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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O retrato de... José Eduardo Bettencourt

A entrevista, "suavezinha" como se queria, com este senhor teve duas particularidades. A saber:
1ª instado a comentar o porquê de 3 treinadores e 3 directores desportivos, em tão pouco tempo, respondeu com um encolher de ombros e um assombroso "acontece"!
  2ª fiquei a saber que no Sporting existe um Herri Batasuna! José Eduardo Bettencourt revelou neste momento (na verdade esta declaração tem alguns meses mas só ontem a ouvi) uma falta de respeito enorme por uma organização que se demarcava e condenava a ETA e que, pasme-se, já nem existe! Para além de todo o sucesso que JEB está a alcançar no SCP revela enormes conhecimentos de história política internacional.
3ª Usar expressões como "one the field" e "gap" - quando poderia ter usado as expressões "no terreno" e "distanciamento" - é de uma pessoa que se preocupa mais com a forma do que com o conteúdo.
Finalizando, ficou bonito o retrato pá! - mas faz-me lembrar o Dorian Gray, com a diferença que o Sporting já não está entregue aos Lords (como Henry Wotton).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O especial apoio do "Special One"

O Português José Mourinho concede o seu apoio à nossa Selecção Nacional, e defende aquilo que de facto é importante - o país, independentemente quem sejam os actores do momento. Mas fica aqui, implícito, um especial desejo de um dia lá chegar especial e quais as condições reunidas para que tal aconteça. Então até daqui a uma década Zé! Cá está a carta de apoio, na integra, escrita aos portugueses: 
Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa...

As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria. Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles.

Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou. Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou! E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.

Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável. Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração. Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail. Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem. Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol. Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor.

Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar. No último encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores. Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé! Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes¿ Infelizmente! Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias.

Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF.

Um abraço a todos,

José Mourinho

Luis Filipe Vieira empenhado em revalidar o título de campeão nacional

O presidente do Sport Lisboa e Benfica garantiu à Antena 1, e de certa forma descansando os seus apaniguados, perante as tentações dos grandes clubes, que «este ano não sai ninguém, nem Coentrão.» O objectivo é claro: a revalidação do título de campeão, que é o principal objectivo para esta época 2010/2011. O Benfica tem em marcha um plano para renovar com os jogadores mais cobiçados, depois da recente renovação com Coentrão, como são os casos de Maxi, Luizão e David Luiz. Este último será, talvez, o de mais difícil negociação, devido à sua recente valorização com os jogos pelo «escrete» e pelos interessados envolvidos e o volume das propostas que se avizinham. 
No que diz respeito a contratações, neste momento, não se perspectiva qualquer entrada ficando a ressalva «...que o reforço do plantel dependerá do entendimento do técnico.»
Este dirigente benfiquista está confiante na reconquista do campeonato, sabendo que a defesa do mesmo começou mal, a distância para o líder chegou a ser de 9 pontos, mas foi encurtada para 7 na última jornada. O que reflecte uma melhoria gradual no futebol apresentado pelos comandados de Jorge Jesus, que promete luta a um Futebol Clube do Porto muito mais forte do que na época anterior
Fica a questão: conseguirá o Benfica resistir aos grandes clubes e não vender as suas principais figuras? Ou, como diria Pimenta Machado, o que hoje é verdade amanhã é mentira? 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meet Portugal's Boy Genius

Por vezes acontece ter razão antes do tempo. É o caso Villas-Boas que é já um case study internacional. Vale a pena ler o seguinte artigo do insuspeito Wall Street Journal:

Some coaches get their shot with a major club at a relatively tender age (in coaching years, anyway). Barcelona's Pep Guardiola was 37 when he got the gig.

And there are those who get a crack at the big time without ever having played beyond amaetur level, like Aston Villa's Gerard Houllier. There's another, smaller subset which includes those who advanced to top jobs with little or no head-coaching experience, like Real Madrid's Jose Mourinho when he took over at Benfica.

But the above examples are all rare. Rarer still is a guy like Porto boss Andre Villas Boas, who falls squarely in all three categories and, if his vertical ascent continues, could herald a change in the way clubs recruit managers.

Mr. Villas Boas's side goes for its 12th consecutive win in a competitive match on Monday night when it makes the short drive inland to take on Vitoria Guimaraes. Right now, Porto is 11 for 11 in the Portuguese League, Europa League and Portuguese SuperCup. What's more, it has shut out the opposition in all but two games. And it did it despite the departure of two stalwarts – defender Bruno Alves and midfielder Raul Meireles – over the summer.

All of this is remarkable enough until you consider that Mr. Villas Boas is just 33 years old and, prior to this season, had just 23 league games' worth of managerial experience, all of them at Academica Coimbra, the provincial club which appointed him just over a year ago. When he took charge of Academica, it was winless and dead last. By the time the season was over, Mr. Villas Boas had guided it to respectability (11th place in the 16-team league) and to the semifinal of the Portuguese League Cup.

It was enough for Porto – one of the traditional Portuguese giants – to put its eggs in Mr. Villas Boas's basket in an attempt to bounce back from a rare season which saw it finish third, only the second time since 2002 that it failed to win the league.

Mr. Villas Boas was still a teenager when he started working in Porto's scouting department way back in the mid-1990s. The club was impressed both by the breadth of his tactical understanding and his ability to produce scouting reports players could digest easily. Yet he may never have gone any further if, in early 2002, the club had not turned to Mr. Mourinho, himself an unorthodox rising star of management. Mr. Mourinho took him under his wing, making Mr. Villas Boas an integral part of his staff, both at Porto, where he won two league titles, the Champions League and the UEFA Cup and later during his successful spells at Chelsea and Inter Milan. By the time he moved to Chelsea, Mr. Villas Boas's pre-match scouting included personalized DVDs for each player, outlining their direct opponent in the next game, including strengths, weaknesses and tendencies.

Given Mr. Mourinho's reputation, it was quite the calling card, and Mr. Villas Boas openly admits that it helped him land the Academica job. But he bristles at those who consider him Luke Skywalker to Mourinho's Yoda. Or, among his detractors, Mini Me to the self-anointed "Special One's" Dr. Evil.

While Mr. Villas Boas employs the 4-3-3 formation Mr. Mourinho used to such great effect at Chelsea, it's a more fluid system, with the wingers often turning into strikers. He lacks Mr. Mourinho's charisma – that unparalleled ability to seduce players, media and fans – and comes across as less confrontational and self-assured. On the other hand, he may be more tactically sophisticated and his Porto squad attacks more than Mourinho's teams at Chelsea and Inter (the jury's still out on Real Madrid).

It's tempting to call Mr. Villas Boas soccer's answer to Theo Epstein, who rose from the San Diego Padres' public relations department to become general manager of the Boston Red Sox at age 29. Both are outsiders who brought a novel approach to understanding the sport and landed important jobs at a young age. But the crucial difference is that Mr. Villas Boas's role is far more hands-on, running training sessions and making all the game-day decisions.

He's an interloper in the inner sanctum, having never played the game at any significant level. And while he's not the first to do so, those who came before him, like Mr. Houllier, served long apprenticeships working their way up through the lower leagues.

Mr. Villas Boas's appointment obviously owes a lot to his mentor. But it's also a bold move, a striking departure from the groupthink and conventional wisdom so prevalent in soccer. You'll know whether it worked the day you read a profile of Mr. Villas Boas that does not mention Mr. Mourinho.
A Budding Brain in the Bundesliga

Another young manager is making waves in Germany's Bundesliga. Saturday's 4-2 win over Hoffenheim made it seven straight wins to start the season for Thomas Tuchel and Mainz, matching a record held by Bayern Munich (1995-96) and Kaiserslautern (2001-02). It's particularly remarkable when you consider that the 37-year-old Mr. Tuchel is only in his second season as manager and that Mainz is historically a small club with a shoestring budget. (It only gained promotion to the Bundesliga two years ago.)

LIke Mr. Villas-Boas, Mr. Tuchel's path to the top has been somewhat unorthodox. When forced to retire from injury at 24, he chose to enroll in university while coaching youth teams on the side and tending bar a few nights a week to pay his tuition. He soon developed a reputation as a workaholic talent-spotter with a knack for developing players. Mainz appointed him last summer and now, in his second season in charge, he sits atop the Bundesliga.

Mr. Tuchel's formula for success is a blend of tactical know-how and flexibility (he often switches formations several times in the course of a single game), hard work (he spends four to five hours a day reviewing film, both games and training sessions) and some new-age management techniques (he demands players look each other in the eye when greeting one another and everyone gets addresed by their first name.)

The Bundesliga is perhaps the most balanced and unpredictable of Europe's top leagues, so it's too early to crown Mr. Tuchel as the next big thing. But Mainz has already beaten such heavyweights as Werder Bremen, Bayern Munich and Wolfsburg (the last two on the road), suggesting that perhaps the hype is not entirely misplaced.

Bento era contra os naturalizados mas vai tudo girar à volta de um luso-brasileiro

Paulo Bento nunca foi a favor de jogadores naturalizados na selecção. Nem mesmo quando estava em causa a chamada de um dos elementos mais próximos nos últimos anos mudou de opinião. "A decisão é do Liedson e da FPF. Espero é que alguns que eram contra não estejam agora a colocar-se a favor por estarmos num momento de dificuldade. A minha opinião não vai mudar", salientou há quase dois anos, após uma vitória do Sporting frente ao Shakhtar, na Liga dos Campeões. O cenário é hoje diferente? Nada. E quem convive mais de perto com o treinador ressalva que essa continua a ser a convicção de Bento - em termos práticos, Evaldo, que até já poderia ser convocado, nunca seria opção... - mas destaca uma nuance: os que já estão naturalizados e representaram a selecção são iguais a todos os outros. De tal forma que o primeiro onze da nova era dependerá do posicionamento de um jogador que nasceu no Brasil: Képler Laveran Lima Ferreira. Ou, para simplificar, Pepe.

Na conferência de imprensa em que anunciou os 23 convocados para a dupla operação Dinamarca-Islândia, Paulo Bento não se furtou à pergunta directa sobre a melhor posição para o defesa do Real Madrid. "O Pepe é um central de origem mas no Marítimo chegou a alinhar algumas vezes como médio, assim como na selecção, agora mais recentemente. Parece-me que pode sentir-se mais cómodo como defesa-central mas isso não significa que não possa actuar em determinados momentos como médio, tendo em conta os interesses da selecção", referiu. As dúvidas que já existiam adensaram- -se, cresceu um novo tabu - onde colocar Pepe na recepção à Dinamarca? No eixo central, mantendo dupla com o companheiro de equipa e subcapitão Ricardo Carvalho, ou como médio-defensivo, para abrir vaga ao indiscutível (até agora) Bruno Alves? Os próximos três dias dirão.

VERSÃO CENTRAL Bento é adepto da solidez defensiva - para o técnico, uma equipa constrói-se de trás para a frente e não sofrer golos é meio caminho andado para a vitória. Nesse sentido, e como é impossível criar rotinas na selecção (pelo escasso tempo de trabalho), manter Pepe e Ricardo Carvalho é uma ideia com tanto de possível como de lógico. Mais: assim o luso-brasileiro estará na posição onde melhor se sente e mais rendimento tem.

VERSÃO MÉDIO A valia de Bruno Alves, a lesão de Veloso (que está em dúvida) e o bom jogo aéreo dos dinamarqueses são pontos que podem empurrar Pepe para o meio-campo - assim há equilíbrio de alturas e os laterais ficam mais soltos para subir no terreno. Bento tem a palavra.

Fonte: Jornal i

Carlos Martins em grande

Nunca iniciou uma temporada com tanto fulgor. Regularidade, polivalência, assistências e golos. A maturidade aos 28 anos...

Quem diria que, quando deixou o Sporting em 2007, pela porta pequena, Carlos Martins haveria de ser, pouco mais de três anos depois, uma das referências do rival Benfica? Quem diria que o médio saiu de Alvalade em diferendo com Paulo Bento e hoje concentra-se em estágio como uma das apostas do novo Seleccionador nacional? O mundo é pequeno, é um facto, e no futebol talvez mais ainda.

Aos 28 anos, Carlos Martins parece ter atingido definitivamente a maturidade enquanto jogador, estando a cumprir aquele que será o seu melhor arranque pessoal de sempre no que a jogos de campeonato diz respeito. Até nem começou como titular (suplente utilizado nas primeiras três jornadas), mas rapidamente conquistou um lugar no onze e hoje é o homem do momento, tendo confirmado frente ao Sp. Braga a grande forma que atravessa, embora seja justo referir-se que as duas épocas anteriores na Luz também foram bem acima da média, justificando em pleno a aposta pessoal de Rui Costa...

Fonte: A Bola

Paulo Silas está livre e Zico também... tal como Luxemburgo

A ex-glória Sportinguista Paulo Silas do Prado Pereira, que jogou no Sporting nas épocas de 1988/89 e 1989/90, onde realizou 52 jogos e marcou 14 golos e mais do que isso, efectuou espantosas exibições (a carreira de Paulo Silas pode ser consultada aqui em pormenor) e agora treinador de futebol, foi dispensado do comando técnico do Flamengo. Somente 36 dias após a sua entrada. Silas esteve no Fortaleza, no Avaí e no Grêmio. Se a sua carreira como jogador foi deslumbrante a de treinador, que tem somente 3 anos, afigura-se igualmente promissora. 
Não é qualquer treinador que tem o orgulho de representar o popular Clube de Regatas do Flamengo... ainda por cima com uma carreira tão curta como a de Paulo Silas. Por desacordo com a direcção do clube, Zico, o mítico jogador do Flamengo também abandona o cargo, ele que, como se sabe, também é treinador.
Na calha para substituir Silas encontra-se outro nome consagrado - Wanderlei Luxemburgo que recentemente saiu do Atlético Mineiro.
Assim, num instante estamos perante 3 nomes bem apetecíveis para qualquer equipa portuguesa que esteja a precisar de uma mudança, radical, de rumo dos acontecimentos. Haja vontade de melhorar, é claro.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quo vadis Sporting?

Cumprida que está a 7ª jornada da Liga Zon-Sagres 2010/2011 o Sporting Clube de Portugal encontra-se na modesta 10ª posição com somente 9 pontos conquistados. O Sporting vai no 4º jogo consecutivo sem vencer, para a Liga, e o título neste momento começa a ser uma miragem. 
O público pediu e Paulo Sérgio assentiu: repetiu o onze que tão bem conta tinha dado de si no jogo para a Liga Europa contra o Levski de Sofia. A equipa leonina começou bem o jogo, pela batuta de Zapater e Postiga (quem diria?) e entre os 12' e os 23' teve 3 oportunidades de golo claras, mas não concretizadas devido a excelentes intervenções de Rui Rêgo.  Seria o Beira-Mar a conseguir adiantar-se no marcador aos 37' por Renan, numa falha, mais uma, de Rui Patrício. Na resposta João Pereira restabelece a igualdade, muito justamente. Até ao intervalo o Sporting joga bem, com uma dinâmica interessante entre os diversos sectores e com a sensação que a vitória está ao seu perfeito alcance.
O jogo recomeça e o filme da 1ª parte repete-se. Os Leões com fome de golos mas incrivelmente esbanjador. Postiga, Vukcevic, Salomão e Saleiro bem tentaram mas foram incapazes de transpor o guarda-redes adversário, que terá feito o jogo da sua vida. O final do jogo aproxima-se e aos 88' Postiga cai na área, ao disputar a bola com Hugo, mas o árbitro nada assinala. Fica a dúvida. Os últimos 5 minutos da partida foram atípicos, com o Sporting completamente balanceado no ataque o Beira-Mar desfruta de dois lances em que poderia ter chegado à vitória. Seria injusto, é certo, mas poderia acelerar um processo que se avizinha incontornável.
Neste momento muito Sportinguistas provavelmente estarão a parafrasear o Presidente Bayern de Munique, o sempre polémico, Karl-Heinz Rummenigge, que admitiu hoje, de forma crua que o seu clube está "atolado na merda"! 

Rummenigge diz que Bayern está "atolado na merda"...

O Presidente Bayern de Munique, o sempre polémico, Karl-Heinz Rummenigge, admitiu hoje, de forma crua que o clube está "atolado na merda" depois de perder por 2-0 frente ao Borussia Dortmund para a Liga alemã de futebol. "Estamos atolados na merda. Temos de sair desta merda" disse, quando o jogo terminou, e ficou a saber-se que ficaria em 12º lugar e a 13 pontos do líder, o Mainz. Uma fraca campanha para tão prestigiado clube. As medidas foram drásticas uma vez que a situação não é propícia a folias, o técnico do clube bávaro, o holandês Louis van Gaal cancelou hoje a habitual visita à Oktoberfest, o festival de cerveja de Munique, que este ano comemora 200 anos, e trocou-a por um treino! Com esta medida van Gaal quer devolver os golos a Miroslav Klose que «só marca na selecção» e a Mário Gomez, que estão em seca prolongada. E assim vão continuar: Es ist niemand zum Oktoberfest!
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