais. Ontem, como com a Dinamarca, foi evidente a falta de rotina a efectuar estas compensações. Os médios apoiaram muito pouco a defensiva e não foram raras as vezes em que Ronaldo, com uma enorme cultura táctica, a ter de vir em auxílio de um afoito e temerário F. Coentrão. Do outro lado J. Pereira não sentiu, de forma tão acentuada, essa disponibilidade por parte de Nani e passou também ele, por dificuldades escusadas.
Na ante-visão do jogo coloquei a hipótese de colocar-mos em campo um médio mais fixo à frente da defesa. E como não temos nem P. Mendes nem M. Veloso, que são os "6" portugueses por excelência não teria sido melhor colocar Pepe nesta posição? Situação essa que acabaria por dar lugar a B. Alves, o jogador português mais competente no jogo aéreo. E falo de uma situação de momento, para este jogo e com as citadas ausências... À atenção de Paulo Bento para os próximos jogos.
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Desporto
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Paulo, não tem nada que saber... logo é assim (12.10.2010)
Os jornais da especialidade desportiva anunciam a repetição do onze que jogou, e muito bem, contra a Dinamarca. O mais provável é isso mesmo acontecer, embora eu discorde. Este seria o meu onze:
GR: Eduardo
Defesas: J. Pereira, Bruno ALves, Ricardo Carvalho e Sílvio
Médios: Pepe, R. Meireles e J. Moutinho
Avançados: Nani, C. Ronaldo e H. Almeida
Na defesa vamos necessitar de mais músculo e maior equilíbrio daí a saída do excelente F. Coentrão e a entrada de Sílvio, mais possante equilibrado nos duelos individuais.
No meio-campo esse desiderato é alcançado com a subida de Pepe e saída de C. Martins do onze inicial. Carlos Martins, que tem estado em grande no seu clube, mas que demonstra ainda uma natural inadaptação a outra realidade, como aqui expliquei, tem um carácter volátil que nos poderá render um amargo de boca nos duelos individuais. E eles vão existir. Muitos, porque é a forma de jogar dos Islandeses.
Os avançados de momento são intocáveis, e a ausência de Liedson veio colocar mais uma vez a nú a debilidade crónica por nós apresentada na posição de ponta-de-lança.
Um factor a ter em conta, e que me levou a elaborar o onze mencionado, e que não deve ser menosprezado, é compleição física do adversário e o estado do relvado.
No entanto seja qual for o onze e em condições normais a vitória estará do nosso lado. Pelo menos estamos todos a torcer para que isso aconteça!
O jogo o jogo será transmitido em directo na RTP1 às 20:45h. A não perder.
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Desporto
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Portugal vs Dinamarca: Os destaques
Num jogo disputado no Estádio do Dragão, que não encheu e onde Portugal não poderia falhar, e não falhou mesmo, houve destaque para alguns jogadores. Alguns pela positiva e outros nem por isso:
Pela positiva:
1) Nani: Não é de agora mas este jovem é, hoje por hoje, o melhor jogador português - ou pelo menos o que está em melhor forma. Não é preciso dizer que a sua baixa para o Mundial foi irreparável. O jogo contra a Dinamarca ajudou a clarificar o papel do «Príncipe» do futebol português. O Rei esse é Ronaldo, obviamente.
2) Ronaldo: Quando sente que não tem de fazer tudo sozinho transforma-se. para melhor. Distribui jogo, organiza e recupera bolas. Apoia o lateral da mesma forma que faz com o ponta-de-lança. Com talento, sempre, mas com uma raça enorme. O nosso «Rei»
3) Pepe e R.Carvalho: Simplesmente uma das melhores duplas de centrais do mundo. E ainda temos B. Alves. E Daniel Carriço. Feliz da selecção que dispõem de semelhante qualidade
Pela negativa:
1) Carlos Martins: É um excelente jogador, sem dúvida. Comprovou isso no Sporting Clube de Portugal no Recreativo de Huelva e agora no Sport Lisboa e Benfica. Mas pareceu sempre um jogador desenquadrado com o resto da equipa. Quando foi necessário ocupar o espaço ofensivo não foram raras as vezes em que estava demasiado junto à defesa. Um ímpeto demasiadamente controlado. Com um pouco mais de ambietação conseguirá dar um contributo mais positivo à selecção. E que bem precisamos porque simplesmente não temos grandes alternativas.
2) Hugo Almeida: Ser forte fisicamente e ter um pé canhão por si só não deveria garantir um lugar de titular numa selecção tão forte como a nossa. Mas como não temos alternativas, Liedson está magoado e Postiga procura a melhor forma, H. Almeida vai coleccionado jogos. Se melhorar a recepção de bola e as tabelas com os alas poderá ser um jogador interessante. De outra forma...
3) Fábio Coentrão: Mais um grande jogador. Facto incontornável. Mas necessita de refrear o ímpeto atacante ou de outra forma vamos sofrer alguns dissabores. Os poucos lances ofensivos da Dinamarca foram todos pelo seu lado e fruto do balanceamento atacante deste... extremo. Ou a selecção arranja uma forma de cobrir as subidas deste talentoso jogador ou coloca-o a extremo ou médio esquerdo. Onde aliás o seu rendimento sobe em flecha.
Para este jogo serviu, contudo para o próximo jogo penso que a equipa base deveria sofrer uma alteração. Entraria Sílvio para o lugar de Fábio Coentrão e este subiria no terreno, ocupando a faixa esquerda, saindo Carlos Martins. Isto a bem de um equilíbrio do conjunto e sem fazer favores a ninguém.
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Desporto
domingo, 10 de outubro de 2010
Assim anda a política portuguesa...
Ao ler um texto como este percebe-se o porquê de Portugal estar na banca rota. Um político, deputado por Braga, que ganha 3.700€00, mais despesas de custo diárias, acha que... ganha pouco e que a Assembleia da República deveria ter a cantina aberta durante a noite! Cá está a pérola que pode ser lida no Jornal Expresso:
Pode ler o artigo no Expresso.
O deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar. Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto.
Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa."Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaraçãoMas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.
Pode ler o artigo no Expresso.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Paulo, não tem nada que saber. Logo é assim...
Guarda-Redes: Eduardo, que os outros ou defendem ou pouco e estão sem ritmo e o Quim está lesionado.
Defesas: João Pereira (enquanto não há Bosigwa), Pepe, Ricardo Carvalho e Fábio Coentrão. Sim o Bruno Alves fica de fora, porque não está em forma.
Médios: Raul Meireles, João Moutinho e Carlos Martins. Fibra e talento não nos faltarão. Não cedas à tentação de colocar Pepe a trinco. Nós temos é de jogar para ganhar, não precisamos de nenhum trinco.
Avançados: Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida. Aqui é pacífico.
PS: Se quiseres ser mais ousado coloca o Nani a médio ( e aí sai Meireles que está menos "rodado") e promove Varela ao onze inicial. Mas na minha opinião com o plano A arruma-mos os"gajos".
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